Pitada Psicológica

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O Fardo do Guerreiro: A Lei da Resistência e da Aceitação

Neste artigo vais reparar que as pessoas são mais resistentes do que pensam…

e vais perceber porque é que nós NÃO vemos isso como um elogio.

 

Lembras-te daquela sensação esquisita de “desconforto” quando alguém faz algo por ti “sem razão aparente”, ou te oferece algo de livre iniciativa e sem pedir nada em troca? – parece que até nos sentimos mal… que sentimos uma resistência emocional ao RECEBER.

Essa resistência é a mesma que faz as pessoas dizer, às vezes até com desdém, que não querem “caridade”, ou, como a minha vizinha do lado, que se recusa a aceitar um único cêntimo a mais pelos seus deliciosos queijos, e até já me perseguiu rua abaixo para me dar uns meros 0.50 cêntimos que tinham ficado do troco…

Essa resistência é a mesma que faz com que, quando és empurrado, resistes. E até empurras para trás. Ou quando empurras alguém (não apenas “empurrões” fisicos, se é que me entendes), essa pessoa vai resistir ao movimento que interferiu com ela.

 

RESISTÊNCIA

Aprendemos, erradamente, que resistir é uma coisa boa, quando, realmente, apenas torna tudo muito mais dificil. Como ter demasiada tensão nos músculos não te prepara melhor para saltar, até te faz dar um salto mais pequeno, e habilita-te a apanhares umas belas cãibras.

  • Aprendemos e aceitamos que a vida é dificil, que temos de lutar e persistir, sofrer e resistir, e apegamo-nos mais ao sentido de luta do que simplesmente evoluirmos para a vida que queremos ter.
  • Eventualmente, luta e sofrimento passam a fazer parte do nosso “normal e quotidiano”, tornando-se mais fácil esta vida de sacrificio e luta do que permitires-te a receber o que a vida tem para oferecer.

Resistimos. A vida traz uma oportunidade e nós dizemos não. A vida traz um desafio e nós dizemos “Não, não consigo”, “não estou preparado”, Não.

 

Quando aceitamos que a vida é feita de dificuldades e luta, tornas-te um lutador….

…e um lutador está condenado a passar a vida a LUTAR porque faz parte de quem ele é…

 Estás a absorver as tuas dificuldades como parte da tua identidade – como parte de quem tu és! Isto é bastante perigoso, porque, como todos nós, queres ter sucesso na tua vida. Mas como podes esperar atingir uma vida mais fácil e de sucesso se resistes a cada desafio, se deixaste essa parte negativa da tua vida contaminar quem tu és?

 

Então, porque resistimos?

  • Pela mesma razão que resistimos à força que nos empurra – temos medo de cair.
  • Resistimos porque não queremos aceitar certas possibilidades (normalmente as negativas) consequentes das nossas ações.

 

“Os principais riscos que estamos a correr, são riscos que resultam das nossas próprias actividades, e portanto, nos cabe a nós resolver.”
 
Prof.Gerald Diamond no seu livro “Colapso”

Humildemente, adiciono mais alguma coisa a esta frase. Que, estes “riscos que resultam das nossas actividades”, nos cabe a nós ACEITAR, e resolver.

 

A verdade é que uma forma mais paciva de resistência é evitação ou procrastinação. 

E muitas vezes preferimos evitar riscos, ou hipotéticos problemas germinados da tua actividade, do que tomar ação, ACEITAR os riscos, e resolvê-los.

Por medo de cair, resistimos a estes riscos. Mas ao fazer isso, também sacrificamos a outra face da moeda – o sucesso e os beneficios que teriamos se tivéssemos aceite os riscos, enfrentado os nossos desafios, e transformado em pessoas mais sábias, experientes, e portanto, mais avançados na nossa evolução.

É comparável a aceitares jogar um jogo de cartas, e negares-te de jogar e divertir por causa do risco da possibilidade de perder o jogo.

 

ACEITAÇÃO

Mas quando ACEITAS todas as possibilidades, estás preparado para tudo.

Quando ACEITAS os possíveis riscos e não resistes ao que a vida tem para oferecer e ensinar, independentemente das coisas correrem de acordo com o planeado, estás LIVRE para manobrar e manter o teu curso, e ganhar a cartada.

Não resistas. ACEITA.

Aceita todas as possibilidades – não as evites, olha para ela nos olhos e reconhece-as.

Porque quando passas a conhecer o desconhecido, já não o temes, e tens a clareza de espírito para perseguir a vida que queres.

Já dizia um velho ditado oriental:

“Perante o sopro constante do vento, é o bambu flexivel, não o carvalho forte, que se volta a erguer quando o vento cessa. O bambu dobra-se à vontade do vento para depois de erguer – o carvalho resiste à força do vento, até que,mais tarde ou mais cedo, é arrancado pelas raízes.”

A vida dá-nos sempre aquilo que precisamos, não necessariamente aquilo que queremos. Mas sempre aquilo que precisamos.

 

Não resistas às dificuldades. A vida dá-tas para te poderes tornar mais forte.

Aceita-as como as oportunidades que são para aprenderes e melhorares a tua vida.

Para te tornares mais sábio e experiente e te possas sentir verdadeiramente LIVRE para receber tudo o que a vida te der,

mesmo aquelas coisas que não queremos, mas talvez, precisemos.

 

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Lidar com o Fracasso

Quantas vezes já sentiste Fracasso? É Frustrante não é?

Talvez até te estejas a sentir fracassado num aspeto da tua vida ou noutro agora mesmo…
O nosso cérebro odeia a sensação de fracasso, e faz tudo – até sabotar-te – para evitar sentir isso de novo…
Aqui vamos te mostrar como podes lidar com o Fracasso de uma forma um pouco estranha…

…E se eu te dissesse que fracasso não existe?

 

A primeira vez que ouvi isso foi durante a minha formação em Programação Neuro-Linguística e foi uma das noções mais transformadoras da minha vida.
No processo deste nosso projeto de empreendedorismo sustentável e permacultura, fui relembrada de novo desta noção importantíssima.
Tinha estado a evitar fazer algumas coisas, publicar algumas ideias no meu blog e até impedida de progredir, porque me tinha esquecido disto e fracasso parecia ser sinónimo de “Estou a fazer mal, não sou capaz, não é possivel”.

Assim que percebi que fracasso não existe, mas antes Feedback, o medo de falhar que me sussurrava:

“É melhor não porque pode correr mal”,
ou “Se fores em frente arriscas-te.”
deixou de ser a âncora que me impedia de progredir, e vi-me com uma mentalidade preparada para encontrar o sucesso nos projetos que me apaixonam.
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Imagina 3 Portas. Por detrás de uma delas está o “prémio” que queres – o teu sonho, objetivo, resultado pretendido, etc.
Como podes saber qual a porta certa?
 
  • Tens 33.3% de probabilidade de escolher a porta certa à primeira.
  • Estás na dúvida se aquilo que queres está atrás da porta 1, 2 ou 3, e hesitas.
 

Se o teu medo de falhar te controlar, se te recusares a sair da tua zona de conforto numa tentativa de evitar o fracasso, não vais querer fazer uma escolha.

 

O resultado?

Não saberás o que está por detrás de nenhuma das portas, e nunca conseguirás ganhar o teu prémio.

 

Sabes qual é a melhor forma de saber qual a porta certa? Abrindo as Portas. 

 

E quanto mais vezes “falhares”, mais perto estarás.

 
  • Escolher uma porta que se revela ser a incorreta não é fracasso, é feedback. Ao saberes onde não está o prémio, aumentas a cada tentativa a probabilidade de o encontrar.
 
  • Permite-te deduzir que o teu prémio está numa das outras duas portas. Agora tens maior probabilidade de acertar na porta certa e até já sabes o que está para além de uma das portas.
 
  • Adquiriste conhecimento que te está a pôr no caminho certo. Agora, ao tentar de novo, o teu fracasso anterior preparou-te melhor para o sucesso na segunda ronda.

 

  • Tens agora 50% de probabilidade de acertar. E, mesmo que não seja a porta premiada, agora já nem precisas de abrir a terceira porta para saber que é lá onde está o que procuras.
 
Já sabes que o prémio está lá. Se não estava por detrás das outras duas portas, a terceira é de certeza a porta premiada.
 

Assim, Sucesso torna-se Inevitável.

“Eu não fracassei. Apenas descobri 10 000 formas de não fazer uma lâmpada”

– Thomas Edison

A verdade é que a única forma de eliminar o fracasso é negando a sua existência, e ver a experiência como sendo feedback.
São pistas que te indicam o caminho a seguir, aumentam a tua experiência e competências, e fazem-te crescer como individuo, afetando assim, de uma forma positiva, todas as áreas da tua vida.
Quando aceitares que os teus fracassos do passado apenas te preparam melhor para o sucesso, deixas de ter medo de falhar e até o aceitas de bom grado.

O único fracasso real é quanto ficas preso na tua zona de conforto, te deixas controlar pelo medo e desistes de experimentar, de tentar, de atingir o teu sonho, de ganhar o teu prémio.


Quando desisti da faculdade e não conseguia achar emprego, senti-me fracassada.
 
Quando achei que a minha única opção era emigrar, senti-me fracassada.
 
Para mim, eram fracassos.
 
Mas hoje, eu olho para trás, para esses momentos, e vejo que o valor real dessas minhas experiências de vida. 
Porque, se não tivessem sido esses momentos de feedback, eu não teria tomado as decisões que me levaram até onde estou hoje, a desenvolver o nosso próprio projeto de sustentabilidade e libertação pessoal e profissional, a escrever-te este artigo, a meio da manhã de um dia de semana, enquanto tomo o pequeno almoço, oiço boa música e leio um bom livro.
Estamos viver o nosso sonho porque prestamos atenção ao feedback (os nossos “fracassos”).
Já não tenho medo de tomar decisões, e ajusto as minhas decisões, ações e comportamentos em torno do meu objetivo.
O que nós consideramos fracasso é apenas feedback que nos permite corrigir a rota, nada mais.
E dúvida e medo são apenas sintomas do nosso cérebro que nos tenta sabotar.
Quem está a ganhar? A força de quereres ver o teu sonho uma realidade ou o medo do fracasso que te está a impedir de atingires a tua vida de sonho?
Cada dia que não tomas uma decisão de agir, de abrir aquela porta e espreitar, é mais uma ronda ganha pelo medo e é mais uma oportunidade que deixaste passar sem razão.

Que parte deste artigo mexeu mais contigo? Deixa o teu feedback nos comentários 🙂

Como Lidar com a Frustração Tornando-a Numa Aliada

Lembras-te da última vez que sentiste Frustração?

Para que serve, e porque aparece quando tudo parece correr mal?

 

Hoje uma conversa entre amigos inspirou-me para escrever este artigo.

O Filipe (a.k.a Pipo) tinha passado as últimas 3 horas a escrever um artigo espetacular para o blog, e uma pequena falha técnica no computador  fez com que ele perdesse todo o conteúdo que tinha cuidadosamente criado para ti.

Vou apenas dizer que o Pipo queria partir o Computador. Nem cabia em si de raiva e frustração.

Sentia que tinha perdido 3 horas preciosas do seu dia e, no final, não tinha nada “feito” que refletisse o seu trabalho árduo e dedicação.

Em luz disso, em honra do artigo perdido do Pipo, e um exemplo pessoal de como é possivel usar a Frustração a nosso favor, aqui estou eu, a falar-te acerca de Frustração.

Esta emoção tem, de facto, uma vertente muito útil e positiva que tu podes não conhecer.

 

Todos conhecemos frustração. Aquela sensação de querermos dar um passo em frente e sentirmos uma parede à nossa frente . Que as coisas estão a ir na direção oposta (ou a um passo mais lento) àquele que queremos. E, normalmente, queremos evitar esta sensação a todo o custo.

A verdade é que a frustração, como o fogo, tem um lado BOM e muito útil.

A diferença entre o fogo te aquecer ou te queimar é saberes lidar com ele, saber usá-lo a teu favor.

Todos nós temos que lidar com frustração.Já estive presa no ciclo de frustração que me fez sentir encurralada, e hoje, a perda do artigo do Pipo fez-me querer partilhar contigo algumas dicas fáceis para que possas também tornar a tua frustração numa aliada

 

Como é possível Tornar a Frustração Numa Aliada?

 Re-interpretando esta emoção pouco compreendida:

 

#1 FRUSTRAÇÃO E DESMOTIVAÇÃO NÃO SÃO A MESMA COISA

 

Muitas vezes deparo-me com a ideia geral que “sentir-se frustrado” e “sentir-se desmotivado” são sinónimos.

De facto, uma coisa tem pouco, ou nada, a ver com a outra.

Uma pessoa Desmotivada nunca chega sequer a sentir Frustração, porque sem Motivação, a Frustração não surge.

Já vais perceber porquê no final do próximo ponto…

 

#2 FRUSTRAÇÃO É UM SINTOMA DE UMA MOTIVAÇÃO INTERNA QUE NÃO ESTÁ A SER POSTA EM AÇÃO.

 

 Estás no trabalho, ou num projeto, a progredir bem, e sentes-te motivado ns tuas ações, quando, subitamente, surgem obstáculos que te impedem de progredir.

E pronto – sentes-te frustrado.

  • Quando tens um MOTIVO que te faz querer retomar o ritmo, resolver o problema, avançar para a frente – continuas MOTIVADO (do latim “Movere”, deslocar, mover, fazer mudar de lugar) apesar do teu obstáculo, e essa motivação que subitamente deixou de ser manifestada em ação, devido aos obstáculos, abre as portas à frustração.
  • Estar DESMOTIVADO, pelo contrário, é a FALTA de Motivo.

Des-Motivado. Sem motivo.

Uma pessoa desmotivada precisa de encontrar os motivos, os desejos, que a farão querer tomar ação.

Frustração é até bom sinal: uma pessoa que sinta frustração  JÁ tem esse motivo, e a frustração quer puxar pela pessoa, como um “turbo” num carro, a tomar ação para ultrapassar o problema.

Como eu vi acontecer com o Pipo quando ele perdeu o artigo.

Estava super motivado porque queria partilhar umas ideias fantásticas contigo aqui no blog, e quando as circunstâncias o fizeram dar uns passinhos atrás, lá veio um tsunami de frustração.

Se ele não estivesse Motivado a escrever esse artigo, provavelmente nem o teria escrito sequer. Não pode haver Frustração se não houver Motivação.

Agora ele está ainda mais “fisgado” em acabar aquele artigo. E como já o fez antes, agora é capaz de sair ainda mais bem escrito, com as ideias melhor estruturadas, porque ele já o fez antes, logo, a próxima tentativa será forçosamente melhor.

#3 FRUSTRAÇÃO É O TEU TURBO INTERNO PARA AS SUBIDAS MAIS AGRESTES

 

A Frustação, se fores bem a ver, é apenas uma força que te empurra na direcção que os teus desejos internos te conduzem.

É a forma da mente te instigar com sensações fisicas (emoções), como que a dizer “Pst, anda, mexe-te, vai em frente, por aqui”. Frustração é apenas a representação emocional dos teus desejos, do que tu queres, e do que estás disposto a fazer para que esses se tornem realidade.

Tens um motivador interno que quer por-te a mexer quando mais precisas: quando surgem dificuldades.

Não é nessas alturas que normalmente surge a frustração?

#4 FRUSTRAÇÃO NÃO É UMA FORÇA NEGATIVA, NEM MESMO O FRACASSO QUE ASSOCIAMOS A ELA

 

A razão porque nós não interpretamos frustração como uma força impulsionadora é por causa da forma como fomos condicionados a pensar em frustração e fracasso, e desenvolvemos um reflexo inconsciente que nos faz querer evitar fracasso (que é impossivel) e proteger-nos de nos sentirmos frustrados.

Mas fracasso não existe. O que nós entendemos como fracasso é realmente feedback. Com os teus “fracassos”, como Thomas Edison e a sua lâmpada, recolheste informação e experiência que precisavas para teres sucesso na tua próxima tentativa.

Sentes frustração nestas alturas porque o teu “turbo” interno está a tentar lembrar-te que com cada fracasso, mais forte estás e que deves persistir. Vitória é inevitável.

 

Que esta revelação do Lado Bom da Frustração te permita interpretar essa emoção, para que ela te puxe para a frente, e tenhas mais algumas estratégias que te permitirão evoluir, resolver problemas mais facilmente, abraçar desafios, ter sucesso nos teus projetos de vida, e ser, no geral, uma pessoa mais motivada à ação e, portanto, feliz.

 

Lembras-te da última vez que sentiste Frustração?

Agora que sabes torná-la na tua aliada, o que pode mudar para ti?

Conta-nos tudo nos comentários!

Dinheiro E Sustentabilidade: Será possivel? 6 Mitos sobre o Dinheiro que te vão fazer sentir mais Livre

Já reparaste que o Dinheiro parece ser o problema E a solução para todos os teus problemas?

O Dinheiro, e a nossa relação com ele, são um paradoxo constante.

 

Deparamo-nos com o paradoxo do dinheiro, e a maior armadilha da forma como dinheiro está inserido na nossa sociedade:

[tweet_dis]Precisamos de dinheiro para viver. Mas muitas vezes é a nossa busca pelo dinheiro que nos IMPEDE de viver.[/tweet_dis]

Não consegues viver com ele, mas também não consegues viver sem ele.

E entramos neste paradoxo que nos deixa… sem dinheiro.

É o carrocel:

  • precisamos de dinheiro para viver,
  • a busca de dinheiro leva-nos a maior parte da nossa vida (40 anos até à idade da reforma, em prestações de pelomenos 8 horas diárias),
  • acabamos por não viver a vida porque temos que ganhar dinheiro,
  • o dinheiro gasta-se rapidamente e sem fazer o que precisas que faça,
  • e lá vamos nós outra vez à busca de dinheiro, sacrificando tudo o resto.

 

O Paradoxo do dinheiro na nossa sociedade: a maior parte de nós dá voltas e voltas e acaba no mesmo sitio,

Quantas horas por dia dedicas a ganhar dinheiro? Vale a pena o tempo e esforço pelo dinheiro que ganhas?

Quantas oportunidades para viver a vida é que já te negaste porque precisavas de ganhar dinheiro?

Quantas decisões já tomaste únicamente devido às tuas possibilidades financeiras?

É possível que 99% das tuas decisões não foram tomadas por ti – foram controladas pelo dinheiro. Sentiste-te forçado a tomá-las da forma que tomaste por causa do dinheiro… ou a falta dele…. ou o medo de o perder.

 

Como seguir uma vida livre, sustentável, e ética, se não nos conseguimos desligar no “flagelo” do dinheiro? Será possível conciliar uma vida de sustentabilidade e em harmonia com a Natureza com a “sombra  negra do dinheiro” que paira sobre tantos nós?

 

Um dia, a minha irmã Bia conta-me um episódio que aconteceu na Internet.
Ela recebeu uma mensagem de uma pessoa que dizia:
“Eu odeio dinheiro e todo o mal que causa neste mundo. Não preciso de dinheiro para nada, sou completamente auto-suficiente. Como te atreves dizer que dinheiro (querê-lo e ter muito dele) é bom? Temos que viver sem precisar de dinheiro – só assim vivemos de uma forma auto-sustentável e off grid”.
A minha irmã colocou então a seguinte questão: 
“Se não precisas de dinheiro para nada, e é assim tão mau, como pagas a Internet que estás a usar para falar comigo? Com galinhas?” 
Ao longo da conversa, a Bia descobriu que esta pessoa afinal PRECISAVA de dinheiro, apenas não o tinha – estava a viver em casa dos pais e a Internet era paga por eles.
“Não te iludas – ser auto-suficiente, ou viver de uma forma sustentável, não tem nada a ver com viver à custa do dinheiro das outras pessoas, ou viver pobre, em escassez – dinheiro não é mau, nem é bom – é o que fazemos com ele.
 

De certeza que muitos de nós compreendemos tanto um lado desta conversa, como o outro.

E se, como eu, sonhas com aquele mundo idilico em que não existem os flagelos causados pela corrupção, abuso de poder e ganância, é compreensível de magoe um pouco reconhecer o facto que precisamos de dinheiro para sobreviver – uma realidade que muitos acham triste.

Mas não será pior ainda caminharmos em direção de uma distopia? Como a pessoa que, vivendo numa ilusão, nega que precisa de dinheiro para viver, alega uma vida auto-suficiente, quando realmente está a viver à custa do dinheiro dos outros?

 

Realmente, e vais ver quando chegares ao final do artigo, o que faz o dinheiro ser um problema ou uma solução é a nossa relação com ele, a forma como lidamos com o dinheiro na nossa vida e nas nossas decisões do dia a dia.

Como pensamos que não podemos fazer nada sem ele, não pensamos noutra coisa…como uma droga, estamos sempre presos a ele, precisamos sempre dele, e pensamos que não podemos viver sem ele… e ao mesmo tempo parece ser a solução, mas a maior parte das vezes é o problema.

E de repente, a tua vida deixa de ser tua.

  • Não persegues os teus sonhos porque não tens dinheiro.
  • Não segues a tua carreira de sonho porque “não tem saída”.
  • Não viajas porque precisas de um emprego, para ganhar dinheiro, gastá-lo para sobreviver, e ficar na mesma. Mais uma volta ao carrocel.

 

Então, como nos podemos libertar deste paradoxo do dinheiro, se sem ele, não podemos sobreviver na nossa sociedade moderna?

Principio de Permacultura: O problema é a Solução.

Dinheiro é apenas mais um recurso, e, em permacultura, qualquer recurso que não esteja a ser devidamente utilizado num padrão ciclico é considerado poluição.

A nossa sociedade está poluída pelo dinheiro – existe excesso em alguns sitios, onde estagna e apodrece, e existe escassez em outros sitios, onde pouco cresce, e com dificuldade.

 

Mas a solução para “o problema do dinheiro” não é afastarmo-nos dele, mas sim diminuir a nossa dependência TOTAL nes, e melhorar como essa “energia” circula. Mais, uma vez, a permacultura ensina-nos algo valioso: não colocar todos os ovos no mesmo cesto. Ter fontes diferentes para adquirires o que precisas.

Dinheiro, tal como tempo, são apenas medidas de energia para conseguir algo a que te propões concretizar. E quando o dinheiro e o seu ciclo são usados de uma forma sustentável, acontecem coisas fantásticas, como já mostrou Bill Mollison, um dos pais da permacultura – ele sempre incluiu finanças como uma estrutura “invisível” CRUCIAL para o sucesso de qualquer habitat humano sustentável:

Mas, enquanto a nossa sociedade ainda revolve completamente em torno do dinheiro, nós podemos começar a desintoxicar desta dependência na nossa mente com apenas algumas novas ideias acerca da realidade do dinheiro.

Vamos lá melhorar a tua relação com a tua Carteira:

 

#1 Há que mudar o nosso relacionamento com dinheiro. 

[tweet_dis]O dinheiro faz um excelente empregado, mas um péssimo patrão.

Mudas o teu relacionamento com o dinheiro, e começas a ter resultados diferentes com ele.[/tweet_dis]

Começa por deixar de tomar decisões exclusivamente baseado no extrato da tua conta bancária.

Tu és o patrão, não o dinheiro, por isso as decisões devem vir de ti, e não do dinheiro que te diz  instantaneamente “não podes”, sem olhar a mais nada, e sem interesse em soluções. Mais vale quem quer do que quem pode. Destranca a tua capacidade criativa de resolução de problemas e pensa paralelo ao dinheiro.

 

#2 Dinheiro é apenas uma ferramenta. Não é a solução nem o problema.

Uma ferramenta serve um propósito e nada mais.

Uma pistola, ou seja, o objeto em si, não é bom nem mau.
Se estiveres a apontar a um alvo inanimado, não é mau.
Mas se estiveres a apontá-la a uma pessoa, já é.

Tu é que dás o significado às coisas, dependendo da utilização que lhes dás e o resultado.

Com o dinheiro passa-se o mesmo. E como qualquer ferramenta, tem o seu lugar, altura e propósito próprio.

Se queres apertar um parafuso, e puxas do martelo, vais ter um problema.

Se usares a ferramenta certa, da forma correta, dar-te-á o resultado que procuras.

Em permacultura, dinheiro é uma ferramenta importantíssima, um elemento das estruturas invisiveis que ajudam o sonho daquele projeto, eco-casa ou agro-floresta – é transformar dinheiro em algo que te orgulhes e que beneficie a muitos níveis.

 

#3 A Falsa associação na nossa mente que diz que a falta de dinheiro é a raíz de todos os nossos problemas e a razão porque não conseguimos resolvê-los.

O Rui Gabriel contou-me uma história no outro dia de uma senhora que o abordou na Internet e se queixou que não podia fazer muitas coisas na vida dela, incluindo arranjar emprego, porque sofria de depressão. Imediatamente ele perguntou-lhe se ela ganhasse 1 milhão de dólares naquele momento, se ainda se sentiria deprimida.
Ao que a senhora, espantada, respondeu: Não.
Isso imediatamente mudou o paradigma dela, do que ela achava sobre as limitações dela e a sua relação com o dinheiro, e, efectivamente, afiliou-se ao nosso sistema de blogs e da Tribo, e deu um passo na direção das mudanças que queria ver na sua vida.

Se o teu problema é, por exemplo, falta de tempo para fazer o que queres, então a solução é arranjar tempo, não a falta de dinheiro. Faz disso uma prioridade, e não te foques no dinheiro como a solução milagrosa para tudo.

 

#4 Tira o dinheiro do pedestal e põe-o na caixa de ferramentas com todas as outras.

Como dissémos antes, dinheiro é uma ferramenta muito poderosa, mas mais uma vez, tem a sua altura de ser usada.

Como a senhora que negligenciou todas as suas outras capacidades porque estava tão focada na falta de dinheiro, não nos podemos esquecer que temos outras ferramentas essenciais para termos sucesso: tempo, competências, paixão, motivação, resiliência, ética, entusiasmo, conhecimento, iniciativa, etc…

Dinheiro ajuda nas nossas necessidades materiais, mas nós sabemos que não compra amor, não compra relacionamentos especiais e genuínos, não compra momentos singelos, não garante realização pessoal ou sucesso, e, como vemos pela infinidade de celebridades e o seus rastos de escândalos na vida pessoal, não garante felicidade.

[tweet_dis]Há muitas coisas que o dinheiro não consegue fazer por ti, portanto não dês mais importância a essa ferramenta sobre todas as outras. Cada uma tem o seu propósito.[/tweet_dis]

 

#5 Usa as Outras Ferramentas.

Tens tempo, competências, capacidades, potencialidades únicas, motivação, objetivos, SONHOS, pessoas, relacionamentos pessoais e profissionais, etc, etc, ETC!

Usa e desenvolve as outras ferramentas, para não estares tão dependentes na ferramenta que é o dinheiro. Assim, mesmo que não tenhas muito dinheiro, sentes-te seguro que podes ir em frente na mesma porque tens uma caixa inteira de ferramentas ao teu dispor.

 

O que vai finalmente mudar a tua vida é deixares de pensar que dinheiro é um canivete suiço que resolve tudo, e começares a tomar decisões benéficas para a tua vida MESMO que isso não te dê mais dinheiro logo – porque, se dinheiro não é o mais importante da tua vida, mas sim o sonho que queres realizar com a sua ajuda, então não o trates como tal.

 

#6 Desapega-te do Dinheiro Emocionalmente.

Já percebemos que o dinheiro é uma ferramenta. Mas a maior parte das pessoas desenvolve um apego emocional ao dinheiro que não pertence.

Eu sei por experiência própria – principalmente quando, no inicio, decidi que queria levar uma vida mais simples e em harmonia com a Natureza. Ambos esses conceitos – dinheiro e vida “hippie” auto-suficiente, não pareciam encaixar.

Sentimos ansiedade quando precisamos de gastar dinheiro, temos medo de não ter dinheiro, achamos que abrir mão de dinheiro é uma ameaça para a nossa subsistência e agarramo-nos a ele -não só emocionalmente como literalmente – ou, para evitar essa dor de não ter algo que sentimos falta, mentimos a nós mesmos, dizendo que não precisamos dele.

Mas se nos agarramos emocionalmente ao dinheiro, não o podemos USAR da melhor forma para que possa gerar mais, para que possa fazer o que tu precisas que ele faça. Dinheiro é como água numa nora, só atua se a direccionares e deixares circular. Se não libertares a água, não esperes ver a nora a funcionar.

Esta é a principal razão porque a maior parte das pessoas fogem da palavra investimento, mesmo sabendo que investimento, seja de tempo, trabalho ou dinheiro, é necessário ao sucesso e à realização dos seus sonhos.

O objetivo real da pessoa nunca, ou raramente, é dinheiro.

A maior parte das pessoas não quer dinheiro pelo dinheiro em si, mas porque o dinheiro lhes permite realizar os seus objetivos REAIS, como poder dar a melhor vida à sua familia, poder seguir a sua carreira de sonho, poder dar os melhores cuidados a um familiar doente, poder passar mais tempo com a familia e amigos, poder ajudar pessoas e fazer a diferença, criar o estilo de vida que os faz feliz etc…

 

Estou numa tribo onde dinheiro não existe, e eles precisam de uma habitação nova.Se eu lhes der 10 000 dólares, eles provavelmente vão pensar que eu sou doida, “porque é que esta mulher de cabelo amarelo nos está a dar esta coisa esquisita com desenhos?” Não tem significado nenhum para eles, e portanto, não há apego emocional.Mas se, em vez disso, lhes construirmos a habitação, aí já tem significado. Provavelmente ficariam muito felizes. Mesmo que eu tenha gasto os mesmos 10 000 dólares para construir a casa, não é o dinheiro que tem significado, mas sim o sonho.

 

Quando nos desapegamos emocionalmente do dinheiro, estamos a focar-nos nos nossos objetivos reais, e o dinheiro é simplesmente outro recurso que estás a usar para lá chegar.

No fundo, é a tua visão do futuro com que sonhas que te vai dar o entusiasmo e a alegria que te motivarão para a frente, e serás muito mais objetivo nas tuas ações relativamente a dinheiro, porque deixaste de te associar emocionalmente a ele.

Saberás ver mais claramente, e sem medo ou ansiedade, que usando o dinheiro alinhado com as tuas prioridades na vida é o que vai pôr o dinheiro a trabalhar para ti e em direção ao teu sonho.

Tira-o do pedestal, e dá prioridade ao que é REALMENTE importante na tua vida. Aos teus objetivos reais.

Verás que o dinheiro deixa de ser tão importante, e deixarás de te sentir stressado ou ansioso quando pensas nele ou quando decides que está na hora de o pôr a trabalhar para o teu sonho.

 

BÓNUS:

A maior parte do rancor que guardamos em relação ao nosso sistema económico, e ao dinheiro, é realmente a nossa ânsia de ver um recurso com tanto Poder ser utilizado mais em prol do bem das pessoas e do planeta – e quando vemos pessoas a usar “mal” este recurso, faz deflagrar um fogo de ultraje e sede de justiça – de querer mudar para algo melhor.

Gostava que saísses daqui com uma pergunta:

Se afirmamos que faríamos diferentemente, e de uma forma mais sustentável, a aplicação desse dinheiro que vemos outras entidades investir de uma forma egoísta e prejudicial, isso não significa que pode ser a nossa RESPONSABILIDADE ganhar dinheiro com/usando os nossos principios éticos de cuidar das pessoas, cuidar da terra, e partilha de excedentes?

 

Não será hora de tomar responsabilidade por, a nivel individual, mudar o significado do dinheiro em algo que nos faça sentir mais livres, em vez de mais aprisionados? E como podemos fazer isso se não integrarmos o dinheiro como uma semente “joker”, que se pode transformar naquilo que precisas, em vez de ser a raíz dos nossos problemas?

O problema que enfrentamos – o dinheiro – é a solução. Apenas precisamos de entender o bem que pode fazer, e a nossa responsabilidade de o ganhar para poder transformá-lo nisso mesmo: Bem.

 

Quando vais parar de tomar decisões baseado no quanto tens na tua carteira?

O que vais fazer hoje para alavancar o teu estilo de vida?

 

Rute Gabriel

 

Será que chamar Permacultura de “fácil” encaminha os Novatos ao Fracasso?

[fancy_box id=5]Temos o prazer e a honra de ter autorização do Permaculture Research Institute para traduzir para PORTUGUÊS o conteúdo fantástico que eles disponibilizam no blog deles. Achamos o conteúdo deles valiosíssimo e achamos que mesmo quem não sabe Inglês MERECE ter acesso a esta informação. Espero que gostes[/fancy_box]Artigo original em Inglês por Kristan Patenaude 

Permacultura é um conceito relativamente novo para mim – e simultaneamente, não o é. A ideia de trabalhar com, em vez de contra, a Natureza de forma a criar sistemas infinitamente sustentáveis faz sentido para mim a um nível basilar, apesar de não ser uma prática actual minha. O meu passado académico e mentalidade emocional trouxeram-me diretamente no caminho de cuidar da Terra, cuidar das suas pessoas, e devolver qualquer tipo de excedente criado de volta à Terra.

Tem sido uma viagem que me abriu os olhos, mergulhar no mundo da Permacultura e aperceber-me o quão profundamente flui. Em tão poucas palavras, parece como uma forma ideal e fácil de viver.

Mas será mesmo? Se sim, como pode ser transmitido simplesmente a novatos, como eu? E se não é, como podem permacultores partilhar as suas ideias sem dissuadir os mais facilmente dissuadíveis?

Compostagem? Eu faço isso! Agro-florestas? Bem, tenho muitas ervas daninhas no quintal, portanto estou basicamente a fazer isso. Recolher água da chuva? Eu consigo absolutamente fazer isso – e parece tão simples. As pessoas estão a fazer muito da Permacultura parecer fácil e realizável, até para aqueles entre nós que são novos na aprendizagem do tema. Num mundo onde DIY estão prontamente acessíveis no Pinterest, muitas pessoas desejam saltar de pés juntos a experimentar coisas novas.

Queremos acreditar que o produto final que vemos é um que nós iremos capazes de fazer nós mesmos, e que o nosso parecerá exatamente como o que vemos no ecrã. Mas há, claro, os temidos “fails Pinterest” e uma certa quantidade de desânimo que vêm por acréscimo. A percepção que algo não é tão fácil como parece pode ser o que desliga muitos de nós a tentar aprender novas competências.

Para adquirir uma nova audiência, os permacultores precisam de explicar aos “inquilinos” destas práticas sem causar o desânimo e afastamento daqueles que podem não ter sucesso imediatamente, ou que talvez não compreendam as profundezas a que esta ciência pode chegar.

Permacultura não é sempre fácil. Requer algum nível de envolvimento, a ser decidido pelo utilizador. Como Damien Bohler explica em The Essential Practical Nature of Permaculture,

“Permacultura não é difícil e as competências necessárias para implementar design em permacultura podem ser adquiridas por qualquer um, no entanto, são competências que precisam de ser aprendidas. Reconhecer que existe uma necessidade de aprender, que há a necessidade de encontrar um ponto de partida prático, que nem toda a gente pode simplesmente largar tudo e imergir a sua vida num treino a full-time, prático e intensivo…”

green leek plants in growth at garden

Permacultura não é um projeto DIY que deva ser iniciado sem alguma pesquisa inicial, mas deve ser acessível a qualquer um, desde que estejas disposto a trabalhar em direção a um objetivo. Há livros para ler, especialistas no terreno com quem aprender, e cursos que te podem levar tão longe como um Certificado de Design de Permacultura. A um membro recentemente iniciado, a quantidade de trabalho pode parecer avassalador, especialmente quando permacultores experientes dizem que é fácil.

Quão envolvido precisa alguém de estar para ser considerado parte deste movimento? Será que esta cultura se preocupa com as pessoas rejeitarem a ideia pela sua possível complexidade?  Parece que aqueles que conseguem mergulhar com profundidade suficiente para criar complexos sistemas sustentáveis inteiros devem, claro, ser aplaudidos (e de admirar maravilhosamente boquiaberto, se fores como eu) – mas também que qualquer tipo de projeto de permacultura que seja empreendido com energia positiva devem ser homenageados e aplaudidos.

Jonathon Engels, no seu “Se Isso não é Permacultura, o que é?”, ressoa muito com esta ideia.

“Consequentemente, nem todos vão embarcar na mesma missão que o próximo, mas é o esse movimento coletivo na direção em algo verdadeiramente melhor – para nós mesmos, outros, e o planeta – que resulta nas grandes mudanças necessárias.”

Talvez as minhas árvores por podar e pequena pilha de compostas sejam significativas. São importantes porque mostra que estou a tentar estar envolvido em permacultura. Estou a trabalhar para aprender através da leitura e comunicação com os outros. É nestes pequenos feitos que vêm as representações de sucessos maiores de novos permacultores. Quer estas ações tenham sido fáceis para mim, ou incrivelmente dificeis devido a qualquer circunstância, a importância vem do esforço e intenção.

Encorajamento é uma das mensagens mais importantes a transmitir àqueles mais recentes a esta filosofia. Quando um novato tentar criar um sistema solar de bombeamento de água ou um riacho no jardim mas não tem sucesso, reassegurá-la pode fazer a diferença entre tentar de novo ou desistir completamente. Dar confiança àqueles que nós que, efetivamente não sabem o que estão a fazer, mas sabem que querem tentar, pode ajudar-nos a esforçar-nos mais e procurar métodos mais eficientes.

É também vital que se partilhe informação e fornecer treino de modo a envolver mais pessoas. Haverão sempre aqueles que esperam poder atalhar em quantidades significativas de estudo na esperança de encontrar um video rápido que lhes mostrará o que fazer, mas essas pessoas também merecem uma oportunidade de pertencer a este movimento. Eu penso que é por isso que é tão importante reconhecer as dificuldades que acompanham muito da permacultura, enquanto ao mesmo tempo ser uma voz de suporte para aqueles que estão apenas a começar.

Permacultores trazem um grande elemento de inspiração com eles. O seu foco e determinação, quando combinados com compreensão e apoio, podem levar a permacultura a uma nova geração de pessoas que esperam resolver problemas da forma “mais fácil” possível.

É MELHOR se fores Imperfeito

De certeza que não sou só eu.

Todos nós, de uma forma ou de outra, sentimos muita pressão para ter um futuro perfeito, a carreira perfeita, o parceiro perfeito, o aspeto perfeito, a personalidade perfeita….. o passado perfeito.

Sentimos IMENSA pressão para sermos PERFEITOS.

E sentimos que o nosso passado nos danificou, nos partiu e nos tornou imperfeitos.

Olhamos para o passado e culpamo-lo

  • pela pessoa que somos,
  • pela vida que levamos,
  • pelos traumas que carregamos.

Sentimos culpa e rancor pelo nosso passado. Vêmo-lo como um fardo que carregamos a vida toda – o que chamamos de “bagagem”.

 

Eu não sei o teu passado.

Não sei que segredos guardas, que traumas carregas, que imperfeições tens, mas convido-te a transformar a ideia que tens do teu passado, e aperceberes-te que todos os teus traumas e “imperfeições” realmente aumentam o teu valor.

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Considero-me uma perfeccionista nalgumas coisas. Nomeadamente na escrita.
Demorei 5 horas a escrever este artigo.
 
Não porque fosse dificil, ou não soubesse o que escrever. Ficava a escolher entre uma palavra ou outra, trocava a ordem das frases, re-escrevia parágrafos inteiros.
Queria que o artigo ficasse perfeito.
Mas nada é perfeito. Se eu for olhar para o artigo outra vez, tenho a certeza que haveria espaço para mais umas alterações, edições e expansões.
Chega uma altura em que precisamos de aceitar que as nossas imperfeições são o espaço por onde podemos crescer, melhorar e evoluir. 
São através das imperfeições que eu vejo no artigo que me fazem querer escrever melhor para ti, ser melhor blogger, permacultora e empreendedora e fazer crescer a nossa comunidade de cooperação nesta nova etapa.
Se já fosse tudo perfeito, nada mudava, nada evoluia, tudo estagnava. Tudo muito perfeitinho, mas sem vida, sem história, sem evolução ou mudança, como uma galeria de estátuas de mármore.
 
 
Que piada é que isso tem?

 

Ironicamente, foram os nossos amigos japoneses, estereotipados como perfeccionistas, que se aperceberam que perfeição existe também nas imperfeições.

 

kintsukuroi

 

 
“Quando os Japoneses reparam objetos, eles destacam e enaltecem os danos enchendo as falhas com ouro.
Eles acreditam que algo é mais valioso quando sofre danos e tem uma história.”
-Billie Mobayed

É esta filosofia de honrar o teu percurso e transformá-lo numa força em vez de uma fraqueza que nos levou a organizar o retiro “Metamorfose de Solstício”, onde poderás criar a tua própria peça Kintsugi e repará-la com ouro: para que a leves para casa e te lembres que tu tens valor mesmo quando te sentes quebrado – aliás, tens MAIS valor por isso, não apesar disso.

 

A verdade é que, quando diz respeito a lidar com a nossa imperfeição, temos 2 opções:

  • Podemos continuar a chamar o passado de “bagagem” que te continuará a pressionar a ser perfeito (que nunca serás) e ao mesmo tempo a mostrar-te o quão imperfeito és…
  • Podes continuar a pensar que imperfeições são algo mau, que tens que esconder, reparar, odiar ou reprimir…
  • Ou podes “kintsukoirar”. Podes antes chamar o passado de histórias que te dão mais valor. Podes encher as tuas imperfeições com ouro e entender que és mais forte e mais valioso por estares “danificado” (como estamos todos) – por teres atravessado essas experências e estares aqui para contar a história.

Podes olhar para as tuas “fraquezas” como uma prova da tua força, como o ouro que realça que a cerâmica está rachada…. mas ainda está inteira.

 

As tuas histórias, as tuas imperfeições e falhas, fazem de ti quem tu és – uma peça única e valiosa pelo teu percurso de vida único.

A minha história, o meu passado, já não é mais um fardo para mim, mas uma razão para escrever neste blog todos os dias: conto a minha história de ter emigrado e estado longe 3 anos longe da familia porque a minha história fez-me quem eu sou hoje, e fortaleceu-me para procurar o meu propósito e perseguir os meus sonhos com a ajuda da Tribo, da permacultura e muuuito desenvolvimento pessoal.

 

As histórias do teu passado permitiram-te superar o que superaste, e ter a experiência para contar a outros que, talvez, estejam em situações parecidas, e ainda não se aperceberam do potencial da sua “cerâmica rachada”.

citação Tyrion Lannister

Conta a tua história, e inspirarás outras pessoas a não ter medo das suas fraquezas, das suas dificuldades ou do seu passado.

Vai e conta a tua história. Tem orgulho do teu passado. Usa as tuas falhas para seres ainda melhor, ainda mais valioso.

Qual é a história que te fortalece? Partilha nos comentários!

 

Clica aqui e descobre um bocadinho mais da nossa história, e como este blog não existiria se não tivesse atravessado a pior fase da minha vida.

Cria a tua própria peça Kintsugi, caminha sobre brasas, descobre o teu Espírito Guia numa meditação guiada, entre outras actividades transformadoras, no nosso Retiro de Solstício, a acontecer 20 Junho 2017 – explora aqui (vagas limitadas)

Conta-me o teu Passado e Usa-o Para Moldar o Teu Futuro

Nós não temos uma bola de cristal, não temos uma ferramenta onde possamos prever onde o Futuro nos leva…

Ou temos?

 

Todos nós temos uma ferramenta que, se bem utilizada, vai fazer toda a diferença para moldar o Futuro na forma que tu quiseres.

Até ao final deste artigo vais ver que temos todos ao nosso dispor uma ferramenta que nos dá a informação que precisamos para transformar a nossa vida, o nosso negócio, carreira, ter sucesso.

 

 

No fundo, moldar o futuro ao nosso gosto.

Esta “bola de cristal” chama-se História.

 

História é, e sempre foi, uma das minhas disciplinas preferidas…

… mas sempre ouvi a maioria das pessoas dizer que não serve para nada saber acerca do nosso passado, uma das razões sendo que não tem utilidade nenhuma para o nosso dia a dia, certo?

 

Vai dizer isso a Hitler.

 

Napoleão Bonaparte cometeu o grande erro de tentar invadir a Russia no Outono de 1812. E levou consigo o seu “Exército Europeu” de 550,000 to 600,000 pessoas, juntamente com 160 000 cavalos da Cavalaria e para Transporte.

Por esta altura, Napoleão era o Senhor da Europa – o seu Imperador.

No final das contas feitas, mesmo após ter tomado Moscovo, com a vinda do Inverno Russo implacável, Napoleão saboreou uma derrota enorme.

A vitória da tomada da capital Russa transformou-se numa batida em retirada, e das 600 0000 pessoas que compunham o exército do Imperador da Europa, apenas 120 000 saíram vivos da Rússia.

Foi o inicio do fim para Napoleão Bonaparte.

 

Hitler tentou o mesmo em 1941. Apenas para cair no mesmo erro.

O exército Nazi e dos seus aliados amontoavam a uns supreendentes 4 milhões de soldados, tanques e carros blindados, armamento Blitzkrieg  e 600 000 cavalos.

De pouco lhe serviu. Depois de ter subestimado o famoso Inverno Russo e uma derrota de 800 000 baixas em Estalinegrado, também Hitler foi empurrado para fora da Rússia, e em 1944-1945, o exército Russo tomou Berlim.

Hitler suicidou-se em Abril de 1945.

 
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Já estás a entender a utilidade desta ferramenta altamente ignorada?

 

Se Hitler se tivesse lembrado de Napoleão quando decidiu invadir a Russia durante a Segunda Guerra Mundial, os nossos livros de História seriam hoje muito diferentes. Eheh o que vale é que há males que vêm por bem.

 

Mas o que podemos aprender com esta sucessão do mesmo fracasso por pessoas separadas por mais de 100 anos é

Aqueles que não aprendem com a História estão condenados a repeti-la.

-George Santayana

A ideia não é repetir os mesmos erros, mas aprender para poder cometer alguns novos.

Sim, se leste este artigo, já sabes que fracassos são meramente feedback, e portanto, se é para cometer erros (que é inevitável na vida), mais vale irmos cometendo uns novos do que estar sempre a cometer os mesmos e estarmos completamente estagnados, certo?

 

Agora, não vim para aqui escrever sobre História, mas antes a tua História.

Aquele livro gigantesco chamado memória onde documentamos toda a nossa História.

A tua História Pessoal, ou seja, o teu Passado, é uma das ferramentas mais importantes que podes ter se queres ter sucesso em qualquer área.

 

 

A verdade é que todos nós somos apenas o produto do nosso passado.

Se nos segues no Facebook, deves ter visto umas fotos nossas a assistir ao evento da Empower Network em stream direto. Foram 3 dias de formação com os melhores da indústria do empreendedorismo, internet marketing, blogging e vendas.

Ouvi um membro da audiência perguntar a um dos oradores o que é que ele faz hoje que lhe deu o sucesso que tem.

O orador riu-se dizendo que o sucesso que ele tem hoje não tem nada a ver com o que ele está fazer hoje.

“Se eu te dissesse o que faço hoje no meu negócio com o blog, isso não te iria trazer sucesso nenhum. O que tu queres verdadeiramente saber é o que eu já fiz no passado que me deu o sucesso que vivo hoje.”

E é verdade. O que eu faço, por exemplo, no meu blog e no meu negócio hoje, não é o que me está a dar sucesso agora, mas o que me trará sucesso no futuro. O sucesso que vivo hoje, como ter passado 6 meses de férias num ano e ter podido regressar a Portugal, resulta da decisão de querer ser independente online e do trabalho que tenho feito no blog daí para a frente.

 

Somos o resultado, o produto, do nosso passado – das nossas decisões, das nossas ações ao longo do tempo. O nosso presente não é o resultado do que fazemos hoje,mas sim a consequência do que já fizémos.

As nossas ações ao longo do tempo foram nos moldando a vida, e quem somos, naquilo que somos hoje, e o sucesso que vivemos hoje.

O problema surge quando estás a olhar para ti e não gostas do produto consequente do teu passado. Não gostas do teu estilo de vida, ou do teu emprego, ou da qualidade dos teus relacionamentos, ou tens baixa auto-estima, ou não tens o teu emprego de sonho, etc…

Isso significa que precisamos de mudar alguma coisa que temos estado (ou não) a fazer…

 

Porque, se queres mudar o teu futuro, não podes tomar as mesmas ações e decisões que te puseram onde estás hoje, certo?

Faz sentido, porque assim estarás sempre a entrar no mesmo loop e acabas no mesmo sitio no futuro que estás hoje.

  • Portanto, se não gostas da situação em que te encontras hoje, precisas de aprender com a tua História ou condenas-te a repeti-la.
  • Se nós somos o produto das nossas decisões, então as decisões que estás a tomar hoje estão neste preciso momento a moldar o teu futuro. Portanto sempre que hesitas hoje, sempre que não ages hoje por medo do futuro, estás a afetar negativamente o teu futuro e a criar um produto final que não é o que desejas.
  • É preciso manter uma consistência e uma congruência nas tuas decisões e ações se queres moldar o teu futuro num que queiras ter.
  • E se nós queremos moldar o nosso futuro ao nosso gosto, mas não sabemos que ações tomar para ter determinado desfecho no nosso futuro, nada melhor que consultar o passado para melhorar as nossas hipóteses de sucesso.

MAS ATENÇÃO

O passado nao é um fardo. É um ponto de referência.

Olhar para o passado não é ficar preso na vitimização, ou olhar para os fracassos do passado e as tuas imperfeições com medo do que isso significa para o teu futuro.

 

O passado é um espaço para aprender, não um espaço para viver.

– Karen Salmanson

 

Serve para recebermos o feedback que precisamos para transformar o nosso futuro.

Muda as tuas ações, toma melhores decisões aprendendo com o feedback que a tua História te dá.

Não tenhas medo de fazer algo diferente só porque nunca o fizeste antes. A verdade é que só tomando novas decisões e fazendo algo diferente, mesmo que isso te assuste, é a forma de não deixares repetir a História e superares-te.

Apenas assim consegues evoluir e ter sucesso.

 

O passado não é um fardo. É um ponto de referência.

Permite-te olhar para trás e compreender a relação entre as tuas decisões e o teu percurso de vida e o produto resultante hoje.

Sem passado, não temos referência para o Futuro.

E se tomar decisões face ao futuro é um motivo para tantas pessoas stressarem e se preocuparem e terem medo, imagina sem ter essa ferramenta poderosa que é o feedback do passado.

Agora já vês que basta olhar para a tua História e compreender que decisões e ações passadas causaram o teu presente.

Permite-te melhorar essa relação causa-efeito no futuro, para que consigas moldar o futuro ao teu gosto em vez de estar a juntar ingredientes ao calhas com esperança que saia o resultado que queres – isso parece mais jogar à lotaria.

 

Não deixes a tua vida ao acaso. Vive de propósito!

 

A tua Percepção do Passado define o teu Sucesso Futuro

Como todos sabemos, História é escrita pelos vitoriosos.

Ou seja, o relato dos factos fica tingida através da percepção dos ditos “vitoriosos” e essa versão passa à versão oficial dos acontecimentos,mesmo que não seja absolutamente verdade.

Não é fiável. Pode induzir ao erro e pode até levar-nos a acreditar em coisas que não são verdade.

Mas aqui é que olhar para o Passado também nos ensina algo vital.

 

A História está constantemente a ser re-escrita. E a tua História Pessoal também pode.

Tu és o Produto da tua perspectiva do Passado. 

Um estudo de Northwestern Medicine e publicado no Journal of Neuroscience em Setembro de 2012, revela que a própria memória de um acontecimento nem sequer é a memória do acontecimento em si, mas sim a memória da última vez que te lembraste desse acontecimento.

E com cada cópia dessa memória vão se introduzindo elementos na história que não são necessariamente facto, mas tornaram-se verdade para a pessoa que recorda. É por isso que as várias pessoas a relatar o mesmo acontecimento no passado vão introduzindo erros nos seus relatos sem se aperceberem.

 

À medida que a História vai sendo trabalhada e estudada, algumas noções que eram dadas como facto hoje sabemos que são falsas.

Ao olharmos para o nosso passado, devemos também ter consciência da perspectiva que temos dessas memórias.

Essa é a diferença entre teres um Passado que te debilita ou teres uma História de Superação e Sucesso.

 

Se deixares que os vitoriosos da tua História sejam as dificuldades, os desafios, o medo, a raiva, então esse será o ponto de vista relatado no teu livro de História chamado memória.

Se deixares o medo, ou raiva, ou incerteza, controlar as tuas decisões como talvez já te tenha acontecido no passado, então vai ser o medo e a raiva e a incerteza que vão escrever essa História, na sua perspectiva pessimista, derrotista, e negativa. Essa versão derrotista e vitimizada do teu passado transforma-o, de uma ferramenta útil de feedback e aprendizagem, numa âncora que te impede de fazer algo diferente e te prende na tua situação presente.

Por causa disso é muito importante não nos deixar-nos definir pelo nosso passado, mas antes revê-la e re-escrevê-la para que em vez de nos prender, nos libertar.

Re-interpreta a tua História para absorver conhecimento em vez de acumular trauma. Conhecimento que te dará maior vantagem estratégica na tomada de decisões e ações que fazes HOJE.

Isto chama-se prestar atenção ao feedback. Estás a decifrar o que podes melhorar, porquê que estás a ter resultado X em vez de Y.

No meu dia-a-dia a trabalhar na minha paixão aqui no blog/negócio, como em qualquer outra actividade e negócio sério, fazemos isto através da documentação.

Eu uso uma folha de cálculo para documentar diáriamente o desempenho do meu blog e do meu negócio. Faço-o em menos de 15 minutos e assim posso ver o historial de toda a minha actividade e perceber, por exemplo, de onde estão a vir os resultados que estou a ter hoje, quais os artigos mais populares, que conteúdo é que me devo debruçar mais, conhecer a minha audiência, leitores, prospetos e clientes, etc…

 

Mas durante muito tempo não o fiz. Não prestava atenção à informação e feedback que o passado me queria transmitir.

Não tinha um historial do meu blog, nem do seu desempenho ao longo do tempo. Quando não tinha muitos resultados, mesmo com as formações estupendas da equipa de bloggers e empreendedores online a que me juntei, nem sabia onde aplicar as soluções oferecidas, porque eu nem sabia onde estava o problema. Apenas sabia o que via à superficie, mas não tinha a documentação e os números para tentar identificar o que precisava de melhorar e/ou ajustar para ter o futuro blog de sucesso que queria. Nem sabia o que estava a fazer certo ou errado.

Hoje, este feedback do passado permite-me focar as minhas ações de uma forma mais precisa de modo a atingir resultados mais eficazmente. Esta estratégia aplica-se tanto no crescimento do meu blog como negócio e forma de ganhar dinheiro com a minha paixão, como no meu desenvolvimento pessoal como individuo.

Uma forma de documentação a um nível mais pessoal é manter um diário.

O aumento da distância temporal entre os acontecimentos lembrados e a pessoa também permitem uma perspectiva mais ampla e clara, como quem voa por cima da situação e consegue ver o puzzle todo, mudar completamente a perspectiva do relato que a memória conta e apurar a veracidade da informação que essa história te estava a transmitir.

 

 

O nosso passado, mesmo sendo uma ferramenta útil para nos guiar as decisões presentes, não é a verdade absoluta e muito menos define quem és ou o que és capaz de fazer.

Qualquer grande império começou por ser um país, que começou com uma região, que antes era apenas uma cidade, e antes disso uma pequena aldeia.

Qualquer grande pessoa, com uma grande carreira, ou com muito sucesso hoje em dia, começou com um passo, uma decisão, um cliente, um blog, e foi ouvido o feedback que a vida transmite para guiar os passos.

Pessoalmente, foi o que me trouxe até ti hoje.

Tu és o produto das tuas decisões passadas, mas esse passado não precisa de tomar as tuas decisões hoje. 

 

“Somos o Produto do nosso Passado, mas não temos que ser seus Prisioneiros”

-Rick Warren

Portanto decide hoje com mais certeza que nunca, age com a mesma força, aprende com o teu passado para que o Futuro seja melhor que o que já passou.

 

Vais tomar a tua decisão hoje?

Rute Gabriel

Aprende a Ganhar Dinheiro com a Tua Paixão

Como Quebrar Hábitos e Sair da Zona de Conforto

Tens dificuldade em quebrar hábitos e/ou medo de sair da tua zona de conforto?

 

Zona de Conforto

 

Ultimamente tenho introduzido Manga à minha leitura. Para quem não sabe, Manga é banda desenhada japonesa.

Claro que é um estilo totalmente diferente, com histórias fora do vulgar e até a maneira como se lê é diferente, é muito interessante e muito artístico.

 

Durante muito tempo bloqueei este tipo de leitura porque simplesmente não estava preparado para sair da minha zona de conforto e abrir os meus horizontes para diferentes tipos de histórias e leitura.

 

Isso acontece constantemente nas nossas vidas. Existem oportunidades e nós somos quem decide se as aproveitamos ou não, consequentemente irá fazer com que a nossa vida evolua ou não. Concordas?

Pensa comigo:

  • Pensa num dos melhores momentos da tua vida, aquele momento que por mais experiências que tenhas, nunca te vais esquecer daquele em particular.

 

  • Agora pensa na decisão que tiveste que tomar previamente a essa experiência acontecer. Consegues imaginar. Consegue transportar–te para trás e pensar no diálogo interno que tiveste na altura que tomas–te a decisão.

 

 

Essa memória ajudou a criar a personalidade que tens hoje e tu não serias quem és se não tivesses tomado aquela decisão. Serias outra pessoa qualquer, não necessariamente uma pessoa má, serias simplesmente uma pessoa diferente.

Eu e a Rute tivemos a sorte de nos depararmos com várias situações nas nossas vidas que nos colocaram entre a espada e a parede, onde tivemos que tomar decisões difíceis que acabaram por mudar a nossa vida para sempre.

Uma delas foi quando estávamos indecisos se comprávamos o sistema de blog Kalatu onde podíamos começar um negócio próprio ou simplesmente ficar a viver de cheque em cheque sem nunca termos tempo para nada nem dinheiro nem estilo de vida.

Decidimos arriscar e começar a lutar por nós e por uma visão. Ajudar o maior número de pessoas a ganharem dinheiro com as suas paixões e terem o estilo de vida que os fizesse sentir realizados.

 

Se fores uma destas pessoas, eu e a Rute estamos a dar um Treino Grátis de 11 Passos para poderes Aprender a Ganhar Dinheiro com a Tua Paixão.

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Hábitos

Todos nós temos hábitos e criamos hábitos diariamente consoante as novas experiências que impactam a nossa vida. Por ser tão fácil criar um hábito é que também é fácil criar um mau hábito. Algo que nos habituamos a ter na nossa vida mas não nos faz bem.

  • Fumar;
  • Julgar;
  • Começar algo e não acabar;
  • Cumprir uma promessa connosco próprios;
  • Pensarmos que os nossos sonhos são impossíveis de realizar
  • Parar de tentar/fazer;
  • etc…

 

Todos estes exemplos passam por um hábito na tua vida.

 

Fazes uma vez, fazes outra, e outra até que seja algo tão normal na tua vida que se torna parte da tua rotina e dos teus hábitos diários.

Não estou a dizer que é mau ter hábitos e rotinas, só penso que se analisares a tua vida com cuidado, muitas vezes os detalhes que não gostas tanto, são facilmente resolvidos com a quebra de um hábito ou a alteração do mesmo.

 

O nosso cérebro cria receptores de prazer para estímulos do exterior, desde chocolate a comportamento social em massa, mais conhecido como “seguir a manada“. Aí o teu cérebro envia-te mensagens directas para agires daquela maneira.

 

 

Ires comer chocolate, ires fumar um cigarro, seja qual for o teu hábito.

 

A natureza é poderosa e deu-nos a virtude de poder saborear, sentir, pensar… Só tens que saber usar os teus recursos a teu favor e entenderes que os teus sonhos estão à distância das tuas ações. Se não fizeres nada, nada vai acontecer.

 

Será que queres assim tanto atingires os teus sonhos?

 

Pensa nisso, pensa nos anos que não tiveste a vida que querias porque tinhas que trabalhar o dia todo e nunca tinhas dinheiro para nada.

Não percas mais tempo e começa hoje mesmo a ver o teu sonho acontecer.

 

filipe e rute, liberta-te, newsletter, recebe novos artigos, artigos de qualidade, conteúdo valioso

 

Como usar a Gratidão para Promover Sucesso, Abundância e Progresso para Todos


Como é que gratidão pode criar um círculo saudável de abundância, tanto a nível pessoal como profissional, que nos permita crescer, e sentirmos que temos apoio, onde nos podemos alavancar uns aos outros até ao sucesso individual e colectivo?

 

Já te perguntaste o que REALMENTE mantém as pessoas unidas e “umas para as outras” de forma duradoura, de modo a gerar abundância e um ambiente de prosperidade para todos?

Como é que podes criar uma comunidade de pessoas com ideais e sonhos semelhantes aos teus, clientes fiéis, pessoas generosas, que te ajudam a ti e que te fazem querer ajudar outras com aquilo que fazes melhor?

 

Permite-me que te pinta um quadro na tua mente:

 

Eu e o Filipe criámos este blog porque queríamos Desfrutar da Vida e Fazer a Diferença, queríamos criar o nosso próprio emprego que não só nos sustentasse financeiramente mas também sustentasse a nossa vida a nível de realização pessoal.

 

Temos o imenso prazer de ter um círculo muito próximo de profissionais, e mais especificamente, a minha família (sim, porque para nós, blogar tornou-se um negócio de família eheh)

Entre todas estas pessoas maravilhosas, vou-te falar da Bia e o Alex – uma das minhas irmãs e o seu namorado.

 

Eles também decidiram criar o seu próprio emprego com um blog, e uma das coisas que mais adoramos é reunirmos, trocar impressões, rir ou chorar, pedir ajuda e opiniões, e activamente participar, alimentar e ajudar no sucesso um do outro.

O que isso criou foi uma onda de abundância – tanto de recursos, como de apoio emocional, de conhecimento e de constante evolução e progresso.

Em vez de

Nós colaboramos, pomos os nossos talentos e expertise ao dispor uns dos outros sem exigências, partilhamos abertamente, e beneficiamos todos.

Esta dinâmica não só existe neste exemplo pessoal, mas é a mentalidade de todos os membros do nosso grupo, e graças a isso o nosso sucesso é evidente.

Percebemos, seguindo o exemplo do grupo que nos ajudou -e continua a ajudar- a começar esta nova profissão, os Lazy Millionaires League, que quando existe entusiasmo, cooperação e partilha aberta, uma nova dinâmica começa a ser gerada que se auto-sustém, e não só cria elos inquebráveis entre essas pessoas, como cria uma força conjunta que leva as pessoas envolvidas ao sucesso individual e colectivo muito mais depressa.

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Porque em vez de estar cada um a puxar para o seu lado, estão todos a puxar na mesma direcção, e assim chegamos todos ao nosso destino mais rapidamente e mais facilmente.

 

Um fotógrafo estava num projecto numa tribo Africana.

Tinha trazido alguns doces para as crianças da tribo, mas eram muitas, e os doces teriam de ser divididos irmãmente.

Então, para tornar a coisa mais divertida, chamou as crianças para uma corrida – quem chegasse à meta primeiro, ganhava os doces, que depois poderia partilhar com os seus amigos.

O que o fotógrafo viu as crianças fazer mudou a sua perspectiva para sempre.

Em vez de competirem uns contra os outros para chegar à meta primeiro, mesmo sabendo que os doces iam ser distribuídos por todos pelo vencedor, todas as crianças deram as mãos, correram juntas, a rir e a saltar, chegaram à meta juntas, celebraram a vitória juntas, e comeram os doces, juntas.

 

Vemos muitas comunidades, empresas, grupos de trabalho, empreendedores, até empregados, perderem a dinâmica de grupo e o sentido de pertença, cooperação e boa-vontade à medida que o tempo passa. Isto porque falta um elemento crucial que é a cola que mantém todas estes membros unidos, felizes, pro-activos e valorizados num ciclo constante – a Gratidão.

 

Gratidão é uma emoção muito peculiar.

Gratidão é uma emoção básica e universal, mas talvez por ser uma emoção  tão única, não temos sabido usufruir do seu verdadeiro potencial para evoluirmos na nossa qualidade de vida, nas nossas relações inter-pessoais, na nossa carreira e até na nossa saúde.

“Gratidão é uma emoção básica universal, mas não encaixa no modelo típico de emoções, como a inveja ou o medo”, diz Robert Emmons, Universidade da Califórnia, um psicólogo que tem estado os últimos 6 anos a estudar o efeito da Gratidão na felicidade das pessoas.

A verdade é que gratidão tem a capacidade única de criar elos inquebráveis entre pessoas, mais ainda que obrigação ou sentido de dever.

 

No entanto, mesmo quando alguém sente imensa gratidão, é comum ser manifestada, se for de todo, de uma forma calma e contida, causando até, por vezes, desconforto à pessoa grata.

 

Porque é que não temos sabido, até agora, usar a gratidão para gerar mais prosperidade, progresso e abundância?

No livro “A Psicologia da Gratidão”, é explicado que uma das razões por esta nossa negligência relativamente a esta emoção deve-se a um conjunto de particularidades da Gratidão:

 

  • É uma paixão (emoção) calma, sem a força das outras emoções como a raiva ou a tristeza, mesmo quando sentida com grande intensidade.

    A falta de força que a Gratidão tem comparada com outras emoções pode fazer com que pessoas mais reprimidas (e, realmente, não somos todos um pouco?) tenham mais dificuldade em demonstrar e manifestar gratidão verdadeira,  mesmo quando se sentem gratos no seu interior. Se alguma vez te sentiste acanhado quando alguém fez algo por ti de boa vontade e iniciativa própria, já sentiste a resistência à gratidão, a vulnerabilidade em abrires-te para aceitares o gesto da pessoa e começar a criar esse elo entre quem dá e quem recebe.

 

  • Tem a particularidade de, em vez de ser “uma resposta passageira” a uma situação, como a maioria das emoções como inveja ou alegria, gratidão sincera é duradoura. Se for sensação passageira, não é gratidão.

    Ou seja, andar por aí a dizer obrigado a tudo não é gratidão no sentido real da palavra. Para usufruir dos benefícios dessa dinâmica de partilha e prosperidade constante, é necessário aceitarmos que gratidão não é o sentido de obrigação de “retribuir” a essa pessoa porque ela fez algo por ti.

    Também não é exigir “pagamento pelo favor” ou recompensa pelo gesto que fizeste por outra pessoa. Gratidão verdadeira é aquela que te faz querer fazer algo de bom para essa(s) pessoa(s) “sem razão aparente”; aquela que te faz apreciar tudo o que essa pessoa ou comunidade faz por ti, desde o mais pequeno gesto. É o que te faz querer usar os teus dons e talentos, conhecimentos, experiências de vida e competências para teu beneficio e para beneficio de quem te rodeia.

  • Ao contrário das outras emoções, gratidão não dispõe de uma expressão facial regular ou reconhecível.

    Por ser tão difícil identificar gratidão na cara de outra pessoa é que é necessário, como mencionamos no ponto anterior, manifestar tanto vocalmente, e principalmente através das nossas atitudes e acções, a gratidão que sentimos pelos clientes, amigos, família, colegas, etc… Isto porque, ao activamente manifestares gratidão real no teu dia-a-dia, as pessoas à tua volta vão responder e ajustar-se a essas atitudes, e a tua abertura, generosidade e boa vontade farão com que essas pessoas QUEIRAM fazer parte dessa comunidade e começam a agir contigo da mesma forma – atraindo mais pessoas, mais clientes, melhores empregos, melhores relacionamentos, mais abundância em geral.

Vais começar a ouvir mais obrigados sinceros, seguidos de pequenos actos de bondade, partilha de conhecimento, sugestões e criticas construtivas, e apoio perante obstáculos e dificuldades, por vezes até sem teres de pedir.

Deixas de sentir que estás sozinho a correr uma maratona, mas sim uma equipa de estafeta, onde todos correm, cooperam, ajudam-se, descansam, e ganham juntos.

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A Gratidão comunica connosco a sussurrar, e pelo silêncio que provoca na comunicação não-verbal por falta de expressão exterior reconhecível, significa que precisamos de dar mais voz a esta emoção do que a qualquer outra.

Gratidão precisa de ti para ser conscientemente manifestada. Apenas assim pode se tornar no elo poderoso na tua carreira, na tua vida pessoal, nas tuas relações inter-pessoais, como eu e o Filipe vimos acontecer no seio do nosso grupo de apoio a profissionais, com ou sem experiência prévia. Todos se ajudam uns aos outros, porque todos ganhamos mais ao cooperarmos e gerarmos prosperidade.

 

Para começar a criar uma dinâmica de cooperação, entre-ajuda e abundância, faz como muitos gurus de sucesso já fazem…

 

Exercício Diário:

Lembra-te, todos os dias, de apenas 3 coisas pelas quais estás realmente grato por teres na tua vida, e usa a tua voz e as tuas acções para manifestarem a tua gratidão.

 

As Tuas Palavras Falam a Abundância do Teu Coração

 

Como eu aprendi quando decidi ser blogger, não importa as coisas grandes que fazes, mas sim as pequenas coisas que fazes todos os dias. Não são os gestos grandiosos de gratidão que te vão abrir as portas para esta dinâmica de sucesso, mas agires assim todos os dias até no gesto mais pequeno – até num pequeno comentário no nosso blog e partilhares a tua opinião 😉

 

Obrigado por estares aí, (a sério, muito obrigado)

 

Rute Gabriel

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Como Entrar na “Zona” e Alcançar um Estado de Fluência Perante Objectivos

O que é entrar num estado de Fluência? E como isso vai determinar o teu desempenho geral e a tua taxa de sucesso ao seres confrontado por obstáculos?

 

Fluência, também conhecido por “estar na zona” é uma expressão muito utilizada para descrever uma concentração, quase um estado de transe consciente, que vemos atletas de alta competição ou artistas entrar, quando estão a fazer o seu trabalho.

Durante os meus anos de adolescente e jovem adulto, eu era actor nos meus tempos livre.
Comecei por participar num workshop de expressão dramática que me levou a escrever a minha primeira peça de teatro juntamente com o meu grupo. Foi algo fabuloso para um grupo que ia do 15 aos 25.
Quando chegou o dia de apresentarmos a peça, estava perfeito. Eu sabia as minhas falas todas de frente para trás, estava relaxado e tinha confiança dos actores que estavam a trabalhar comigo.
O público já tinha entrado e sentado quando as cortinas abriram e o nervosismo apareceu de rompante como se fosse uma planta trepadeira. Não me conseguia mexer e uma dor de estômago gigante começou a controlar o meu corpo.
Estava quase na altura de eu entrar em palco e aquela dor não passava…e não passou. Tive que assumir a minha personagem e esquecer que a dor estava lá.
Entrei num estado de fluência que me permitiu actuar a minha personagem como se o meu eu real tivesse ficado nos bastidores.
A peça de teatro foi um sucesso e logo quando saí de palco a dor passou mais rápido do que apareceu.
Já imaginaste se eu tivesse deixado a ansiedade ou a preocupação vencer?
Provavelmente todo o trabalho do grupo se tinha transformado num fiasco no segundo que eu como actor não estivesse num estado de fluência.

 

Sabes que este estado de alta performance e foco pode ser conseguido noutros aspectos do nosso dia a dia?

 

Podes ver este video abaixo, para perceberes o que é fluência, como chegar lá e como usar este estado de espírito para ser mais produtivo, organizado e feliz, dares sempre o teu máximo e teres os resultados que procuras.

 

Quando estás em fluência, coisas como o passar do tempo, stress e preocupações desaparecem e deixam de sabotar o teu desempenho.

Como foi mencionado no vídeo, coloco aqui abaixo um gráfico que te ajuda a analisar o teu estado de fluência entre competências e nível de dificuldade do teu objectivo/desafio/obstáculo.

  • Pensa em qual é a imagem a imagem vivida que tens na tua cabeça do teu objectivo;
  • Consulta o gráfico e vê qual é o teu estado mental em relação ao teu desafio.

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Se estiveres, por exemplo, PREOCUPADO com o teu desempenho no cumprimento do teu objectivo, então provavelmente precisas de AUMENTAR o teu nível de COMPETÊNCIAS para entrares na “zona”.

Se, por outro lado, estiveres a APANHAR UMA SECA, precisas de não só aumentar o NÍVEL DO DESAFIO a que te propuseste para te obrigar a crescer (ganhar mais competências) e assim, entrar em fluência.

  • Presta atenção ao teu FOCO quando envolvido nas tuas actividades. Foca-te simplesmente em executar a tarefa, em vez das consequências dessa tarefa, que problemas haverão, ou o que outras pessoas pensarão de ti. Estar focado é estar no presente. Não pensar no passado nem no futuro, apenas no agora. No que estás a fazer naquele momento.

 

  • Precisas de sinais que te indicam que estás a ir na direcção certa no cumprimento do teu objectivo. Quando as coisas não correm exactamente como queres, em vez de deixares que isso te mande abaixo, vê antes como FEEDBACK. Estar em fluência não é ser perfeito. É estares no teu auge de performance, e isso inclui saberes o que precisas corrigir e melhorar – feedback é a ferramenta que te permite estar constantemente a melhorar, e com o passar do tempo entrar na tua zona tornar-se-à mais e mais fácil.

 

 

Se artigo foi agradável para ti, deixa a tua opinião num comentário abaixo. Gostava de poder falar contigo e ouvir qual é a tua visão do mundo em geral

 

Para saber mais acerca do estado de fluência, podes ver este video:

 “FLOW STATE: HOW TO CULTIVATE A STATE OF BLISS AND SEAMLESS PRODUCTIVITY” ​

 Obrigado por leres e até breve,

 

Rute Gabriel

 

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