EMPREENDEDORISMO

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Como Partilhar o Valor que Tens e que o Mundo Precisa (em 9 Dicas Simples)

Existem imensos projetos e comunidades de sustentabilidade, start-ups, e empreendedores sociais, ambientais, permacultores, artesãos e artistas com imenso conhecimento, competências e valor que merecem ser vistos e ouvidos. Não só merecem como precisam do máximo de exposição possível para a continuação sustentável de todas estas profissões e projetos apaixonantes e positivos.

A verdade é que cada pessoa, incluindo tu, independentemente da sua área, ou se tem uma plataforma online ou não, tem MUITO valor. Uma coleção de conhecimento, experiências, aspirações, sonhos, e perspectivas que podem enriquecer as vidas de outras pessoas, da comunidade, e da sociedade. Basta ter uma voz para nos fazermos ouvir. E na revolução da informação que este milénio trouxe, a nossa voz pode atingir a outra ponta do planeta com um simples clicar do computador ou telemóvel.

Quando começámos este blog, deparávamo-nos constantemente com estas duas questões:

  • Que conteúdo tenho eu que valha a pena publicar e partilhar?
  • Como passar esse conteúdo lá para fora?

Aqui vão 9 dicas simples para melhorar a qualidade das tuas publicações, para que saibas sempre o que publicar, E AINDA 3 dicas extra no final! Confere.

Estas dicas são uma pequena compilação baseado no que temos aprendido na nossa comunidade online Tribo, onde temos aprendido marketing de conteúdo aplicável a qualquer projeto, a espalhar a mensagem e os projetos de cada um, e a transformar a nossa paixão na nossa profissão de forma sustentável – aqui podes explorar a nossa Tribo e fazer parte deste movimento e comunidade de formação a apoio.

 

1 – ESTUDA O QUE TE APAIXONA. DEPOIS PARTILHA O QUE APRENDESTE

Aprende. Faz. Ensina. Repete.

Ao usares um pouco do teu tempo para leres o conteúdo de diversos blogs, videos e livros, deixa-te inspirar pela mensagem que passam e aprendes com o valor que te dão. Usa esse tempo para limpares a tua cabeça e para absorveres material de qualidade.

Nunca ouviste dizer que por norma quem lê livros escreve melhor do que quem não lê?

Não é porque são mais inteligentes que tu. É apenas porque a tua fluência de ideias fica mais organizada quando tens uma métrica mental estabelecida.

É divertido e útil. Assim, estás sempre a expandir na tua área e essa aprendizagem está também a expandir a tua voz, mensagem e audiência. Estás a disponibilizar informação que tu achaste útil para ti e que pode resolver problemas a outras pessoas. Só com este simples passo já estás a fazer uma grande diferença: estamos, afinal de contas, na era do “opensource” e da revolução da informação. E saber é poder. Por isso multiplica esse poder com cada nova publicação.

 

2 – FAZ PERGUNTAS!

Ao fazeres perguntas a outras pessoas, começas a criar uma comunidade de pessoas com uma amálgama de conhecimento, e a criar um ambiente de cooperação.

Ao fazeres perguntas à tua audiência – através das redes sociais, com questionários, ou no final de um artigo ou video, etc – vais criar uma onda dinâmica dentro do teu blog/plataforma online, e com isso, naturalmente vão começar a chover comentários, feedback e opiniões que te vão ajudar a entender qual é o conteúdo que os teus leitores gostam mais, e que problemas têm que tu podes resolver. Isso vai impulsionar o teu ranking e ao mesmo tempo vais ter ideias novas e claras na tua cabeça para mais publicações.

 

 

3 – ENTREVISTA ALGUÉM

O teu blog ou plataforma online tem um nicho. Atrais pessoas que gostam do que tu publicas, mas mais que tudo, da MANEIRA como tu escreves. A tua linguagem vai atrair pessoas que usam as mesmas expressões que tu e as mesmas palavras que tu.

Além do mais, pessoas em geral gostam de ser convidadas para dar entrevistas, principalmente se seguires uma ética de lhes dar crédito no teu blog. O Ser Humano é opinativo e adora sentir-se ouvido e compreendido.

Eu pessoalmente gosto de dar crédito ao autor da página/blog/etc, porque:

  • Primeiro que tudo, é ético (o Ser Humano também adora ser reconhecido e valorizado…e não há nada de errado nisso);

  • Segundo, e mais uma vez, aumenta o teu ranking na internet, o que torna o teu conteúdo mais fácil de encontrar na Net.

  • Terceiro, mostra aos teus leitores que não és egoísta e gostas de partilhar e ajudar outras pessoas, e que trabalhas num espírito de cooperação e comunidade.


4 – ESCREVE UM ARTIGO PARA OUTRA PESSOA

Ao conectares-te com outros sites e blogs na internet provavelmente vais ser convidado a escrever um artigo para outro blog, ou até seres entrevistado se o teu conteúdo for relevante para a pessoa em questão (contacta-me se estiveres interessado).

Ao seres convidado para colaborar em conteúdo, estás a ligar os teus seguidores ao blog em questão e o teu blog irá ser referênciado e bem falado por parte de outro blogger. Ambos trabalham em comunidade para o beneficio de todos os envolvidos – tu, o outro, e as audiências de ambos.

Não existe melhor exposição que o de “passa-a-palavra”.

Quando confias em alguém, confias no que ele te diz. Se ele te recomendar um artigo, provavelmente vais acabar por lê-lo, certo? Nem que seja apenas por curiosidade.

 

 

5 – PARTILHA AS TUAS VITÓRIAS E AS TUAS “DERROTAS”.

Durante o teu caminho, vais provavelmente ter momentos de fracasso, momentos de vitória e momentos de superação.

Não há nada mais atraente e assegurador que a experiência.

Não passes o artigo todo a falar de ti, nem te gabes constantemente. Ilustra passo-a-passo como fizeste algo que te deu muito bom resultado e partilha as lições que aprendeste durante este processo – especialmente o que NÃO fazer. Aprender com os nossos “fracassos”, e ter a humildade e a honestidade de partilhar esse “fracasso” para que outros possam fazer melhor, não só revela o teu compromisso de partilhar soluções e fazer a diferença, como revela a tua força de caráter e compromisso pelo que fazes.

Faz com que outros não cometam os mesmo erros que tu. Este tipo de informação é provavelmente uma das mais procuradas. Afinal de contas, ninguém quer falhar se o caminho já estiver aberto para evoluires.

 

 

6 – RECICLA ARTIGOS ANTIGOS

Todas as pessoas sentem nostalgia. Ao voltares a publicar um artigo de quando iniciaste o teu blog, projeto, comunidade, etc, vais mostrar às pessoas que toda a gente começa do zero e que toda a gente aprende e evolui. Podes simplesmente voltar a partilhar o artigo mais velho para mostrar a tua evolução “antes vs agora”, como podes reciclá-lo.

Talvez as tuas ideias já tenham mudado. Talvez seja um artigo que precise de ter a sua informação actualizada. Re-escrever, editar, reciclar conteúdo mais velho revela cuidado da tua parte em partilhar a melhor qualidade possível de informação às pessoas – e poupa-te trabalho quando não tens tanto tempo para escrever artigos de raíz mas queres ser consistente nas tuas publicações – ou quando fores passear para a floresta e não tens wifi 😉

 

 

7 – USA PERSONAGENS RECONHECÍVEIS E TÍTULOS INTRIGANTES

Ao juntares o teu tema do artigo a nomes e personagens reconhecíveis pela maioria, a resistência à tua mensagem será menor, a curiosidade aumenta, e as pessoas vão divertir-se mais a ler o teu artigo.

Estás a usar um tema e uma ideia que já está formada na cabeça das pessoas para explicares uma ideia completamente diferente.

  • Por exemplo: “Como uma Galinha me Ensinou a ser um Melhor Humano” ou “O que o Batman me mostrou como Blogar”

Vez, funciona certo?

 

 

8 – PROCURA TER EXPERIÊNCIAS NOVAS

Durante a tua vida pessoal tens de certeza momentos altos. Isso é óptimo, cria carácter e permite que a tua criatividade flua sem resistência.

Ao estares aberto a novas experiências vais ser inspirado a falar de coisas diferentes e interessantes, que podes partilhar com a tua audiência. Tambem ajuda imenso criar relações com futuros colaboradores, entrevistadores e entrevistados, partilha de informação, etc. 

 

 

9 – DÁ A TUA OPINIÃO – FAZ UM “REVIEW”

Escolhe uma companhia, projeto, produto, serviço ou website e faz uma revisão da tua experiência.

 

A minha métrica pessoal nestes casos passa por desenvolver:

  • O que estão a fazer bem?
  • O que podiam melhorar?
  • Pontos altos e coisas a ter em conta.
  • Que necessidades satisfez (ou não satisfez), e como a audiência pode contactar/adquirir o produto/serviço/projeto que estás a expôr.

Ao seguir esta métrica consigo passar conteúdo valioso para a minha audiência e se for uma boa revisão, as tuas publicações ganham boa reputação e assim mais pessoas irão confiar no que partilhas, porque estás a falar baseado na realidade da tua experiência pessoal. Nunca assumas a tua opinião como sendo verdade absoluta.

 

 

Como te prometi no ínicio deste artigo, vou dar-te 3 dicas extra porque acho que se leste este artigo até ao fim, mostra que estás 100% comprometido contigo mesmo e na tua expansão e eu quero ajudar-te ao máximo. Aqui vão as 3 últimas dicas extra.

 

1 – Ajuda o Teu Cérebro a Reiniciar.

Encontra a tua fonte de energia.

Para algumas pessoas é andar a pé, para outras é correr, ou ler, meditar, ir ao cinema.

Para mim o que resulta é pegar numa folha de papel em branco e numa caneta, e escrever todas as palavras que venham à cabeça…mesmo que não façam sentido, escrevo tudo até ter a cabeça limpa. Após esse exercício, vou dar uma volta a pé para absorver os ares da montanha aqui onde moro em Portugal.

Descobre qual é o teu gatilho pessoal. Acredita que faz uma diferença gigantesca e vais colher benefícios em vários outros aspectos da tua vida.

 

 

2 – Conta uma História Pessoal

Ao contares uma história pessoal, estás a partilhar a tua experiência com os teus leitores e essa é a melhor maneira de te conectares por escrita com alguém.

As pessoas ao ler as tuas histórias identificam-se com elas e aceitam melhor a informação que estão a ler. Torna-se numa maneira bastante pessoal de escrever para alguém e a audiência adora isso.

 

 

3 – Transforma a tua Paixão na tua Profissão

Hoje em dia, existem cada vez mais pessoas a gostarem da ideia de ter um blog para partilhar as suas opiniões, mas os blogs são usados para 1001 propósitos.

Para nós, foi graças a ele que pudémos começar uma actividade completamente nova – a área das sustentabilidades – sem ter de fazer investimentos insustentáveis apenas para começar.

Vemos muitas pessoas cujo trabalho que lhes dá dinheiro é a razão porque não fazem o que querem realmente fazer. Porque a sua paixão não lhes rende dinheiro, portanto sentem que precisam de sacrificar o seu sonho pela sua sobrevivência.

E vemos muitas pessoas na área das sustentabilidades que estão a dar tudo por tudo para fazer a diferença, mas que precisam de mais exposição e mais rendimento para melhorar ou até tornar os projetos sustentáveis e rentáveis para que possam expandir e tocar a vida de mais pessoas.

É muito gratificante ter uma profissão que gosto e de ter um modelo que me permite expandir, ter uma vida de abundância e ajudar pessoas a fazer o mesmo com a comunidade de formação e cooperação da Tribo – e acreditamos que toda a gente merece essa oportunidade de transformar a sua paixão na sua profissão.

 

Ter um blog, escrever artigos, fazer videos, publicar nas redes sociais conteúdo de valor é um passo simples mas, na minha experiência pessoal, muito importante para ir nessa direção.

 

Qual é a próxima coisa que vais partilhar com as pessoas?

Podes começar por partilhar o teu valor único nos comentários, e partilhar este artigo com quem possa achar interessante 😉

 

Como Lidar com a Frustração

Lembras-te da última vez que sentiste Frustração?

Para que serve, e porque aparece quando tudo parece correr mal?

 

Hoje uma conversa entre amigos inspirou-me para escrever este artigo.

O Filipe (a.k.a Pipo) tinha passado as últimas 3 horas a escrever um artigo espetacular para o blog, e uma pequena falha técnica no computador  fez com que ele perdesse todo o conteúdo que tinha cuidadosamente criado para ti.

Vou apenas dizer que o Pipo queria partir o Computador. Nem cabia em si de raiva e frustração.

Sentia que tinha perdido 3 horas preciosas do seu dia e, no final, não tinha nada “feito” que refletisse o seu trabalho árduo e dedicação.

Em luz disso, em honra do artigo perdido do Pipo, e um exemplo pessoal de como é possivel usar a Frustração a nosso favor, aqui estou eu, a falar-te acerca de Frustração.

Esta emoção tem, de facto, uma vertente muito útil e positiva que tu podes não conhecer.

 

Todos conhecemos frustração. Aquela sensação de querermos dar um passo em frente e sentirmos uma parede à nossa frente . Que as coisas estão a ir na direção oposta (ou a um passo mais lento) àquele que queremos. E, normalmente, queremos evitar esta sensação a todo o custo.

A verdade é que a frustração, como o fogo, tem um lado BOM e muito útil.

A diferença entre o fogo te aquecer ou te queimar é saberes lidar com ele, saber usá-lo a teu favor.

Todos nós temos que lidar com frustração.Já estive presa no ciclo de frustração que me fez sentir encurralada, e hoje, a perda do artigo do Pipo fez-me querer partilhar contigo algumas dicas fáceis para que possas também tornar a tua frustração numa aliada

 

Como é possível Tornar a Frustração Numa Aliada?

 Re-interpretando esta emoção pouco compreendida:

 

#1 FRUSTRAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NÃO SÃO A MESMA COISA

 

Muitas vezes deparo-me com a ideia geral que “sentir-se frustrado” e “sentir-se desmotivado” são sinónimos.

De facto, uma coisa tem pouco, ou nada, a ver com a outra.

Uma pessoa Desmotivada nunca chega sequer a sentir Frustração, porque sem Motivação, a Frustração não surge.

Já vais perceber porquê no final do próximo ponto…

 

#2 FRUSTRAÇÃO É UM SINTOMA DE UMA MOTIVAÇÃO INTERNA QUE NÃO ESTÁ A SER POSTA EM AÇÃO.

 

 Estás no trabalho, ou num projeto, a progredir bem, e sentes-te motivado ns tuas ações, quando, subitamente, surgem obstáculos que te impedem de progredir.

E pronto – sentes-te frustrado.

  • Quando tens um MOTIVO que te faz querer retomar o ritmo, resolver o problema, avançar para a frente – continuas MOTIVADO (do latim “Movere”, deslocar, mover, fazer mudar de lugar) apesar do teu obstáculo, e essa motivação que subitamente deixou de ser manifestada em ação, devido aos obstáculos, abre as portas à frustração.
  • Estar DESMOTIVADO, pelo contrário, é a FALTA de Motivo.

Des-Motivado. Sem motivo.

Uma pessoa desmotivada precisa de encontrar os motivos, os desejos, que a farão querer tomar ação.

Frustração é até bom sinal: uma pessoa que sinta frustração  JÁ tem esse motivo, e a frustração quer puxar pela pessoa, como um “turbo” num carro, a tomar ação para ultrapassar o problema.

Como eu vi acontecer com o Pipo quando ele perdeu o artigo.

Estava super motivado porque queria partilhar umas ideias fantásticas contigo aqui no blog, e quando as circunstâncias o fizeram dar uns passinhos atrás, lá veio um tsunami de frustração.

Se ele não estivesse Motivado a escrever esse artigo, provavelmente nem o teria escrito sequer. Não pode haver Frustração se não houver Motivação.

Agora ele está ainda mais “fisgado” em acabar aquele artigo. E como já o fez antes, agora é capaz de sair ainda mais bem escrito, com as ideias melhor estruturadas, porque ele já o fez antes, logo, a próxima tentativa será forçosamente melhor.

#3 FRUSTRAÇÃO É O TEU TURBO INTERNO PARA AS SUBIDAS MAIS AGRESTES

 

A Frustação, se fores bem a ver, é apenas uma força que te empurra na direcção que os teus desejos internos te conduzem.

É a forma da mente te instigar com sensações fisicas (emoções), como que a dizer “Pst, anda, mexe-te, vai em frente, por aqui”. Frustração é apenas a representação emocional dos teus desejos, do que tu queres, e do que estás disposto a fazer para que esses se tornem realidade.

Tens um motivador interno que quer por-te a mexer quando mais precisas: quando surgem dificuldades.

Não é nessas alturas que normalmente surge a frustração?

#4 FRUSTRAÇÃO NÃO É UMA FORÇA NEGATIVA, NEM MESMO O FRACASSO QUE ASSOCIAMOS A ELA

 

A razão porque nós não interpretamos frustração como uma força impulsionadora é por causa da forma como fomos condicionados a pensar em frustração e fracasso, e desenvolvemos um reflexo inconsciente que nos faz querer evitar fracasso (que é impossivel) e proteger-nos de nos sentirmos frustrados.

Mas fracasso não existe. O que nós entendemos como fracasso é realmente feedback. Com os teus “fracassos”, como Thomas Edison e a sua lâmpada, recolheste informação e experiência que precisavas para teres sucesso na tua próxima tentativa.

Sentes frustração nestas alturas porque o teu “turbo” interno está a tentar lembrar-te que com cada fracasso, mais forte estás e que deves persistir. Vitória é inevitável.

 

Que esta revelação do Lado Bom da Frustração te permita interpretar essa emoção, para que ela te puxe para a frente, e tenhas mais algumas estratégias que te permitirão evoluir, resolver problemas mais facilmente, abraçar desafios, ter sucesso nos teus projetos de vida, e ser, no geral, uma pessoa mais motivada à ação e, portanto, feliz.

 

Lembras-te da última vez que sentiste Frustração?

Agora que sabes torná-la na tua aliada, o que pode mudar para ti?

Conta-nos tudo nos comentários!

Dinheiro E Sustentabilidade: Será possivel? 6 Mitos sobre o Dinheiro que te vão fazer sentir mais Livre

Já reparaste que o Dinheiro parece ser o problema E a solução para todos os teus problemas?

O Dinheiro, e a nossa relação com ele, são um paradoxo constante.

 

Deparamo-nos com o paradoxo do dinheiro, e a maior armadilha da forma como dinheiro está inserido na nossa sociedade:

[tweet_dis]Precisamos de dinheiro para viver. Mas muitas vezes é a nossa busca pelo dinheiro que nos IMPEDE de viver.[/tweet_dis]

Não consegues viver com ele, mas também não consegues viver sem ele.

E entramos neste paradoxo que nos deixa… sem dinheiro.

É o carrocel:

  • precisamos de dinheiro para viver,
  • a busca de dinheiro leva-nos a maior parte da nossa vida (40 anos até à idade da reforma, em prestações de pelomenos 8 horas diárias),
  • acabamos por não viver a vida porque temos que ganhar dinheiro,
  • o dinheiro gasta-se rapidamente e sem fazer o que precisas que faça,
  • e lá vamos nós outra vez à busca de dinheiro, sacrificando tudo o resto.

 

O Paradoxo do dinheiro na nossa sociedade: a maior parte de nós dá voltas e voltas e acaba no mesmo sitio,

Quantas horas por dia dedicas a ganhar dinheiro? Vale a pena o tempo e esforço pelo dinheiro que ganhas?

Quantas oportunidades para viver a vida é que já te negaste porque precisavas de ganhar dinheiro?

Quantas decisões já tomaste únicamente devido às tuas possibilidades financeiras?

É possível que 99% das tuas decisões não foram tomadas por ti – foram controladas pelo dinheiro. Sentiste-te forçado a tomá-las da forma que tomaste por causa do dinheiro… ou a falta dele…. ou o medo de o perder.

 

Como seguir uma vida livre, sustentável, e ética, se não nos conseguimos desligar no “flagelo” do dinheiro? Será possível conciliar uma vida de sustentabilidade e em harmonia com a Natureza com a “sombra  negra do dinheiro” que paira sobre tantos nós?

 

Um dia, a minha irmã Bia conta-me um episódio que aconteceu na Internet.
Ela recebeu uma mensagem de uma pessoa que dizia:
“Eu odeio dinheiro e todo o mal que causa neste mundo. Não preciso de dinheiro para nada, sou completamente auto-suficiente. Como te atreves dizer que dinheiro (querê-lo e ter muito dele) é bom? Temos que viver sem precisar de dinheiro – só assim vivemos de uma forma auto-sustentável e off grid”.
A minha irmã colocou então a seguinte questão: 
“Se não precisas de dinheiro para nada, e é assim tão mau, como pagas a Internet que estás a usar para falar comigo? Com galinhas?” 
Ao longo da conversa, a Bia descobriu que esta pessoa afinal PRECISAVA de dinheiro, apenas não o tinha – estava a viver em casa dos pais e a Internet era paga por eles.
“Não te iludas – ser auto-suficiente, ou viver de uma forma sustentável, não tem nada a ver com viver à custa do dinheiro das outras pessoas, ou viver pobre, em escassez – dinheiro não é mau, nem é bom – é o que fazemos com ele.
 

De certeza que muitos de nós compreendemos tanto um lado desta conversa, como o outro.

E se, como eu, sonhas com aquele mundo idilico em que não existem os flagelos causados pela corrupção, abuso de poder e ganância, é compreensível de magoe um pouco reconhecer o facto que precisamos de dinheiro para sobreviver – uma realidade que muitos acham triste.

Mas não será pior ainda caminharmos em direção de uma distopia? Como a pessoa que, vivendo numa ilusão, nega que precisa de dinheiro para viver, alega uma vida auto-suficiente, quando realmente está a viver à custa do dinheiro dos outros?

 

Realmente, e vais ver quando chegares ao final do artigo, o que faz o dinheiro ser um problema ou uma solução é a nossa relação com ele, a forma como lidamos com o dinheiro na nossa vida e nas nossas decisões do dia a dia.

Como pensamos que não podemos fazer nada sem ele, não pensamos noutra coisa…como uma droga, estamos sempre presos a ele, precisamos sempre dele, e pensamos que não podemos viver sem ele… e ao mesmo tempo parece ser a solução, mas a maior parte das vezes é o problema.

E de repente, a tua vida deixa de ser tua.

  • Não persegues os teus sonhos porque não tens dinheiro.
  • Não segues a tua carreira de sonho porque “não tem saída”.
  • Não viajas porque precisas de um emprego, para ganhar dinheiro, gastá-lo para sobreviver, e ficar na mesma. Mais uma volta ao carrocel.

 

Então, como nos podemos libertar deste paradoxo do dinheiro, se sem ele, não podemos sobreviver na nossa sociedade moderna?

Principio de Permacultura: O problema é a Solução.

Dinheiro é apenas mais um recurso, e, em permacultura, qualquer recurso que não esteja a ser devidamente utilizado num padrão ciclico é considerado poluição.

A nossa sociedade está poluída pelo dinheiro – existe excesso em alguns sitios, onde estagna e apodrece, e existe escassez em outros sitios, onde pouco cresce, e com dificuldade.

 

Mas a solução para “o problema do dinheiro” não é afastarmo-nos dele, mas sim diminuir a nossa dependência TOTAL nes, e melhorar como essa “energia” circula. Mais, uma vez, a permacultura ensina-nos algo valioso: não colocar todos os ovos no mesmo cesto. Ter fontes diferentes para adquirires o que precisas.

Dinheiro, tal como tempo, são apenas medidas de energia para conseguir algo a que te propões concretizar. E quando o dinheiro e o seu ciclo são usados de uma forma sustentável, acontecem coisas fantásticas, como já mostrou Bill Mollison, um dos pais da permacultura – ele sempre incluiu finanças como uma estrutura “invisível” CRUCIAL para o sucesso de qualquer habitat humano sustentável:

Mas, enquanto a nossa sociedade ainda revolve completamente em torno do dinheiro, nós podemos começar a desintoxicar desta dependência na nossa mente com apenas algumas novas ideias acerca da realidade do dinheiro.

Vamos lá melhorar a tua relação com a tua Carteira:

 

#1 Há que mudar o nosso relacionamento com dinheiro. 

[tweet_dis]O dinheiro faz um excelente empregado, mas um péssimo patrão.

Mudas o teu relacionamento com o dinheiro, e começas a ter resultados diferentes com ele.[/tweet_dis]

Começa por deixar de tomar decisões exclusivamente baseado no extrato da tua conta bancária.

Tu és o patrão, não o dinheiro, por isso as decisões devem vir de ti, e não do dinheiro que te diz  instantaneamente “não podes”, sem olhar a mais nada, e sem interesse em soluções. Mais vale quem quer do que quem pode. Destranca a tua capacidade criativa de resolução de problemas e pensa paralelo ao dinheiro.

 

#2 Dinheiro é apenas uma ferramenta. Não é a solução nem o problema.

Uma ferramenta serve um propósito e nada mais.

Uma pistola, ou seja, o objeto em si, não é bom nem mau.
Se estiveres a apontar a um alvo inanimado, não é mau.
Mas se estiveres a apontá-la a uma pessoa, já é.

Tu é que dás o significado às coisas, dependendo da utilização que lhes dás e o resultado.

Com o dinheiro passa-se o mesmo. E como qualquer ferramenta, tem o seu lugar, altura e propósito próprio.

Se queres apertar um parafuso, e puxas do martelo, vais ter um problema.

Se usares a ferramenta certa, da forma correta, dar-te-á o resultado que procuras.

Em permacultura, dinheiro é uma ferramenta importantíssima, um elemento das estruturas invisiveis que ajudam o sonho daquele projeto, eco-casa ou agro-floresta – é transformar dinheiro em algo que te orgulhes e que beneficie a muitos níveis.

 

#3 A Falsa associação na nossa mente que diz que a falta de dinheiro é a raíz de todos os nossos problemas e a razão porque não conseguimos resolvê-los.

O Rui Gabriel contou-me uma história no outro dia de uma senhora que o abordou na Internet e se queixou que não podia fazer muitas coisas na vida dela, incluindo arranjar emprego, porque sofria de depressão. Imediatamente ele perguntou-lhe se ela ganhasse 1 milhão de dólares naquele momento, se ainda se sentiria deprimida.
Ao que a senhora, espantada, respondeu: Não.
Isso imediatamente mudou o paradigma dela, do que ela achava sobre as limitações dela e a sua relação com o dinheiro, e, efectivamente, afiliou-se ao nosso sistema de blogs e da Tribo, e deu um passo na direção das mudanças que queria ver na sua vida.

Se o teu problema é, por exemplo, falta de tempo para fazer o que queres, então a solução é arranjar tempo, não a falta de dinheiro. Faz disso uma prioridade, e não te foques no dinheiro como a solução milagrosa para tudo.

 

#4 Tira o dinheiro do pedestal e põe-o na caixa de ferramentas com todas as outras.

Como dissémos antes, dinheiro é uma ferramenta muito poderosa, mas mais uma vez, tem a sua altura de ser usada.

Como a senhora que negligenciou todas as suas outras capacidades porque estava tão focada na falta de dinheiro, não nos podemos esquecer que temos outras ferramentas essenciais para termos sucesso: tempo, competências, paixão, motivação, resiliência, ética, entusiasmo, conhecimento, iniciativa, etc…

Dinheiro ajuda nas nossas necessidades materiais, mas nós sabemos que não compra amor, não compra relacionamentos especiais e genuínos, não compra momentos singelos, não garante realização pessoal ou sucesso, e, como vemos pela infinidade de celebridades e o seus rastos de escândalos na vida pessoal, não garante felicidade.

[tweet_dis]Há muitas coisas que o dinheiro não consegue fazer por ti, portanto não dês mais importância a essa ferramenta sobre todas as outras. Cada uma tem o seu propósito.[/tweet_dis]

 

#5 Usa as Outras Ferramentas.

Tens tempo, competências, capacidades, potencialidades únicas, motivação, objetivos, SONHOS, pessoas, relacionamentos pessoais e profissionais, etc, etc, ETC!

Usa e desenvolve as outras ferramentas, para não estares tão dependentes na ferramenta que é o dinheiro. Assim, mesmo que não tenhas muito dinheiro, sentes-te seguro que podes ir em frente na mesma porque tens uma caixa inteira de ferramentas ao teu dispor.

 

O que vai finalmente mudar a tua vida é deixares de pensar que dinheiro é um canivete suiço que resolve tudo, e começares a tomar decisões benéficas para a tua vida MESMO que isso não te dê mais dinheiro logo – porque, se dinheiro não é o mais importante da tua vida, mas sim o sonho que queres realizar com a sua ajuda, então não o trates como tal.

 

#6 Desapega-te do Dinheiro Emocionalmente.

Já percebemos que o dinheiro é uma ferramenta. Mas a maior parte das pessoas desenvolve um apego emocional ao dinheiro que não pertence.

Eu sei por experiência própria – principalmente quando, no inicio, decidi que queria levar uma vida mais simples e em harmonia com a Natureza. Ambos esses conceitos – dinheiro e vida “hippie” auto-suficiente, não pareciam encaixar.

Sentimos ansiedade quando precisamos de gastar dinheiro, temos medo de não ter dinheiro, achamos que abrir mão de dinheiro é uma ameaça para a nossa subsistência e agarramo-nos a ele -não só emocionalmente como literalmente – ou, para evitar essa dor de não ter algo que sentimos falta, mentimos a nós mesmos, dizendo que não precisamos dele.

Mas se nos agarramos emocionalmente ao dinheiro, não o podemos USAR da melhor forma para que possa gerar mais, para que possa fazer o que tu precisas que ele faça. Dinheiro é como água numa nora, só atua se a direccionares e deixares circular. Se não libertares a água, não esperes ver a nora a funcionar.

Esta é a principal razão porque a maior parte das pessoas fogem da palavra investimento, mesmo sabendo que investimento, seja de tempo, trabalho ou dinheiro, é necessário ao sucesso e à realização dos seus sonhos.

O objetivo real da pessoa nunca, ou raramente, é dinheiro.

A maior parte das pessoas não quer dinheiro pelo dinheiro em si, mas porque o dinheiro lhes permite realizar os seus objetivos REAIS, como poder dar a melhor vida à sua familia, poder seguir a sua carreira de sonho, poder dar os melhores cuidados a um familiar doente, poder passar mais tempo com a familia e amigos, poder ajudar pessoas e fazer a diferença, criar o estilo de vida que os faz feliz etc…

 

Estou numa tribo onde dinheiro não existe, e eles precisam de uma habitação nova.Se eu lhes der 10 000 dólares, eles provavelmente vão pensar que eu sou doida, “porque é que esta mulher de cabelo amarelo nos está a dar esta coisa esquisita com desenhos?” Não tem significado nenhum para eles, e portanto, não há apego emocional.Mas se, em vez disso, lhes construirmos a habitação, aí já tem significado. Provavelmente ficariam muito felizes. Mesmo que eu tenha gasto os mesmos 10 000 dólares para construir a casa, não é o dinheiro que tem significado, mas sim o sonho.

 

Quando nos desapegamos emocionalmente do dinheiro, estamos a focar-nos nos nossos objetivos reais, e o dinheiro é simplesmente outro recurso que estás a usar para lá chegar.

No fundo, é a tua visão do futuro com que sonhas que te vai dar o entusiasmo e a alegria que te motivarão para a frente, e serás muito mais objetivo nas tuas ações relativamente a dinheiro, porque deixaste de te associar emocionalmente a ele.

Saberás ver mais claramente, e sem medo ou ansiedade, que usando o dinheiro alinhado com as tuas prioridades na vida é o que vai pôr o dinheiro a trabalhar para ti e em direção ao teu sonho.

Tira-o do pedestal, e dá prioridade ao que é REALMENTE importante na tua vida. Aos teus objetivos reais.

Verás que o dinheiro deixa de ser tão importante, e deixarás de te sentir stressado ou ansioso quando pensas nele ou quando decides que está na hora de o pôr a trabalhar para o teu sonho.

 

BÓNUS:

A maior parte do rancor que guardamos em relação ao nosso sistema económico, e ao dinheiro, é realmente a nossa ânsia de ver um recurso com tanto Poder ser utilizado mais em prol do bem das pessoas e do planeta – e quando vemos pessoas a usar “mal” este recurso, faz deflagrar um fogo de ultraje e sede de justiça – de querer mudar para algo melhor.

Gostava que saísses daqui com uma pergunta:

Se afirmamos que faríamos diferentemente, e de uma forma mais sustentável, a aplicação desse dinheiro que vemos outras entidades investir de uma forma egoísta e prejudicial, isso não significa que pode ser a nossa RESPONSABILIDADE ganhar dinheiro com/usando os nossos principios éticos de cuidar das pessoas, cuidar da terra, e partilha de excedentes?

 

Não será hora de tomar responsabilidade por, a nivel individual, mudar o significado do dinheiro em algo que nos faça sentir mais livres, em vez de mais aprisionados? E como podemos fazer isso se não integrarmos o dinheiro como uma semente “joker”, que se pode transformar naquilo que precisas, em vez de ser a raíz dos nossos problemas?

O problema que enfrentamos – o dinheiro – é a solução. Apenas precisamos de entender o bem que pode fazer, e a nossa responsabilidade de o ganhar para poder transformá-lo nisso mesmo: Bem.

 

Quando vais parar de tomar decisões baseado no quanto tens na tua carteira?

O que vais fazer hoje para alavancar o teu estilo de vida?

 

Rute Gabriel