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Empreendedorismo: Aprender a Empreender
Fevereiro 21st, 2011 por Rui Lemos

Empreendedorismo, como e porquê?

Este artigo apresenta o empreendedorismo como a criação de algo novo a partir da identificação de uma oportunidade, a dedicação, a persistência e a ousadia aparecem como atitudes imprescindíveis neste processo para se obter os objectivos pretendidos. Os riscos, naturalmente presentes no empreender, deverão ser previstos e calculados.

Ainda, se contextualiza o empreendedorismo na conjuntura económica, abordando quando e de que forma surge a necessidade de se difundir uma cultura empreendedora e salienta a distinção entre empreendedor e administrador, não estando absorto da correlação existente entre eles.

Por fim analisa-se o empreendedor de Marketing de Rede, como figura central da mudança do paradigma do empreendedor, como o Empresário do século XXI que sabe melhorar progressivamente.

O conceito de empreendedorismo é muito subjectivo, todos parecem conhecer e saber, mas não conseguem definir realmente o que é.

Essa subjectividade pode ser devido às diferentes concepções ainda não consolidadas sobre o assunto ou por se tratar de uma novidade, especialmente em Portugal, onde só depois do 25 de Abril, na década de 80 se começou a ouvir o termo e a serem identificados algumas pessoas e projectos.

A ascensão do empreendedorismo veio paralelamente com o processo de privatização das grandes empresas estatais e com a abertura do mercado interno à concorrência externa. Daí a grande importância de se desenvolverem empreendedores que ajudassem o país no seu crescimento e que gerassem possibilidades de trabalho, rendimentos e maiores investimentos.

Por isso, neste artigo propus-me apresentar o que é o empreendedorismo, a sua história, as características dum empreendedor, bem como apontar as similaridades e diferenças entre o empreendedor e o administrador, a fim de se destacar a importância de assumir ambos os papéis.

1 EMPREENDEDORISMO: HISTÓRIA E DEFINIÇÃO

De acordo com a Wikipédia, empreendedorismo é o movimento de mudança causado pelo empreendedor, cuja origem da palavra vem do verbo francês “entrepreneur” que significa aquele que assume riscos e começa algo de novo.

Apesar do empreendedorismo estar cada vez mais em evidência nos artigos, nas revistas, na internet, nos livros e aparentar ser um termo “novo” para os profissionais, é um conceito antigo que assumiu diversas vertentes ao longo do tempo. Só no início do século XX, a palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista Joseph Schumpeter em 1950 como sendo, de forma resumida, uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações.

Mais tarde, em 1967 com K. Knight e em 1970 com Peter Drucker foi introduzido o conceito de risco, uma pessoa empreendedora precisa arriscar nalgum negócio. E em 1985 com Pinchot foi introduzido o conceito de intra-empreendedor, uma pessoa empreendedora, mas dentro de uma organização.

Procurando ainda as raízes do empreendedorismo, podemos fazer um resgate histórico e identificar o facto de que a primeira definição de empreendedorismo devia ser creditada a Marco Pólo, sendo o empreendedor aquele que assume os riscos de forma activa, físico e emocionais, e que o capitalista assume os riscos de forma passiva.

Na Idade Média, o empreendedor deixa de assumir riscos e passa a gerir grandes projectos de produção principalmente com financiamentos governamentais. E no século XVII, surge a relação entre assumir riscos e o empreendedorismo. Bem como a criação do próprio termo empreendedorismo que diferencia o fornecedor do capital, o capitalista, daquele que assume os riscos, o empreendedor. Mas só no século XVIII é que o capitalista e empreendedor foram complemente diferenciados, certamente em função do início da Revolução Industrial.

Com as mudanças históricas, o empreendedor ganhou novos conceitos, na verdade, são definições sob outros ângulos de visão sobre o mesmo tema, conforme Britto e Wever, “uma das primeiras definições da palavra empreendedor, foi elaborada no início do século XIX pelo economista francês J. B. Say, como aquele que “transfere recursos económicos dum sector de produtividade mais baixo para um sector de produtividade mais elevado e de maior rendimento”.

No século XX, tem-se a definição do economista moderno, de Joseph Schumpeter, já citado acima sucintamente, “o empreendedor é aquele que destrói a ordem económica existente pela introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização ou pela exploração de novos recursos e materiais”.

Contudo, parece que uma definição de empreendedor ou de empreendedorismo que atente a actualidade é a que está baseada nas diversas definições vistas até então, “o empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ele, assumindo riscos calculados”.

Caracteriza a acção empreendedora em todas as suas etapas, ou seja, criar algo novo mediante a identificação de uma oportunidade, dedicação e persistência na actividade que se propõe a fazer para alcançar os objectivos pretendidos e ousadia para assumir os riscos que deverão ser calculados.

2 FORMAÇÃO E CARACTERÍSTICAS DO EMPREENDEDOR

Existe a concepção do empreendedor nato, aquele que nasce com as características necessárias para empreender com sucesso. No entanto, como qualquer indivíduo é um ser social, influenciado pelo meio que em que vive, o empreendedorismo pode acontecer por influência familiar, estudo, formação e prática.

Para se aprender a empreender, é necessário um comportamento pró-activo do indivíduo, o qual deve desejar

“aprender a pensar e a agir por conta própria, com criatividade, liderança e visão de futuro, para inovar e ocupar o seu espaço no mercado, transformando esse acto também em prazer e emoção”.

No campo científico e académico, o empreendedorismo pode ser caracterizado por situações que contribuem directamente para que a acção empreendedora aconteça.

Entre elas, podem-se citar duas características que incidem directamente: a primeira é a natureza da acção, caracterizada por procurar fazer algo inovador ou diferente do que já está feito. Neste ponto, o empreendedorismo está ligado directamente às modificações de processos (ou de produtos). E a segunda é a falta ou inexistência de controlo sobre as formas de execução e recursos necessários para se desenvolver a acção desejada, liberdade de acção.

Estes dois factores são considerados importantes na acção empreendedora, uma execução de algo sem controlo e sem métodos com uma nova concepção. Isto não significa que todas as acções de mudança são empreendedoras. Será se, ambos os quesitos estiverem presentes. Da mesma forma, nem todas as acções desenvolvidas, com risco, sem controlo dos processos são acções empreendedoras, pois nem sempre são acções inovadoras.

Filon (1999), estabelece um modelo com quatro factores fundamentais para que uma acção seja empreendedora (visão, energia, liderança e relações), visando a formação do profissional empreendedor. Destaca-se como principal característica as relações, a qual, segundo o autor, se obtém dos conhecimentos fundamentais e necessários dentro de uma estrutura de mercado: as informações necessárias para a tomada de decisões e o conhecimento da realidade do mercado.

Actualmente, as organizações possuem uma grande necessidade de procurar e desenvolver profissionais com perfil empreendedor, devido ao facto destes, serem os responsáveis pelas modificações, criações e visões inovadoras para se obter um destaque maior e uma diferenciação positiva face à concorrência.

Os empreendedores são visionários, dotados de ideias realistas e inovadoras, baseados no planeamento de uma organização, intervêm no planeado e propõem mudanças. O empreendedor desenvolve um papel optimista dentro da organização, capaz de enfrentar obstáculos internos e externos, sabendo olhar para além das dificuldades, com foco no melhor resultado.

Além das características acima comentadas, o empreendedor tem um perfil de liderança para obter êxito nas suas actividades, como é o grande responsável de colocar em prática as inovações, métodos e procedimentos que propôs, deverá estimular os envolvidos na realização das actividades, de forma a alcançar as metas traçadas.

3 O EMPREENDEDORISMO EM PORTUGAL

O empreendedorismo ganhou força em Portugal a partir da década 1980, com a abertura da economia que propiciou a criação de entidades como o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas). Antes desse momento o termo empreendedor era praticamente desconhecido e a criação de pequenas empresas era limitada, em função do ambiente político e económico nada propício do país.

Porém, não significa que não existissem empreendedores, deve-se salientar que muitos visionários actuaram num cenário obscuro, deram tudo de si, mesmo sem conhecerem formalmente finanças, marketing, organização e outros conteúdos da área empresarial.

O IAPMEI é amplamente difundido entre os pequenos empresários portugueses, com a finalidade de informar e dar suporte necessário para a abertura de uma empresa, bem como acompanhar através de consultorias o seu andamento, solucionando pequenos problemas do negócio.

Apesar do pouco tempo, Portugal apresenta acções que visam desenvolver um dos maiores programas de ensino de empreendedorismo e potencializar o país perante o mundo neste milénio. Por exemplo:

1. Diversos cursos e programas sendo criados nas universidades portuguesas para o ensino do empreendedorismo.

2. O enorme crescimento do movimento de incubadoras de empresas em Portugal. Dados recentes mostram que em 2000, havia mais de 85 incubadoras de empresas no país, sem considerar as incubadoras de empresas de Internet, totalizando mais de 200 empresas incubadoras, que geram mais de 5.200 empregos directos.

Essas iniciativas são de suma importância para os empreendedores portugueses que apesar dos percalços são fundamentais para a economia do país. No entanto, é necessário que acções governamentais resgatem o avanço proveniente da iniciativa privada e de entidades não-governamentais, valorizem a capacidade empreendedora dos portugueses e solucionem os problemas apontados no relatório Global Monitor (GEM) - Monitor Global do Empreendedorismo, organizado pela Babson College, EUA, e London School of Business, Inglaterra, e realizado em 29 países, apontou os seguintes resultados em 2001:

• Portugal possui um nível relativamente alto de actividade empreendedora: em cada 100 adultos, 14,2 são empreendedores, colocando-o em quinto lugar do mundo. No entanto, 41% deles estão envolvidos por necessidade e não por oportunidade;

• As mulheres portuguesas são bastante empreendedoras: a produção é de 38%, a maior entre os 29 países participantes do levantamento;

• A intervenção governamental possui duas facetas: por um lado tem diminuído, mas, por outro, ainda se manifesta como um fardo burocrático;

• A disponibilidade de capital em Portugal ampliou-se, mas o empreendedorismo português ainda percebe o capital como algo difícil e custoso de se obter. Para piorar, os programas de financiamento existentes não são bem divulgados;

• A falta de tradição e o difícil acesso aos investimentos continuam a ser principais impedimentos à actividade empreendedora. O português não tem o hábito de fazer planos a longo prazo, devido à conjuntura económica do país. Nos países desenvolvidos, é perfeitamente comum o financiamento de imóveis, com planos que levam de dez a trinta anos a serem liquidados. Existe uma necessidade urgente de estimar as práticas de investimentos;

• Infra-estrutura precária e pouca disponibilidade de mão-de-obra qualificada têm impedido a proliferação de programas de incubação de novos negócios fora dos centros urbanos;

• O ambiente político e económico tem aumentado o nível de risco e incerteza sobre a estabilidade e o crescimento. Sobreviver numa economia completamente instável é extremamente complicado, devemos ressaltar ainda, que em Portugal não existem políticas industriais concretas, as políticas aqui existentes giram em torno de subsídios e tarifas, políticas proteccionistas são nocivas à economia, pois agindo desta forma, o país pode ser vítima de políticas intervencionistas por parte de outros países, o que dificulta as exportações. Contudo, a consolidação do capital de risco e o papel do Business Angel (“anjo”- investidor, pessoa física) também estão a tornar-se realidade, motivando o estabelecimento de cenários optimistas para os próximos anos incentivando o empreendedorismo;

• Existe uma necessidade de aprimoramento no sistema educacional como um todo o que estimulará a cultura empreendedora entre os jovens adultos;

• A burocracia impede a realização da protecção legal dos direitos de propriedade intelectual, altos custos para registos de patentes no país e fora dele e parcos mecanismos de transferência tecnológica. As universidades ainda estão isoladas da comunidade de empreendedores, mas começam a dar os primeiros passos, com alguns bons exemplos.

Portanto, percebe-se que o início da difusão do empreendedorismo em Portugal, nasce por conveniência do governo e sobrevivência de muitos trabalhadores que saíram das grandes empresas estatais após o processo de privatização. A partir disso, o governo propõe-se a fornecer subsídios, acima citados, para que os trabalhadores tivessem a possibilidade de contribuir para o desenvolvimento e a geração de emprego em Portugal.

4 EMPREENDEDOR X ADMINISTRADOR

Uma das grandes diferenças entre o empreendedor e as pessoas que trabalham em organizações é que o empreendedor define o objecto que vai determinar o seu próprio futuro. Ou seja, apesar das similaridades nas funções empreendedoras e administradoras, conceituadas desde a abordagem clássica pelos actos de planear, organizar, dirigir e controlar, existe o diferencial visionário característico dos empreendedores.

Por essa característica, o empreendedor direcciona as actividades para o aspecto estratégico das organizações, enquanto o administrador limita e coordena as actividades diárias. As diferenças entre os domínios empreendedor e administrativo podem ser comparadas em cinco dimensões distintas do negócio: orientação estratégia, análise das oportunidades, comprometimento dos recursos, controlo dos recursos e estrutura de gestão conforme detalhado no quadro abaixo:

Domínio Empreendedor Domínio Administrativo
Pressões nessa direcção Dimensões-chave do negócio Pressões nessa direcção
Mudanças Rápidas:

• Tecnológicas

• Valores sociais

• Regras políticas

Dirigido pela percepção de oportunidades Orientação estratégica Dirigido pelos recursos actuais sob controlo Critérios de medição de desempenho; sistemas e ciclos de planeamento.
Orientações para a acção; decisões rápidas; gestão de risco. Revolucionário com curta duração Análise das oportunidades Revolucionário de longa duração Reconhecimento de várias alternativas; negociação da estratégia; redução do risco.
Falta de previsibilidade das necessidades; falta de controlo exacto; necessidade de aproveitar mais oportunidades; pressão por mais eficiência. Em estágios periódicos com mínima utilização em cada estágio Comprometimento dos recursos Decisão tomada passo a passo, com base num orçamento. Redução dos riscos pessoais; utilização de sistemas de alocação de capital e de planeamento formal.
Risco de obsolescência; necessidade de flexibilidade. Uso mínimo dos recursos existentes ou aluga os recursos extras necessários Controlo dos recursos Habilidade no emprego dos recursos Poder, status e recompensa financeira; medição da eficiência; inércia e alto custo das mudanças; estrutura da empresa.
Coordenação das áreas-chave de difícil controlo; desafio de legitimar o controlo da propriedade; desejo dos funcionários de serem independentes. Informal, com muito relacionamento pessoal. Estrutura de gestão Formal, com respeito à hierarquia. Necessidade de definição clara de autoridade e responsabilidade; cultura organizacional; sistemas de recompensa; inércia dos conceitos administrativos.

Quadro 1: Comparação dos domínios empreendedores e administrativos (adaptado de Hisrich, 1986).

Conforme se percebe a partir do quadro, um empreendedor está sempre com o foco em futuro e o administrador, principalmente no presente, seria impossível escolher um destes perfis como melhor que o outro, afinal o ideal é que todo o administrador seja empreendedor e vice-versa, porém isso nem sempre é necessário, depende da posição que o sujeito ocupa numa empresa, do ideal de vida, do planeamento para o seu património entre outras motivações.

E ainda, de acordo com o quadro, o empreendedor privilegia as pessoas como fonte de obtenção de resultados, ao contrário o administrador privilegia regras e procedimentos. A palavra estratégia define bem o empreendedor e para definir o administrador seria planeamento e controlo.

No Quadro 2 encontra-se uma comparação entre as características de um empreendedor e de um gerente tradicional. É importante lembrar que a difusão do empreendedorismo como necessidade é muito recente.

Temas Gerentes Tradicionais Empreendedores
Motivação principal Promoção e outras recompensas tradicionais da corporação, como secretária, status, poder etc. Independência, oportunidade para criar algo novo, ganhar dinheiro
Referência de tempo Curto prazo, gestão e orçamentos semanais, mensais etc. e com horizonte do planeamento anual Sobreviver e atingir cinco a dez anos de crescimento do negócio
Actividade Delega e supervisiona Envolve-se directamente
Status Preocupa-se com o status e como é visto na empresa Não se preocupa com o status
Como vê o risco Com cautela Assume riscos calculados
Falhas e erros Tenta evitar erros e surpresas Aprende com erros e falhas
Decisões Geralmente concorda com os seus superiores Segue os seus sonhos para tomar decisões
A quem serve Aos outros (superiores) A si próprio e aos seus clientes
Histórico familiar Membros da família trabalharam em grandes empresas Membros da família possuem pequenas empresas ou já criaram algum negócio
Relacionamento com outras pessoas A hierarquia é a base do relacionamento As transacções e acordos são a base do relacionamento

Quadro 2: Comparação entre gerentes tradicionais e empreendedores (Hisrich, 1998)

O quadro acima mostra que ao gerente tradicional cabia gerir os recursos disponíveis enquanto que ao empreendedor cabe multiplicar os recursos e utilizá-los de forma surpreendente em favor de si próprio, da sociedade e do país.

Dados os dois quadros, não se pode fazer uma comparação directa entre um gerente tradicional e um administrador, isso seria ofensivo para o segundo, visto que o administrador não deve ser tradicional, pois o ambiente sob o qual administra muda e exige mudanças rápidas e contínuas, portanto apesar de algumas características serem similares existe um abismo entre gerentes tradicionais e administradores.

Para finalizar, considera-se o planeamento com visão de futuro um dos principais diferenciais entre o empreendedor e o administrador. Porém, se planear é uma das funções básicas do administrador, apontadas na abordagem clássica, alguns especialista consideram isso um paradoxo pois, “o empreendedor é um administrador completo, que incorpora as várias abordagens existentes sem se restringir a apenas uma delas e interage com seu ambiente para tomar as melhores decisões”.

5 CONSIDERAÇÃO FINAL SOBRE O EMPREENDEDORISMO

Conclui-se que, o conceito de empreendedorismo não teve grande variação no tempo. Existe, normalmente, uma confusão entre empreendedores e administradores, porém a partir do levantamento bibliográfico realizado percebeu-se que, nem sempre um administrador é empreendedor e vice-versa, mesmo que isso seja desejável. Para um administrador possuir ou desenvolver características empreendedoras pode ser útil para olhar mais longe, ter uma visão de futuro que lhe permita planear o presente.

E de outro lado, nem todos os profissionais numa organização serão empreendedores, dependendo da actividade isso nem é desejável, visto que o empreendedor precisa de ter ao lado pessoas com características diversas para enriquecer a sua equipa e garantir diferentes olhares. Existem empreendedores natos, porém existe também a possibilidade de desenvolver características empreendedoras, por isso muitas escolas de gestão, economia, engenharia, entre outras possuem em quase todos os seus cursos uma disciplina voltada para o empreendedorismo.

Portanto, o empreendedorismo é o diferencial numa organização. Diferencial este que fazendo uma analogia a uma peça dum motor pode representar uma peça que une, como as engrenagens do motor às rodas, ou seja, é ela que faz com que todo o conjunto se movimente dando às rodas a força e assumindo todos os riscos previamente calculados, os impactos que serão causados pelo caminho a ser tomado.

A diferença entre o diferencial mecânico e diferencial empreendedor é que, o mecânico tem um lugar específico e o empreendedor não, mesmo assim continua ser uma peça importante para o sucesso de uma organização.

6 NOVAS OPORTUNIDADES DE EMPREENDER

No contexto actual, em que a crise domina a vida diária, existem um pequeno número de pessoas que passa ao lado dela, são os empreendedores da nova geração, ou os EMPRESÁRIOS DO SÉCULO XXI.

Sabem que a velha economia “morreu”, que está a nascer uma nova economia. Sabem que empregos para toda a vida não existem mais, sabem que reformas e subsídios são histórias do antigamente e por isso, puxam da sua capacidade empreendedora para fazerem coisas de modo diferente e concerteza não ficarem parados à espera que o peixe lhes venha ter à mão.

É esta a ideia de muitos dos que abraçam uma carreira na indústria do Marketing de Rede, é sem dúvida um factor de sucesso o facto importante destas pessoas serem empreendedoras, mas acima de tudo, diferenciam-se por procurarem alcançar os seus objectivos de vida, pela persistência do seu trabalho e dedicação, de levarem um pouco do espírito missionário ao mundo, com uma visão esclarecida do que vai ser, efectivamente, o grande fluxo e diversidade de mercadorias, que utilizarão este novo (antigo, já com mais de 60 anos), sistema de distribuição em rede.

A nossa rede, a vantagem que temos em adquirir produtos que precisamos, duma forma menos dispendiosa, com menos deslocações para os adquirir e que dão a possibilidade de quando quiser, também poder desenvolver, a “minha própria” rede de distribuição.

Este é o grande paradigma do século XXI, onde começam a desaparecer, negócios tradicionais (i.e. agências de viagens, operadores turísticos, etc.) por não terem sabido adaptar-se às novas tecnologias, às novas mentalidades ao conforto do cliente do séc. XXI, que acima de tudo é muito mais inteligente e muito mais tecnológico.

É, aliás, por causa da tecnologia que se assiste a uma grande evolução das metodologias de distribuição, e também, à forma como cada vez mais se encaram os desafios profissionais, pois é esta mesma tecnologia que nos permite cada vez mais trabalhar a partir de casa, podendo ter mais do que “um patrão” responsável pelo meu rendimento mensal.

O grande desafio desta missão é fazermos com que a visão seja passada a todos os que têm potencial e vontade para aderir, pois é através destas pequenas mudanças que faremos a diferença no futuro.

Se a veia empreendedora, estiver consigo, esta é uma das grandes decisões que fará a diferença do seu futuro. É uma verdadeira tendência, que vai perdurar nos próximas décadas até se transformar numa comodidade. Normalmente o investimento é baixo, não precisamos de laboratórios, de escritórios, de pessoal, de armazéns, de contabilista, de transportadoras, etc., a empresa a que nos associarmos coloca tudo isso à nossa disposição.

E, talvez aquela variável que mais prezo, a possibilidade de acedermos a rendimentos residuais (aqui depende muito da empresa com que vai trabalhar), vitalícios e hereditários, podendo desta forma deixarmos um legado à nossa família e aos nossos herdeiros.

Pessoalmente, aderi a esta indústria quase à 7 anos, e a minha vida e a da minha família modificou-se da noite para o dia. Aumentamos a qualidade e o tempo que passamos juntos, deixamos de ter o stress dos horários nas empresas e o passar de horas em filas de trânsito, e os rendimentos estão sempre ligados ao que fazemos e como fazemos, não em função duma categoria ou vaga, ou mesmo da vontade dum patrão.

Façam uma avaliação cuidada das empresas que trabalham com este sistema, analisem os produtos, o plano de compensações, a formação e o envolvimento da equipa, no fim, se gostaram de tudo, vejam se têm um sistema efectivo de trabalho, pois este será o diferencial do sucesso.

Façam o favor de serem felizes

Rui Lemos

www.ruilemos.com
“O Empreendedorismo no Sec XXI.”


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