Autor: Rute Gabriel

Como Fazer Kefir e Kombucha: Probióticos e Microbiologia para o teu Corpo

Neste artigo, vais perceber o que são próbióticos, que funções desempenham na tua saúde e bem estar, e como fazer dois fermentados diferentes – kombucha e kefir – para inocular o teu ecossistema interno com a microbiologia necessária para regenerar a tua fauna e flora interna.

 

Kefir, Kombucha, e outros fermentados e probióticos funcionam no nosso corpo como os biofertilizantes funcionam no nosso solo.

Os nossos intestinos são como o solo que pisamos: são o veículo por onde nutrientes são absorvidos pelos seres que deles necessitam.

O nosso corpo é de facto um micro ecossistema que precisa tanto da microbiologia apropriada para garantir o nosso bem estar, como o solo que pisas. Somos compostos de milhões de células, bactérias e outros microorganismos.

Não somos só um corpo… somos um super organismo composto por milhões de outros seres vivos.

 

Sem o microbioma – ou seja, a flora e fauna intestinal saudável – não conseguimos absorver os nutrientes dos alimentos que consumimos. Da mesma forma, o solo pode ter em si todos os nutrientes para a planta, mas estes podem não estar disponiveis devido a um desiquilibrio ou até falta de microbiologia no solo.

Interessante como coisas tão diferentes operam sobre os mesmos princípios, não é?

O Planeta funciona em padrões, e em permacultura aprendemos a observar e interpretar esses mesmos padrões.

Um biofertilizante para o solo é na realidade um método de inoculação de microbiologia vibrante que dará nova vida ao solo, tornando os nutrientes presentes absorvíveis pelas plantas, e fazendo com que estas cresçam mais saudáveis.

Kefir, Kombucha, chocrute e outros preparados fermentados e probióticos fazem o mesmo para o nosso ecossistema interno.

Fonte: Food & Nutrition Magazine

Fonte: Food & Nutrition Magazine

 

O QUE É UM PROBIÓTICO? E PORQUE SÃO TÃO IMPORTANTES?

Um Próbiótico é simplesmente uma substância que estimula o crescimento de microorganismos com propriedades benéficas.

Numa Era em que sofremos de uma epidemia de excesso de antibióticos (ANTI-BIOticos = anti-vida) torna-se essencial garantir o bem estar dos microorganismos que, por sua vez, garantem o nosso bem-estar.

Kombucha, kefir, e outros preparados podem estar na linha da frente das tuas defesas e agir como reguladores e inoculantes de vida benéfica no teu interior.

É recomendado que, após exposto a antibióticos que matam a microbiologia indiscriminadamente (tanto os prejudiciais  – como bactérias e virus que causam infeções, – como a microbiologia benéfica), se consumam alimentos que ajudem a repor a flora e fauna do nosso micro ecossistema para que retorne tudo ao equilíbrio.

Por isso, inspirado na pequena rubrica que temos na Rádio Gilão a convite d’a Hora das Mães, decidi compilar aqui duas receitas simples para probióticos que podes produzir em casa.

KOMBUCHA

Kombucha é um fermentado à base de chá açucarado. Originalmente da China e do Japão, kombucha é produzido à 2000 anos e muitos juram pelos benefícios deste “elixir”.

kombucha

kombucha

 

A fermentação de Kombucha consegue-se através de uma paqueca gelatinosa chamada S.C.O.B.Y (Symbiotic Community of Bacteria and Yeasts): uma colónia de microorganismos benéficos que vão transformar o chá em kombucha rico em probióticos.

É fácil adquirir esta colónia inicial – basta ir a grupos do Facebook, por exemplo, dedicados a este tipo de fermentações. Lá encontrarás imensas pessoas abertas a partilhar desta abundância

AS DIFERENTES APLICAÇÕES DO S.C.O.B.Y
S.C.O.B.Y

S.C.O.B.Y

Scoby é, como nós, um super organismo – é uma comunidade de microorganismos que co-existem simbioticamente.

E como qualquer organismo vivo, ele vai crescer e multiplicar-se. Quanto mais kombucha fizeres, mais crescerá, eventualmente terás mais panquecas gelatinosas do que alguma vez precisarás.

Aí, podes dividi-lo, partilhá-lo e até congelá-lo para utilização futura.

E o mais surpreendente é que S.C.O.B.Y tem muitas outras aplicações:

  • Podes colocar no compostor ou até no vermicompostor;
  • Podes dar como suplemento alimentar para as galinhas;
  • Podes cozinhar e comer;
  • e há até quem faça S.C.O.B.Y grandes para desidratar e utilizar como subtituto de cabedais e couros em trabalhos de marroquinaria.

“Cabedal” de S.C.O.B.Y Fonte: Futurity.org

 

FERMENTAR KOMBUCHA

Como muitas fermentações, kombucha pode conter vestígios fracos de alcoól – menos de 1% – devido à actividade das bactérias no consumo do açúcar presente no preparado, criando algum alcoól no processo.

Recomenda-se que se tome kombucha em pequenas doses (um copo de shot por dia para iniciar) para que o corpo se habitue e possa alojar os novos microorganismos.

Como kombucha é geralmente feito a partir de chá que contém cafeína – chá verde ou preto, – também é recomendado prestar atenção ao consumo de cafeína através deste preparado.

RECEITA

 

  • Um Recipiente de vidro bem esterilizado;
  • Um filtro de café de papel e um elástico;
  • S.C.O.B.Y;
  • 1L de chá preto ou verde;
  • 2 colheres de sopa de açúcar ou mel.
  1. Esteriliza bem o recipiente onde a fermentação vai ocorrer. Kombucha é muito benéfico, mas não te esqueças que as condições ideais para microorganismos benéficos também são muito atrativas para outras bactérias mais prejudiciais que podem contaminar o teu kombucha. Condições e cuidados de higiene como em qualquer outro processo de fermentação (e até no fabrico de doces) é altamente recomendado;
  2. Junta 2 colheres de sopa de açúcar por cada Litro de chá preto ou verde e deixar arrefecer (de preferência tapado, por razões de higiene);
  3. Depois de frio, juntar o S.C.O.B.Y ao chá e tapar com o filtro de café, seguro com o elástico;
  4. Deixar fermentar durante cerca de 3 dias num local escuro. (NOTA: a temperatura ambiente e até a estação do ano podem afetar o tempo de fermentação. 3 dias é uma média, e pode ser adaptado a gosto e conforme condições e necessidades).
  5. PARA PRODUÇÃO CONTÍNUA: Quando o kombucha está pronto, pode-se filtrar e passar para outro recipiente, e está pronto a ser guardado no frigorifico e consumido. Para continuar a fazer mais, basta deixar um pouco de kombucha com o S.C.O.B.Y original e juntar mais chá, voltar a tapar, e repetir o processo.
  6. FERMENTAÇÕES SECUNDÁRIAS: O kombucha acabado de fazer pode ir para o frigorifico e está pronto a consumir. No entanto, pode-se proceder a uma fermentação secundária no frigorífico. Para isso, basta juntar ingredientes que adicionem o sabor pretendido (eu recomendo gengibre) e fechar com uma tampa se quiseres gaseificar o kombucha.

Esta segunda fermentação serve maioritariamente para que possas personalizar o perfil de sabor do kombucha e para que possa acumular dióxido de carbono (porque agora o kombucha está fechado e, logo, não deixa escapar os gases), tornando esta bebida num refresco ligeiramente gaseificado.

Aqui em casa juntamos limão e gengibre na 2ª fermentação, e fechamos o recipiente no frigorifico para que ganhe um pouco de gás. Depois quando nos apetece um “refrigerante”, juntamos um copinho pequeno de kombucha a água com gás e temos um “Ginger Ale” saudável e caseiro.

Também já usámos kombucha para iniciar outras fermentações caseiras, como esta sidra de maçã que fizémos com leveduras selvagens e S.C.O.B.Y – ficou delicioso e até atingiu cerca de 4% vol (valores típicos de uma sidra).

KEFIR

Kefir e Kombucha são preparados diferentes mas baseam-se nos mesmos princípios: é um preparado liquido com alimento para uma colónia de bacterias e leveduras benéficas para o ser humano.

No caso do Kefir, o processo de fermentação ocorre através dos chamados “grãos” ou “flor de kefir”. São a semente inoculante que se vai multiplicar e vai fermentar o preparado.

Pensa-se que kefir tenha originado no Norte/Este Europeu.

TIPOS DE KEFIR E OUTRAS APLICAÇÕES

Existem 2 tipos de kefir que são feitos praticamente na mesma maneira: Kefir de água e Kefir de leite.

São praticamente a mesma coisa em termos de beneficio (se bem que o leite é algo mais nutritivo, tanto para nós como para o grão de kefir), com a diferença de, enquanto que no kefir de leite basta adicionar a flor/grão ao leite, no caso de kefir de água é preciso adicionar açúcar para alimentar a colónia de microorganismos.

Pessoalmente gostamos mais de consumir kefir de leite, fica parecido com iogurte liquido e permite fazer muitos outros subprodutos, tais como queijo de kefir e iogurte mais espesso.

Queijo de Kefir

 

Iogurte de Kefir

 

Existem grãos ou flor de kefir de água e de leite. Isto porque as colónias habituam-se ao alimento que os sustenta. Por isso, por exemplo, é preciso um periodo de adaptação se quiseres transitar kefir de água para se usar em leite e vice-versa.

Tal como o Scoby, a flor/grão de kefir é um super organismo – uma comunidade de microorganismos que co-existem simbioticamente.

E como qualquer organismo vivo, ele vai crescer e multiplicar-se. Quanto mais kefir fizeres, mais crescerá, eventualmente terás mais grão/flor do que alguma vez precisarás.

Aí, podes dividi-lo, partilhá-lo e até congelá-lo para utilização futura.

Grão ou flor de kefir

FERMENTAR KEFIR

Pode-se encontrar flor de kefir (tanto de água como de leite) em grupos de facebook dedicados a fermentações, tal como no caso do kombucha.

Se estás preocupado com intolerâncias a lactose no caso do kefir de leite, podes ficar descansado. Tal como iogurte, a lactose é digerida pelo grão/flor durante o processo de fermentação de kefir, ajudando até na digestão de elementos aos quais normalmente somos mais intolerantes.

O Kefir é um regulador intestinal, o que significa que vai regularizar tanto obstipações como diarreias.

Tal como o kombucha, começa com doses pequenas (um shot) e vê como te sentes. É normal teres alguns efeitos secundários à medida que o teu corpo se ajusta a esta nova introdução de microorganismos no teu corpo. Eventualmente o teu ecossistema interno encontrará o equilíbrio e poderás colher os frutos do teu consumo de kefir caseiro.

RECEITA

 

  • Um recipiente de vidro e tampa;
  • um Coador (nunca de metal – tecido, ou plástico são boas alternativas);
  • Grão/flor de kefir da tipologia apropriada ao liquido a ser utilizado;
  • Leite (gordo de preferência);

OU

  • Água açucarada em vez de leite.

NOTA: Kefir é altamente sensivel a metais, pelo que nunca deve entrar em contacto com colheres de metal, tampas metálicas e outros implementos de cozinha feitos de metal. Certifica-te que o equipamento que usas para fazer o teu kefir é feito de materiais mais inertes como madeira, vidro, etc.

  1. Adiciona o grão/flor de kefir ao leite ou água açucarada;
  2. Fecha o recipiente e deixa fermentar num sitio escuro durante, no mínimo, 12 horas, a temperatura ambiente;
  3. Coar para extrair  grão/flor para utilizar na próxima produção;
  4. O Kefir está pronto a consumir e pode-se guardar no frigorífico.
  5. TEMPO DE FERMENTAÇÃO: Este é mais a gosto. Quanto mais tempo deixares a fermentar (e quanto mais calor fizer) mais amargo ficará o kefir. No mínimo, deixa-se durante a noite, e na manhã seguinte tens kefir suave e pronto a consumir. No caso do kefir de leite, quanto mais tempo deixares fermentar, além de mais amargo, fica também mais espesso. E há quem faça iogurte grego desta forma.

Espero que este artigo te tenha ajudado a descobrir este mundo de soberania alimentar, sustentabilidade e fermentados caseiros que não só melhoram o nosso bem estar como o do planeta, tornando-nos mais auto-sustentáveis.

Deixa nos comentários os resultados das tuas experiências, outras receitas e até dicas! Adoramos aprender contigo.

AH!, e não te esqueças de espreitar-nos na Rádio Gilão no pequeno segmento a convite da Hora das Mães, todas as quartas-feiras às 10:30, para mais dicas de sustentabilidade a todos os níveis.

Aqui está o segmento da semana passada (começamos nos 10:00 minutos) 😉

Ervas Daninhas | Não Matem as Mensageiras

Traduzido de: “Weeds: Don’t Shoot the Messenger (not until you understand the message)” – Av Singh ( PhD, PAg, Organic and Rural Infrastructure Specialist with AgraPoint in Nova Scotia), The Canadian Organic Grower, Summer 2006 (http://www.cog.ca/)


“É com demasiada frequência que, quando agricultores começam a falar de ervas daninhas, a primeira pergunta mais comum é

“Como me livro de uma praga de…?”, quando uma pergunta mais apropriada seria

“Porque será que o meu espaço tem uma praga de… ?”.


Av Singh

A diferença subtil na questão acima requer uma mudança de paradigma surpreendentemente dramática face a como olhamos para ervas daninhas.

É necessário que as ervas daninhas deixem de ser vistas como um problema, pragas e fontes de frustração, e comecem a ser interpretadas como sintomas, contadoras de histórias e curandeiras.

Defensores das ervas daninhas consideram-nas plantas com uma missão e observam para aprender o que as ervas daninhas nos podem dizer sobre as condições do nosso solo (ex: pH, compactação, drenagem, etc.) ou as nossas práticas de gestão (ex: rotações de solo, espaçamento entrelinhas, lavoura, etc.).

"Ervas daninhas são flores também, quando te permitires conhecê-las." - Winnie the Pooh
“Ervas daninhas são flores também, quando te permitires conhecê-las.” – Winnie the Pooh

ERVAS DANINHAS, REDEFINIDAS

Nicolas Lampkin, da Organic Farming, enfatiza que é a actividade humana de agricultura que cria ervas daninhas.

Ele define uma erva daninha como “qualquer planta adaptada a habitats criados por humanos e que interfere com actividades humanas.”

Até para alguns, essa definição é um pouco severa porque se foca demasiado no negativo.

O primeiro passo na nossa propaganda das ervas daninhas é começar a entender o aparecimento de ervas daninhas como algo benéfico.

Estamos todos familiarizados com o ditado que a Natureza odeia espaços vazios.

Bem, práticas agrícolas criam um vazio onde comunidades inteiras de vida botânica e microbiológica são disturbadas e/ou destruídas.

A Natureza responde a isto com ervas daninhas.

Dentro de dias, plantas pioneiras como amaranto (Amaranthus spp.) , erva-couvinha (Chenopodium Album) e beldroega (Portulaca oleracea) crescem rapida e densamente. Elas vão ancorar o solo e criar matéria orgânica que alimenta a vida no solo.

Estas anuais de crescimento rápido também fornecem sombra, guardam humidade, e moderam a temperatura do solo que permite que outras plantas, como as bienais e perenes (como relvas), comecem a germinar.

Se deixadas por mais uma estação, esta terra terá menos anuais de crescimento rápido e favorecerá plantas das seguintes fases de sucessão.

Nos nossos campos, o solo está num estado anormal de distúrbio contínuo, e, como resultado, somos forçados a lidar com estes colonizadores pioneiros.

A maior parte destas anuais de crescimento rápido crescem sem fungos micorrízicos associados (devido, principalmente, ao facto do seu ciclo de vida ser demasiado curto para beneficiar de uma parceria simbiótica com fungos).

FUNGOS MICORRÍZICOS

Micorriza é a associação simbiótica entre fungos e as raízes de plantas. A maior parte das culturas agrícolas dependem, ou beneficiam das suas associações micorrízicas.
Em troca de carbono da planta, o fungo micorrízico torna fósforo mais solúvel e trazem nutrientes do solo (N, P, K – Azoto, Fósforo, Potássio) e água para a planta.

As Cruciferae (ex. bróculos, mostarda) e as Chenopodiaceae (ex. erva-couvinha, quinoa, espinafres, beterrabas) não criam associações com este fungos. Lavouras frequentes, fungicidas e niveís elevados de azoto ou fósforo podem inibir inoculação das raízes.

Similarmente, a prática de alqueivar (lavrar seguido de pousio – sem semear – por um ou mais anos) reduz os níveis de micorriza porque as plantas que se estabelecem após a lavoura normalmente não criam associações com tais fungos.

Previsivelmente, solos ricos com fungos micorrízicos (ex: pastagens, florestas, terrenos agrícolas ricos em matéria orgânica, especialmente via composto) têm menos ervas daninhas anuais.

Elaine Ingham da Soil Foodweb Inc. sugere que a presença de fungos serve como um sinal que impede as ervas daninhas anuais de germinar.

Associação simbiótica entre fungos e plantas.
Associação simbiótica entre fungos e plantas.

APRENDENDO COM AS NOSSAS ERVAS DANINHAS

Agora que compreendemos melhor a razão porque ervas daninhas aparecem nas nossas quintas, quintais e jardins, podemos observar com maior profundidade como podemos usar as ervas daninhas como indicadoras das condições do nosso solo.

É importante notar que muitas ervas daninhas toleram um vasto espectro de condições e, portanto, o aparecimento de algumas ervas daninhas individuais não é necessariamente prova de uma condição de solo subjacente.


Por exemplo, tanto a serralha (Sonchus spp.) como as rumex (Rumex spp.) indicam pobre capacidade de drenagem do solo, mas as rumex preferem solos mais ácidos, enquanto a serralha favorece um pH mais elevado.

Podes, no entanto, aprender sobre as condições do solo se a população de ervas daninhas é dominada por várias espécies que preferem condições semelhantes.

Por exemplo, se tanchagem (Plantago Major), unha-de-cavalo (Tussilago farfara) e malmequeres (Leucanthemum vulgare) forem as ervas daninhas predominantes, pode indicar que o solo tem muito pouca drenagem.

Práticas agrícolas como o cultivo, fertilização e gestão de pastos podem ter um grande impacto no solo, e, consequentemente, no aparecimento de certas espécies de ervas daninhas.

Lavoura frequente vai disturbar as milhões de sementes viáveis no banco de sementes que é o solo, e, com acesso a luz solar, estas irão germinar e ocupar solo nu.

Ervas daninhas como a erva couvinha e bredos (Amaranthus retroflexus) podem produzir 75,000 to 130,000 sementes por planta (respectivamente) que podem manter-se viáveis até 40 anos.

A presença de leguminosas como as ervilhacas (Vicia spp.), luzerna-brava (Medicago lupulina) e trevo (trifolium spp), (da esq. para a dir.) pode sugerir que o solo carece de azoto.

Em contraste, ervas daninhas no mesmo solo que aparentam um tom pálido amarelado e/ou atrofiado pode também indicar niveis baixos de fertilidade.

Pastoreio excessivo das pastagens pode levar a solos compactados e, aí, a presença de gramíneas e relvas perenes (géneros Poaceae e Agrostis) pode vir a predominar.

A falta ou desiquilíbrio de cálcio pode permitir que os solos fiquem mais compactos e sem a microbiologia apropriada no solo (fungos no caso de cálcio), este nutriente mineral não ficará no solo.

ERVAS DANINHAS SÃO PLANTAS COM UMA MISSÃO.

PH DO SOLO

Além de nos ajudarem a proteger e melhorar a matéria orgânica do solo, ervas daninhas podem também indicar acidez ou alcalinidade do solo.

A maior parte das culturas agrícolas desenvolvem-se melhor em solos ligeiramente ácidos (pH 6-6.5)

Uma presença crescente de plantas como a tanchagem, azedas (Rumex Acetosa) ou dente-de-leão (Taraxacum officinale) pode indicar que o pH está a descer abaixo de um nível desejável.

Contudo, ter solos ácidos não deve ser visto como algo prejudicial.

Muito do trabalho de Albrecht enfatizava que desempenhos botânicos pobres em solos de pH baixos eram de facto uma consequência de baixa fertilidade ou um desiquilíbrio dos nutrientes disponíveis no solo, e não derivado do pH do solo em si.

Por exemplo, muitos produtores de alfafa (Medicago sativa) testemunharam uma dramática invasão de dente-de-leão após a aplicação de niveís elevados de potássio (principalmente hidróxido ou carbonato de potássio).
  • Essencialmente, o potássio havia suprimido os níveis de cálcio no solo. As raízes profundas do dente-de-leão mina o cálcio do solo mais profundo e após a morte da planta, liberta esse cálcio nas camadas mais superficiais.
  • O aparecimento de dente-de-leão pode ser uma indicação de solos ácidos quando de facto o rácio de cálcio-potássio é que tinha causado o seu aparecimento.

Um desiquilíbrio de magnésio relativamente ao cálcio pode levar a solos apertados e eventualmente condições anaeróbicas (sem oxigénio) no subsolo.

Cálcio causa partículas do solo a separar-se, permitindo arejamento do solo e capacidade de drenagem; fungos ajudam a prevenir a lixiviação do cálcio fora do solo.

Magnésio causa a aglutinação de partículas e se o solo se tornar demasiado aglomerado, limita o acesso a oxigénio, e formas de vida benéficas no solo podem desaparecer.

Em tais condições, resíduos orgânicos no solo não se decompõem devidamente, e o aumento de dióxido de carbono no solo favorece fermentação dessa matéria orgânica, resultando em subprodutos como alcoól e formaldeído.

Estas substâncias inibem penetração de raízes; e potencia a criação de condições favoráveis a doenças no solo como podridão da raíz e míldios (pythium e phytophora)

Fermentação pode também gerar gás metano que é conducente à aparição de Juta-da-China (Abutilon theophrasti), ou gás etano que ajuda a Erva-dos-bruxos (Datura stramonium) a prosperar.

Relvas, com as suas finas e numerosas raízes tentam quebrar e abrir solos compactos, enquanto a presença de muitas ervas daninhas gramíneas pode indicar solo compactado.

QUERIDO(A), MUDEI A ERVA DANINHA

Então, o que mudou desde que começaste a ler este artigo?

  • Procura pelo benefício das ervas daninhas;
  • Ervas daninhas podem ser adubo verde ou cobertura de solo;
  • Ervas daninhas servem para fazzer circular nutrientes no subsolo (ex: ervas daninhas de raízes longas e profundas como o dente-de-leão e a bardana (Arctium lappa);
  • Ervas daninhas de raízes profundas podem abrir solos compactos, regulando a circulação de água no solo;
  • Ervas daninhas contribuem para a conservação de humidade no solo;
  • Ervas daninhas podem proporcionar habitat para organismos benéficos.

“O que é uma erva daninha? Uma planta cujas virtudes não foram ainda descobertas.”

talvez fazendo referência à maior virtude destas plantas: como mensageiras do solo.

-Emerson

CONDIÇÕES DE SOLO E ERVAS DANINHAS INDICADORAS

  • Inundado, com pouca drenagem: Erva-quaresma (Ranunculus repens), tanchagem (Plantago Major), unha-de-cavalo (Tussilago farfara), malmequeres (Leucanthemum vulgare), Regalo-da-horta (Rumex crispus), musgo, azedas (Rumex acetosa), Serralha (Sonchus oleraceus)
  • Ácido ou baixo em cal:  Feto (Pteridium aquilinum), unha-de-cavalo (Tussilago farfara), malmequeres (Leucanthemum vulgare), dente-de-leão (Taraxacum officinale), Regalo-da-horta (Rumex crispus), Cavalinha (Equisetum arvense), Centauria (Centaurea spp.), Sanguinária (Polygonum aviculare), Musgo, Verbasco (Verbascum thapsus), urtigas, tanchagem (Plantago Major), azedas (Rumex acetosa), Azedinhas (Rumex acetosella)
  • Sólido e compactado: Corriola (Convolvulus arvensis), Grama-francesa (Elymus repens), matricária ou camomila brava (Matricaria discoidea), Juta-da-China (Abutilon theophrasti), Erva-dos-bruxos (Datura stramonium)
  • Solo Mexido e Lavrado: erva-quaresma (Ranunculus repens), esparguta (Stellaria media), Sanguinária (Polygonum aviculare), Erva-couvinha (Chenopodium alba), alface-brava (Lactuca serriola), mostarda, urtigas, bredos (Amaranthus retroflexus), tanchagem (plantago major)
  • Alcalino: orelha-de-boi (Silene vulgaris), mostarda branca, serralha (Sonchus spp.)
  • Solo Pesado e Argiloso: Chicória (Cichorium intybus), unha-de-cavalo (Tussilago farfara), dente-de-leão, serralha (Sonchus spp.), Cardo-das-vinhas (Cirsium arvense)
  • Solos Secos: Cavalinha
  • Sobrepastoreado: gramíneas e relvas perenes (géneros Poaceae e Agrostis)
  • Desiquilíbrio Nutritivo: feto comum (pouco fósforo e potássio), milefólio (Achillea millefolium) (pouco fósforo)
  • Solos Salinizados: Bolsa-de-pastor (Capsella bursa-pastoris), barrilha ou soda (Salsola spp.)

Adaptado de um panfleto por Stuart Hill e Jennifer Ramsey para Projetos Agrícolas Ecológicos no Campus MacDonald de McGill e publicado em “A Alma do Solo: Um Guia para Gestão Ecológico do Solo”, 2ª ed, por Grace Gerhuny e Joseph Smillie.

Traduzido para português por Rute Gabriel, liberta-te.com. Nota de tradutor: algumas espécies do documento original foram omitidas por não serem nativas ou com presença espontânea em Portugal.

É MELHOR se fores Imperfeito

De certeza que não sou só eu.

Todos nós, de uma forma ou de outra, sentimos muita pressão para ter um futuro perfeito, a carreira perfeita, o parceiro perfeito, o aspeto perfeito, a personalidade perfeita….. o passado perfeito.

Sentimos IMENSA pressão para sermos PERFEITOS.

E sentimos que o nosso passado nos danificou, nos partiu e nos tornou imperfeitos.

Olhamos para o passado e culpamo-lo

  • pela pessoa que somos,
  • pela vida que levamos,
  • pelos traumas que carregamos.

Sentimos culpa e rancor pelo nosso passado. Vêmo-lo como um fardo que carregamos a vida toda – o que chamamos de “bagagem”.

Eu não sei o teu passado.

Não sei que segredos guardas, que traumas carregas, que imperfeições tens, mas convido-te a transformar a ideia que tens do teu passado, e aperceberes-te que todos os teus traumas e “imperfeições” realmente aumentam o teu valor.

 

Considero-me uma perfeccionista nalgumas coisas. Nomeadamente na escrita.
Demorei 5 horas a escrever este artigo.
 
Não porque fosse dificil, ou não soubesse o que escrever. Ficava a escolher entre uma palavra ou outra, trocava a ordem das frases, re-escrevia parágrafos inteiros.
Queria que o artigo ficasse perfeito.
Mas nada é perfeito. Se eu for olhar para o artigo outra vez, tenho a certeza que haveria espaço para mais umas alterações, edições e expansões.
Chega uma altura em que precisamos de aceitar que as nossas imperfeições são o espaço por onde podemos crescer, melhorar e evoluir. 
São através das imperfeições que eu vejo no artigo que me fazem querer escrever melhor para ti, ser melhor blogger, permacultora e empreendedora e fazer crescer a nossa comunidade de cooperação nesta nova etapa.
Se já fosse tudo perfeito, nada mudava, nada evoluia, tudo estagnava. Tudo muito perfeitinho, mas sem vida, sem história, sem evolução ou mudança, como uma galeria de estátuas de mármore.
Que piada é que isso tem?

 

Ironicamente, foram os nossos amigos japoneses, estereotipados como perfeccionistas, que se aperceberam que perfeição existe também nas imperfeições.

 

“Quando os Japoneses reparam objetos, eles destacam e enaltecem os danos enchendo as falhas com ouro.
Eles acreditam que algo é mais valioso quando sofre danos e tem uma história.”
-Billie Mobayed

 

É esta filosofia de honrar o teu percurso e transformá-lo numa força em vez de uma fraqueza que nos levou a organizar o retiro “Metamorfose de Solstício”, onde poderás criar a tua própria peça Kintsugi e repará-la com ouro: para que a leves para casa e te lembres que tu tens valor mesmo quando te sentes quebrado – aliás, tens MAIS valor por isso, não apesar disso.

 

A verdade é que, quando diz respeito a lidar com a nossa imperfeição, temos estas opções:

  • Podemos continuar a chamar o passado de “bagagem” que te continuará a pressionar a ser perfeito (que nunca serás) e ao mesmo tempo a mostrar-te o quão imperfeito és…
  • Podes continuar a pensar que imperfeições são algo mau, que tens que esconder, reparar, odiar ou reprimir…
  • Ou podes “kintsukoirar”. Podes antes chamar o passado de histórias que te dão mais valor. Podes encher as tuas imperfeições com ouro e entender que és mais forte e mais valioso por estares “danificado” (como estamos todos) – por teres atravessado essas experências e estares aqui para contar a história.

Podes olhar para as tuas “fraquezas” como uma prova da tua força, como o ouro que realça que a cerâmica está rachada…. mas ainda está inteira.

 

As tuas histórias, as tuas imperfeições e falhas, fazem de ti quem tu és – uma peça única e valiosa pelo teu percurso de vida único.

A minha história, o meu passado, já não é mais um fardo para mim, mas uma razão para escrever neste blog todos os dias: conto a minha história de ter emigrado e estado longe 3 anos longe da familia porque a minha história fez-me quem eu sou hoje, e fortaleceu-me para procurar o meu propósito e perseguir os meus sonhos com a ajuda da Tribo, da permacultura e muuuito desenvolvimento pessoal.

 

As histórias do teu passado permitiram-te superar o que superaste, e ter a experiência para contar a outros que, talvez, estejam em situações parecidas, e ainda não se aperceberam do potencial da sua “cerâmica rachada”.

 

Citação Tyrion Lannister

Conta a tua história, e inspirarás outras pessoas a não ter medo das suas fraquezas, das suas dificuldades ou do seu passado.

Vai e conta a tua história. Tem orgulho do teu passado. Usa as tuas falhas para seres ainda melhor, ainda mais valioso.

Qual é a história que te fortalece? Partilha nos comentários!

 

Clica aqui e descobre um bocadinho mais da nossa história, e como este blog não existiria se não tivesse atravessado a pior fase da minha vida.

Cria a tua própria peça Kintsugi, participa na terapia das esferas, sound Journey, Qi Gong e Meditação transpessoal, entre outras actividades transformadoras, no nosso Retiro de Solstício, a acontecer 30 Junho 2018 – explora aqui (vagas limitadas)

6 Listas de Plantas e Bases de Dados para Permacultura e Ecologia

6 Listas de Plantas e Bases de Dados para Permacultura e Ecologia

 

Um dos maiores desafios quando começamos a abrir os olhos para a Natureza é a QUANTIDADE de espécies de plantas ao qual estamos subitamente conscientes.

Quando damos por ela, passamos horas a olhar para os nossos jardins, para as ervas daninhas das nossas hortas e para as bermas dos caminhos, mas a identificação destas plantas “novas” e, mais dificil ainda, como interpretar o que estamos a observar, por vezes parece demasiado.

Por isso deixo aqui ao dispor 6 Bases de Dados e Listas de Plantas que descobri na minha busca por recursos que

  • me ajudassem a identificar plantas que observo no meu habitat e o que significa a sua presença, além das suas funções;
  • me ajudassem a perceber que plantas preciso para desempenhar funções específicas (como uma planta fixadora de azoto);
  • perfis de plantas que se dão bem nas condições de solo e clima da minha zona, entre outras caracteristicas…

e muito mais informação super util que nos ajuda a afinar cada vez mais o nosso habitat, tornando-o cada vez mais sustentável e regenerativo.

Depois de bastante pesquisa, as melhores listas que encontrei são em Inglês, mas o Google Translator funciona muito bem a traduzir a informação retida nestes sites, e com a utilização do nome cientifico da planta numa pesquisa google facillmente se encontra mais informação em português.

Mas deixo como bónus 2 sites de listas de plantas em português que considero bastante úteis. São das mais completas em lingua portuguesa que encontrei e uso-as principalmente para perceber em que contextos e climas certas espécies aparecem no nosso país.

Decidi focar-me nestas listas de plantas porque qualquer um consegue pegar no nome de uma planta e colocá-la no google, mas dificilmente se encontram listas onde se pode cruzar informação. Por ex: encontrar uma planta que goste de sol direto, tolere solos argilosos e seja melífera. Algumas destas bases de dados contém centenas de milhares de plantas e, em algumas delas, rapidamente conseguimos destacar exatamente as plantas que queremos conhecer com pesquisas avançadas deste género.

Portanto, sem mais demoras, aqui vai:

1. PFAF | Plants for a Future

https://www.pfaf.org/user/Default.aspx

Encontrei esta lista porque em mais de 80% dos casos em que pesquisava uma planta com “nome cientifico+permaculture”, aparecia-me a ficha completa da planta que procurava neste site.

Desde então tem sido imprescindível para perceber funções de plantas.

Dá para pesquisar a sua base de dados de mais de 7000 espécies cruzando imensos factores para encontrares exatamente o que precisas.

Ou simplesmente insere o nome cientifico da planta pretendida para estudares mais sobre ela – desde funções medicinais, a história da planta, condições necessárias, caracteristicas, e muito mais.

Esta base de dados funciona à base de donativos e é completamente grátis, por isso convido-te a patrocinar esta iniciativa espetacular com o teu donativo, para que possas continuar a tirar proveito do trabalho fantástico que a Plants for a Future têm feito.

2. The Plant List | A maior lista de plantas do mundo

http://www.theplantlist.org/

Esta ENORME lista de plantas identifica 1.25 milões de nomes de plantas, das mais comuns às mais exóticas, passando por espécies essenciais à alimentação humana como trigo, arroz e milho às roseiras do teu jardim e fetos tropicais exóticos, e providencia links para publicações de pesquisa e investigação científica.

O objetivo desta lista é prevenir a identificações falaciosas e assegurar o sucesso destas espécies. Pretende esclarecer uma “salganhada” taxonómica centenária onde nomes sem standard ou estrutura promovem ignorância, rivalidade e muitas vezes confusão que prejudica a nossa percepção na saúde e número dos exemplares das espécies.

Com um plano adoptado em Nagoya, Japão, membros da Convenção pela Biodiversidade das Nações Unidas prevê que esta base de dados estará completa em 2020.

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3. Natural Capital Plant Database | Dados de Plantas em Permacultura

https://permacultureplantdata.com

Esta base de dados é um repositório de informação sobre plantas para climas temperados para design ecológico. Quer sejas um “novato” ou um designer em permacultura experiente, esta lista espera poder levar o teu conhecimento de plantas e sistemas ecológicos ao próximo nível. Citam diversas fontes para fornecer os detalhes de caracteristicas de plantas, tolerâncias e comportamentos, funções ecológicas, usos humanos, factores a ter em conta, e consorciações possiveis.

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Esta base de dados tem diferentes niveis de membro, dependendo das tuas necessidades e das ferramentas que precisas. Um membro grátis tem apenas acesso à “Plant List” (que coloquei como exemplo na primeira foto deste site). Como podes ver abaixo, existem muitas outras ferramentas úteis que poderás ganhar acesso, por exemplo, fazendo-te membro “Annual Individual” por uns meros 30$ por ano. (cerca de 25€).

Explora este site fantástico e todos os recursos que têm ao dispor.permacultureplantdata4

4. Practical Plants | Enciclopédia Colaborativa

http://practicalplants.org/wiki/Practical_Plants

Practical Plants é uma enciclopédia de edição colaborativa comunitária e base de dados de informação de plantas cultivadas com propósitos práticos para o ser humano. Conta com mais de 7400 artigos botânicos que cobrem temas como funções medicinais, alimentares ou materiais, informação de cultivo e propagação, consorciação de plantas e policulturas.

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O que gosto mais acerca desta lista de plantas (para além de ser construida comunitáriamente) é que tem um motor de pequisa avançado se não souberes que plantas precisas mas conheces as caracteristicas do LOCAL onde queres plantar.

practicalplants2practicalplants3Uma desvantagem de ser editável por qualquer um – devido a ser de edição colaborativa comunitária, como a wikipédia – é que alguma informação pode não estar correta. Mas por isso é que temos outras listas onde podemos sempre cruzar informação e confirmar.

Mas em qualquer base de dados se deve cruzar informação. Não quero desvalorizar a informação reunida nesta lista, de maneira nenhuma. É um dos sites que mais uso, principalmente quando tenho aqueles espaços mais complicados e não sei que plantas seriam as mais apropriadas àquele local.

5. Permaculture Plant Index | Temperate Climate Permaculture

www.tcpermaculture.com/site/plant-index/

Em comparação com algumas listas que já partilhei, esta lista de plantas ainda é pequena e está a ser desenvolvida, mas a maior vantagem que vejo nesta lista de plantas é que está organizada por estratos da floresta. Ou seja, tens a categoria das árvores de copa alta, de coba baixa, herbáceas, raízes, fungos, arbustos, trepadeiras, cobertura de solo. O que é muito útil para um design de um bosque de alimentos, policultura perene ou agro-floresta.

tcpermaculture1tcpermaculture2Não encontrei este site pela sua lista de plantas. Encontrei-o pelo conteúdo interessante que têm acerca de policulturas e guildas para bosques de alimentos. Até fiz download de um dos PDFs deles. Muito util.

Por isso fiquei muito satisfeita quando vi que estão também a desenvolver uma lista de plantas de utilização em permacultura. Apesar de ser especifico para climas temperados, ainda trabalham com espécies comuns em Portugal.

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6. Sturtevant’s Edible Plants of the World, 1919 | Henriette´s Herbal Homepage

https://www.henriettes-herb.com/eclectic/sturtevant/index.html

Esta lista de plantas é mais um mimo. Se és como eu, adoras conhecimento ancestral. Esta lista de plantas foi compilada em 1919, pelo que deves consultar a sua informação com conta e medida e sempre cruzando com conhecimento científico botânico actual.

Mas não deixa de ser lindo podermos consultar uma lista destas, com informação que talvez se tenha perdido e/ou não esteja presente noutras listas mais modernas.

A “history buff” dentro de mim não resistiu em partilhar esta contigo… plantas, conhecimento ancestral e livros antigos? Queres uma combinação melhor que esta?

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E para além disso, se vires a barra lateral do site, encontras imensos outros recursos muito uteis, incluindo outras obras no inicio do séc.XX, homeopatia, botânica, etc.

BÓNUS

Jardim Botânico da UTAD

https://jb.utad.pt/pesquisa

Esta lista de plantas é particularmente util por várias razões:

  • É uma lista com foco em plantas EM Portugal
  • Mostra um mapa de distribuição da planta pesquisada no país
  • Indica se a planta que pesquisaste se encontra no Jardim Botânico da UTAD
  • Tem plantas organizadas em várias categorias, incluindo “coleções”
  • Mostra o Habitat/Ecologia da planta (como podes ver nas imagens abaixo)

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Flora-On | Flora de Portugal

http://flora-on.pt/

Esta lista é, na minha opinião, mais útil na pesuisa de grupos de plantas – a tabela lateral mostra familias de plantas, mas podes também pesquisar plantas específicas. Este site também mostra mais pormenores nas carateristicas dos ciclos de vida das plantas em Portugal: épocas de floração, frutificação, etc.

Também permite pesquisar por indice temático e tem uma opção de exploração bioclimático.

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Espero que estas listas te ajudem como me têm ajudado a mim a desvendar este mundo que se abre para nós quando olhamos para sustentabilidade, regeneração ecológica e permacultura: as nossas amigas plantas.

Conheces mais listas/recursos botânicos online e queres partilhar? Comenta abaixo e contribui para a partilha de conhecimento!

Gratidão: Como ela Manifesta Abundância para Todos

gratidão fb image

Já te perguntaste o que REALMENTE mantém as pessoas unidas e “umas para as outras” de forma duradoura, de modo a gerar abundância e um ambiente de prosperidade para todos? A resposta é gratidão.

 

Vemos muitas comunidades, familias, grupos, projetos, empresas e até empregados, perderem a dinâmica de grupo e o sentido de pertença, cooperação e boa-vontade à medida que o tempo passa. Isto acontece porque falta um elemento crucial que é a cola que mantém todas estes membros unidos, felizes, pro-activos e valorizados num ciclo constante – a Gratidão.

Mas como é que gratidão pode criar um círculo saudável de abundância que nos permita crescer, sentir que temos o apoio através do qual nos podemos alavancar uns aos outros à abundância individual e colectiva?

Como é que podes criar uma comunidade de pessoas com ideais e sonhos semelhantes aos teus, pessoas generosas, que te ajudam a ti e que te fazem querer ajudar outras com aquilo que fazes melhor?

Permite-me que te pinta um quadro na tua mente:

Eu e o Filipe criámos este blog porque queríamos Desfrutar da Vida e Fazer a Diferença, queríamos criar o nosso próprio projeto que não só nos sustentasse financeiramente mas também sustentasse a nossa vida a nível de realização pessoal.

Temos o imenso prazer de ter um círculo muito próximo de pessoas diversas, clientes, amigos e familia com quem trabalhamos em conjunto.

Entre todas estas pessoas maravilhosas, vou-te falar do David, um grande amigo que conhecemos num dos nossos workshops à cerca de um ano.

Ele também decidiu começar o seu próprio projeto, o Possíveis Soluções e o Show do Vale,e uma das coisas que mais adoramos é reunirmos, trocar impressões, rir ou chorar, pedir ajuda e opiniões, e activamente participar, alimentar e ajudar nos projetos um do outro – aliás, gostamos tanto que decidimos fazer um podcast juntos – o Trifolium Ordinarius – onde podemos falar de coisas sérias (tudo o que seja permacultura e sustentabilidade) com muito humor.

O que isso criou foi uma onda de abundância – tanto de recursos, como de apoio emocional, de conhecimento, de ideias, e de constante evolução e progresso.

Em vez de
  • “competirmos” por trabalharmos na mesma área e querermos tirar ao outro o que nos faz falta a nós,
  • termos medo de partilhar por receio a “não recebermos nada para trás”,
  • sentimos inveja pelos sucessos de outras pessoas,
  • ou estarmo-nos a comparar uns aos outros,
  • ou sentirmos que o sucesso do outro é equivalente a mais dificuldades para nós…
Nós colaboramos,
  • pomos os nossos talentos e expertise ao dispor uns dos outros sem exigências, partilhamos abertamente, e beneficiamos todos.
  • Percebemos que quando existe entusiasmo, cooperação e partilha aberta, uma nova dinâmica começa a ser gerada que se auto-sustém, e não só cria elos inquebráveis entre essas pessoas, como cria uma força conjunta que leva as pessoas envolvidas ao sucesso individual e colectivo muito mais depressa.
  • Em vez de estar cada um a puxar para o seu lado, estão todos a puxar na mesma direcção, e assim chegamos todos ao nosso destino mais rapidamente e mais facilmente.

Um fotógrafo estava num projecto numa tribo Africana.

Tinha trazido alguns doces para as crianças da tribo, mas eram muitas, e os doces teriam de ser divididos irmãmente.

Então, para tornar a coisa mais divertida, chamou as crianças para uma corrida – quem chegasse à meta primeiro, ganhava os doces, que depois poderia partilhar com os seus amigos.

O que o fotógrafo viu as crianças fazer mudou a sua perspectiva para sempre.

Em vez de competirem uns contra os outros para chegar à meta primeiro, mesmo sabendo que os doces iam ser distribuídos por todos pelo vencedor, todas as crianças deram as mãos, correram juntas, a rir e a saltar, chegaram à meta juntas, celebraram a vitória juntas, e comeram os doces, juntas.

Gratidão é uma emoção muito peculiar.

Gratidão é uma emoção básica e universal, mas talvez por ser uma emoção tão única, não temos sabido usufruir do seu verdadeiro potencial para evoluirmos na nossa qualidade de vida, nas nossas relações inter-pessoais, na nossa carreira e até na nossa saúde.

“Gratidão é uma emoção básica universal, mas não encaixa no modelo típico de emoções, como a inveja ou o medo”, diz Robert Emmons, Universidade da Califórnia, um psicólogo que tem estado os últimos 6 anos a estudar o efeito da Gratidão na felicidade das pessoas.

A verdade é que gratidão tem a capacidade única de criar elos inquebráveis entre pessoas, mais ainda que obrigação ou sentido de dever.

No entanto, mesmo quando alguém sente imensa gratidão, é comum ser manifestada (se for de todo) de uma forma calma e contida, causando até, por vezes, desconforto à pessoa grata.

Porque é que não temos sabido, até agora, usar a gratidão para gerar mais prosperidade, progresso e abundância?

No livro “A Psicologia da Gratidão”, é explicado que uma das razões por esta nossa negligência relativamente a esta emoção deve-se a um conjunto de particularidades da Gratidão:

 

1# É uma paixão (emoção) calma, sem a força das outras emoções como a raiva ou a tristeza, mesmo quando sentida com grande intensidade.

A falta de força que a Gratidão tem comparada com outras emoções pode fazer com que pessoas mais reprimidas (e, realmente, não somos todos um pouco?) tenham mais dificuldade em demonstrar e manifestar gratidão verdadeira,  mesmo quando se sentem gratos no seu interior.

Se alguma vez te sentiste acanhado quando alguém fez algo por ti de boa vontade e iniciativa própria, já sentiste a resistência à gratidão, a vulnerabilidade em abrires-te para aceitares o gesto da pessoa e começar a criar esse elo entre quem dá e quem recebe.

 

2# ​Tem a particularidade de, em vez de ser “uma resposta passageira” a uma situação, como a maioria das emoções como inveja ou alegria, gratidão sincera é duradoura.

 

Se for sensação passageira, não é gratidão.

Ou seja, andar por aí a dizer obrigado a tudo não é gratidão no sentido real da palavra. Para usufruir dos benefícios dessa dinâmica de partilha e prosperidade constante, é necessário aceitarmos que gratidão não é o sentido de obrigação de “retribuir” a essa pessoa porque ela fez algo por ti.

Também não é exigir “pagamento pelo favor” ou recompensa pelo gesto que fizeste por outra pessoa. Gratidão verdadeira é aquela que te faz querer fazer algo de bom para essa(s) pessoa(s) “sem razão aparente”; aquela que te faz apreciar tudo o que essa pessoa ou comunidade faz por ti, desde o mais pequeno gesto. É o que te faz querer usar os teus dons e talentos, conhecimentos, experiências de vida e competências para teu beneficio e para beneficio de quem te rodeia.

3# Ao contrário das outras emoções, gratidão não dispõe de uma expressão facial regular ou reconhecível.

 

Por ser tão difícil identificar gratidão na cara de outra pessoa é que é necessário, como mencionamos no ponto anterior, manifestar tanto vocalmente, e principalmente através das nossas atitudes e acções, a gratidão que sentimos pelos clientes, amigos, família, colegas, etc…

Isto porque, ao activamente manifestares gratidão real no teu dia-a-dia, as pessoas à tua volta vão responder e ajustar-se a essas atitudes.

E a tua abertura, generosidade e boa vontade farão com que essas pessoas QUEIRAM fazer parte dessa comunidade e começam a agir contigo da mesma forma – atraindo mais pessoas, mais clientes, melhores empregos, melhores relacionamentos, mais abundância em geral.

Vais começar a ouvir mais obrigados sinceros, seguidos de pequenos actos de bondade, partilha de conhecimento, sugestões e criticas construtivas, e apoio perante obstáculos e dificuldades, por vezes até sem teres de pedir.

Deixas de sentir que estás sozinho a correr uma maratona, mas sim numa equipa de estafeta, onde todos correm, cooperam, ajudam-se, descansam, e ganham juntos.

A Gratidão comunica connosco a sussurrar, e pelo silêncio que causa na comunicação não-verbal devido à falta de expressão exterior reconhecível, precisamos de dar mais voz a esta emoção do que a qualquer outra.

Gratidão precisa de ti para ser conscientemente manifestada. Apenas assim pode se tornar no elo poderoso na tua carreira, na tua vida pessoal, nas tuas relações inter-pessoais, como eu e o Pipo vimos acontecer no seio do nosso projeto. Todos se ajudam uns aos outros, porque todos ganhamos mais ao cooperarmos e gerarmos prosperidade.

 

4 Coisas para começar a criar uma dinâmica de cooperação, entre-ajuda e abundância com gratidão:

1# Exercício Diário:

Lembra-te, todos os dias, de apenas 3 coisas pelas quais estás realmente grato por teres na tua vida, e usa a tua voz e as tuas acções para manifestarem a tua gratidão.

2# Vive a tua Verdade.

Faz o que o coração dita, independentemente da resposta exterior. Deixarmos de estar gratos pelo que temos porque nos focamos no que os outros deixam ou não de fazer, significa que eles estão a ditar o nosso comportamento, em vez de sermos nós a fazer a diferença positiva. Vive a tua Verdade, e dá espaço para os outros viverem a deles, mesmo que discordes. Está grato por haver pessoas com quem discordas, pois elas ajudam-te a perceber em que acreditas por contraste.

3# As Tuas Palavras Falam a Abundância do Teu Coração

Não te limites pelas palavras, e não deixes de te expressar. Dizer obrigado é bom, mas reenforça a verdade da tua emoção de gratidão com Atos de Bondade Aleatórios. Fazer o bem só porque sim, só porque te sentes grato por algo que pode nem ter nada a ver. Mas assim vives alinhado com o que sentes e dizes, e a tua comunidade irá espelhar a tua abundância.

4# A Verdade está nas Pequenas Coisas

Como eu aprendi crescendo à medida que o Liberta-te cresce, não importa as coisas grandes que fazes, mas sim as pequenas coisas que fazes todos os dias. Não são os gestos grandiosos de gratidão que te vão abrir as portas para esta dinâmica de prosperidade, mas agires assim todos os dias até no gesto mais pequeno.

Obrigado por estares aí, (a sério, o Liberta-te não seria nada sem ti, por isso OBRIGADO por nos permitires fazermos aquilo que nos faz acordar todas as manhãs com um sorriso na cara.)

7 Canais Youtube: Habitações Alternativas, Ecológicas e Sustentáveis

Como já deves saber, adoramos habitações alternativas e ecológicas. Adoramos que isso nos permita conectar mais com a Natureza, dar maior valor aos nossos recursos naturais, e desprende-nos da culpa que sentimos pelo mal que causamos fazendo apenas uma coisa básica para a nossa sobrevivência: arranjar abrigo.

As Earthships resolvem essa questão e muitas outras, mas a verdade é que existem muitas outras formas de teres uma habitação mais ecológica, sustentável, e até personalizada.

A Internet é um Universo paralelo IMENSO, com tanta informação que por vezes é dificil encontrar conteúdo de qualidade, e que nos interesse neste mundo digital.

Por isso compilámos para ti esta lista de canais de Youtube que nós seguimos para nos inspirarmos, tirar ideias, aprender, e principalmente sentir que existem muitas formas de vida alternativas completamente viáveis, e que este movimento de habitações alternativas e ecológicas não são só uma moda – chegaram para ficar.

Estes canais são maioritariamente em inglês. MAS não te preocupes – mesmo que não compreendas o que está a ser dito, as imagens falam por si – continuam a ser uma fonte de inspiração. Além disso, podemos sempre propôr aos canais nos darem autorização para colocarmos legendas nos seus videos. Por isso, se quiseres legendas, por favor comenta abaixo qual o video que queres legendado e nós faremos o nosso melhor.

1. EXPLORING ALTERNATIVES

Sobre o canal (excerto do canal de Youtube):

Exploring Alternatives é um centro conteúdo de vidas alternativas que esperamos poder informar-te e inspirar-te.

Criamos videos sobre as nossas próprias experiências de estilos de vida, e sobre pessoas que vivem em mini casas, carrinhas, caravanas e barcos; e pessoas que exploram estilos de vida em viagens a longo prazo, minimalismo, “zero waste living”, e muito mais.

Este canal de origem canadiano também tem um blog, onde podes aprofundar mais sobre os temas abordados nos seus videos Youtube, e outro conteúdo exclusivo, incluindo o “Guia para a Vida de Carrinha”.

exploring alternatives Blog

2. KIRSTEN DIRKSEN E FAIRCOMPANIES

Sobre o canal (excerto do canal de Youtube):

Videos sobre a vida simples, auto-suficiência, pequenas e mini casas, quintais das traseiras (e animais), transporte alternativo, DIY, artesanato e filosofias de vida.

kirsten dirksen canal

Para além do seu próprio canal de Youtube, Kirsten é co-fundadora da faircompanies Productions, Inc., o seu negócio independente que “pretende manter a sua autonomia, respeitosamente a outros projetos ou interesses institucionais.” O site é 100% financiado por Nicolás Boullosa e Kirsten Dirksen.

faircompanies

Sobre faircompanies

faircompanies cria videos e informação (em inglês e espanhol) para auxiliar no progresso humano usando as melhores ferramentas:

  • conjectura;
  • tentativa e erro.

Falam de vida simplista, tecnologia, razão, o novo iluminismo, mercados, filosofia, justiça, bem estar. Convidam-te a participar e partilhar fórmulas para melhorar o mundo agora mesmo, que vão além do barulho da demonstração ou imposição de ideologias.

3. LIVING BIG IN A TINY HOUSE

Sobre o canal (excerto do canal de Youtube):

O meu nome é Bryce, e sou apaixonado por design de pequenos espaços. Junta-te a mim nas minhas viagens nesta jornada em busca das melhores mini casas, habitações alternativas e histórias de vida amigas do ambiente e simplistas. Mas não estou apenas a observar das bancadas! Também me meto nas minhas próprias construções de pequenos espaços.

Para além do foco em espaços pequenos, sustentáveis, mas principalmente funcionais, este canal neozelandês também tem o seu próprio site onde podes explorar o processo completo de construção de mini casas do cantor (e apresentador) Bryce, aceder a livros, e outros recursos úteis de construção de mini casas:

living big in a tiny house Blog

4. DYLAN MAGASTER

Sobre o canal (excerto do canal de Youtube):

Dylan Magaster, nascido 1994, em Kansas, E.U.A., reside presentemente onde quer que ele esteja estacionado na sua micro casa sobre rodas, uma carrinha Chevy G20 convertida. Um nómada digital e filmmaker, Dylan tem vindo a fazer documentários sobre as pessoas que se cruzam no seu caminho ao longo da sua jornada, com um foco em ambientes de vida alternativos. Tem feito filmes sobre carrinhas convertidas, mini casas, casas off-grid, e até uma casa feita a partir de um avião a jato, nos bosques de Oregon, E.U.A.

dylan magaster canal

5. THE INDIE PROJECTS

Sobre o canal (excerto do canal de Youtube):

(Previamente chamados VDubVanLife) Somos Theo e Bee, e nós começámos a documentar as nossas viagens pela Europa na nossa carrinha convertida VW T4 LWB (Belthy) em Junho de 2014. Fazemos questão de incluir muitos aspetos diferentes da nossa vidas e das nossas viagens, assim como de outras pessoas fantásticas que conhecemos pelo caminho.

Temos um blog de viagens () onde documentamos as nossas aventuras através de imagem e texto, e estamos presentemente a trabalhar num website. Viajar na nossa carrinha tem sido uma forma fantástica de ver o mundo e adoramos partilhar isso com toda a gente!

the indie project canalPS: Apesar de tantas aventuras e sitios lindos que certamente visitaram, adivinhem onde este casal decidiu comprar o seu pequeno pedacinho de paraíso…. PORTUGAL, pois claro! Podes ver tudo isso no canal deles e/ou no blog. E quem sabe, talvez um dia os encontres a passear com a sua casinha sobre rodas perto de ti 😉vdubvanlifeblog

6. TINY NEST

Sobre o canal (excerto do canal de Youtube):

Segue a construção da mini casa de Jake & Kiva, assim como tours de mini casas, entrevistas, vlogs e outros recursos!

Neste canal podes ver o passo a passo do projeto pessoal deste casal apaixonante, onde eles MOSTRAM-TE tudo o que fizeram para construirem a sua própria mini casa.tiny nest canal

Para mais recursos sobre como planear e construir a tua própria mini casa, visita o site deles, onde podes ter acesso a tours em realidade virtual de mini casas, e recursos para planear e construir mini casas, assim como recomendações do casal!

tinynest site

7. TINY HOUSE GIANT JOURNEY

Sobre o canal (excerto do canal de Youtube):

Olá, eu sou Jenna Spesard. Construi e vivo numa Mini Casa para me libertar financeiramente, de maneira a poder viajar pelo mundo! Neste canal, partilho habitações alternativas, videos de estilo de vida, tecnologia para mini casas, e as minhas aventuras ao viajar à volta do planeta. A minha história já apareceu em HGTV, Travel Channel, Huffington Post, USA Today, e muito mais!

tiny house giant journey canal

Podes também explorar o site oficial:

tiny house giant journey site

 

 

9 Dicas Simples para Produzir Conteúdo de Valor

Quando começámos este blog, deparávamo-nos constantemente com estas duas questões:

  • Que conteúdo tenho eu que valha a pena publicar e partilhar?
  • Como passar esse conteúdo lá para fora?

Existem imensos projetos e comunidades de sustentabilidade, start-ups, e empreendedores sociais, ambientais, permacultores, artesãos e artistas com imenso conhecimento, competências e valor que merecem ser vistos e ouvidos.

Não só merecem, como precisam, do máximo de exposição possível para a continuação sustentável de todas estas profissões e projetos apaixonantes e positivos.

A verdade é que cada pessoa, incluindo tu, independentemente da tua área, ou se tens uma plataforma online ou não, tens MUITO valor. Mais do que talvez penses: uma coleção única de conhecimento, experiências, aspirações, sonhos, e perspectivas que podem enriquecer as vidas de outras pessoas, da comunidade, e da sociedade.

Basta ter uma voz para nos fazermos ouvir. E na revolução da informação que este milénio trouxe, a nossa voz pode atingir a outra ponta do planeta com um simples clicar do computador ou telemóvel.

 

Aqui vão 9 dicas simples para melhorar a qualidade das tuas publicações, para que saibas sempre o que publicar, E AINDA 3 dicas extra no final!

Estas dicas são uma pequena compilação baseado no que temos aprendido na nossa comunidade online Tribo, onde temos aprendido

  • marketing de conteúdo aplicável a qualquer projeto,
  • a espalhar a mensagem e os projetos de cada um,
  • e a transformar a nossa paixão na nossa profissão de forma sustentável – aqui podes explorar a nossa Tribo e fazer parte deste movimento e comunidade de formação a apoio.

 

1 – ESTUDA O QUE TE APAIXONA. DEPOIS PARTILHA O QUE APRENDESTE

Aprende. Faz. Ensina. Repete.

Ao usares um pouco do teu tempo para leres o conteúdo de diversos blogs, videos e livros, deixa-te inspirar pela mensagem que passam e aprende com o valor que te dão. Usa esse tempo para limpares a tua cabeça e para absorveres material de qualidade.

Nunca ouviste dizer que por norma quem lê livros escreve melhor do que quem não lê?

Não é porque são mais inteligentes que tu. É apenas porque a tua fluência de ideias fica mais organizada quando tens uma métrica mental estabelecida.

É divertido e útil. Assim, estás sempre a expandir na tua área e essa aprendizagem está também a expandir a tua voz, mensagem e audiência. Estás a disponibilizar informação que tu achaste útil para ti e que pode resolver problemas a outras pessoas.

Só com este simples passo já estás a fazer uma grande diferença: estamos, afinal de contas, na era do “opensource” e da revolução da informação. E saber é poder. Por isso multiplica esse poder com cada nova publicação.

 

2 – FAZ PERGUNTAS!

Ao fazeres perguntas a outras pessoas, começas a criar uma comunidade de pessoas com uma amálgama de conhecimento, e a criar um ambiente de cooperação.

Ao fazeres perguntas à tua audiência – através das redes sociais, com questionários, ou no final de um artigo ou video, etc – vais criar uma onda dinâmica dentro do teu blog/plataforma online, e com isso, naturalmente vão começar a chover comentários, feedback e opiniões que te vão ajudar a entender

  • qual é o conteúdo que os teus leitores gostam mais,
  • que problemas têm que tu podes resolver,
  • e muito feedback para que tu também possas melhorar o teu conteúdo e aprender coisas novas.

Isso vai impulsionar o teu ranking (reputação online) e ao mesmo tempo vais ter ideias novas e claras na tua cabeça para mais publicações.

 

 

3 – ENTREVISTA ALGUÉM

O teu blog ou plataforma online tem um nicho. Atrais pessoas que gostam do que tu publicas, mas mais que tudo, da MANEIRA como tu escreves. A tua linguagem vai atrair pessoas que usam as mesmas expressões que tu e as mesmas palavras que tu, e que de alguma forma se identificam com a tua mensagem.

Além do mais, pessoas em geral gostam de ser convidadas para dar entrevistas, principalmente se seguires uma ética de lhes dar crédito no teu blog. O Ser Humano é opinativo e adora sentir-se ouvido e compreendido.

Eu pessoalmente gosto de dar crédito ao autor da página/blog/etc, porque:

  • Primeiro que tudo, é ético (o Ser Humano também adora ser reconhecido e valorizado…e não há nada de errado nisso);
  • Segundo, e mais uma vez, aumenta o teu ranking na internet, o que torna o teu conteúdo mais fácil de encontrar na Net.
  • Terceiro, mostra aos teus leitores que não és egoísta e gostas de partilhar e ajudar outras pessoas, e que trabalhas num espírito de cooperação e comunidade.


4 – ESCREVE UM ARTIGO PARA OUTRA PESSOA

Ao conectares-te com outros sites e blogs na internet provavelmente vais ser convidado a escrever um artigo para outro blog, ou até seres entrevistado se o teu conteúdo for relevante para a pessoa em questão (contacta-me se estiveres interessado).

Ao seres convidado para colaborar em conteúdo, estás a ligar os teus seguidores ao blog em questão e o teu blog irá ser referênciado e bem falado por parte de outro blogger. Ambos trabalham em comunidade para o beneficio de todos os envolvidos – tu, o outro, e as audiências de ambos.

Não existe melhor exposição que o de “passa-a-palavra”.

Quando confias em alguém, confias no que ele te diz. Se ele te recomendar um artigo, provavelmente vais acabar por lê-lo, certo? Nem que seja apenas por curiosidade.

 

 

5 – PARTILHA AS TUAS VITÓRIAS E AS TUAS “DERROTAS”.

Durante o teu caminho, vais provavelmente ter momentos de fracasso, momentos de vitória e momentos de superação.

Não há nada mais atraente e assegurador que a experiência.

Não passes o artigo todo a falar de ti, nem te gabes constantemente. Ilustra passo-a-passo como fizeste algo que te deu muito bom resultado e partilha as lições que aprendeste durante este processo – especialmente o que NÃO fazer.

Aprender com os nossos “fracassos”, e ter a humildade e a honestidade de partilhar esse “fracasso” para que outros possam fazer melhor, não só revela o teu compromisso de partilhar soluções e fazer a diferença, como revela a tua força de caráter e compromisso pelo que fazes.

Faz com que outros não cometam os mesmo erros que tu. Este tipo de informação é provavelmente uma das mais procuradas. Afinal de contas, ninguém quer falhar se o caminho já estiver aberto para evoluires.

 

 

6 – RECICLA ARTIGOS ANTIGOS

Todas as pessoas sentem nostalgia. Ao voltares a publicar um artigo de quando iniciaste o teu blog, projeto, comunidade, etc, vais mostrar às pessoas que toda a gente começa do zero e que toda a gente aprende e evolui. Podes simplesmente voltar a partilhar o artigo mais velho para mostrar a tua evolução “antes vs agora”, como podes reciclá-lo.

Talvez as tuas ideias já tenham mudado.

Talvez seja um artigo que precise de ter a sua informação actualizada.

Re-escrever, editar, reciclar conteúdo mais velho revela cuidado da tua parte em partilhar a melhor qualidade possível de informação às pessoas – e poupa-te trabalho quando não tens tanto tempo para escrever artigos de raíz mas queres ser consistente nas tuas publicações – ou quando fores passear para a floresta e não tens wifi 😉

 

 

7 – USA PERSONAGENS RECONHECÍVEIS E TÍTULOS INTRIGANTES

Ao juntares o teu tema do artigo a nomes e personagens reconhecíveis pela maioria, a resistência à tua mensagem será menor, a curiosidade aumenta, e as pessoas vão divertir-se mais a ler o teu artigo.

Estás a usar um tema e uma ideia que já está formada na cabeça das pessoas para explicares uma ideia completamente diferente.

  • Por exemplo: “Como uma Galinha me Ensinou a ser um Melhor Humano” ou “O que o Batman me mostrou como Blogar”

Vês, funciona certo?

 

 

8 – PROCURA TER EXPERIÊNCIAS NOVAS

Durante a tua vida pessoal tens de certeza momentos altos. Isso é óptimo, cria carácter e permite que a tua criatividade flua sem resistência.

Ao estares aberto a novas experiências vais ser inspirado a falar de coisas diferentes e interessantes, que podes partilhar com a tua audiência. Tambem ajuda imenso criar relações com futuros colaboradores, entrevistadores e entrevistados, partilha de informação, etc. 

 

 

9 – DÁ A TUA OPINIÃO – FAZ UM “REVIEW”

Escolhe uma companhia, projeto, produto, serviço ou website e faz uma revisão da tua experiência.

A minha métrica pessoal nestes casos passa por desenvolver:

  • O que estão a fazer bem?
  • O que podiam melhorar?
  • Pontos altos e coisas a ter em conta.
  • Que necessidades satisfez (ou não satisfez), e como a audiência pode contactar/adquirir o produto/serviço/projeto que estás a expôr.

Ao seguir esta métrica conseguimos passar conteúdo valioso para as nossas audiências, as publicações ganham boa reputação e assim mais pessoas irão confiar no que partilhas, porque estás a falar baseado na realidade da tua experiência pessoal. Não assumas a tua opinião como sendo verdade absoluta. Está escrito num artigo, não em pedra hehe. Faz as tuas revisões como sendo apenas tua opinião baseada na tua experiência pessoal e abre a possibilidade que outras pessoas podem (e devem) ter opiniões diferentes.

Como te prometi no ínicio deste artigo, vou dar-te 3 dicas extra porque acho que se leste este artigo até ao fim, mostra que estás 100% comprometido contigo mesmo e na tua expansão e eu quero ajudar-te ao máximo. Aqui vão as 3 últimas dicas extra.

 

1 – Ajuda o Teu Cérebro a Reiniciar.

Encontra a tua fonte de energia.

Para algumas pessoas é andar a pé, para outras é correr, ou ler, meditar, ir ao cinema.

Para mim o que resulta é pegar numa folha de papel em branco e numa caneta, e escrever todas as palavras que venham à cabeça…mesmo que não façam sentido, escrevo tudo até ter a cabeça limpa. Após esse exercício, vou dar uma volta a pé para absorver os ares da montanha aqui onde moro em Portugal.

Descobre qual é o teu gatilho pessoal. Acredita que faz uma diferença gigantesca e vais colher benefícios em vários outros aspectos da tua vida.

 

 

2 – Conta uma História Pessoal

Ao contares uma história pessoal, estás a partilhar a tua experiência com os teus leitores e essa é a melhor maneira de te conectares por escrita com alguém.

As pessoas ao ler as tuas histórias identificam-se com elas e aceitam melhor a informação que estão a ler. Torna-se numa maneira bastante pessoal de escrever para alguém e a audiência adora isso.

 

 

3 – Transforma a tua Paixão na tua Profissão

Hoje em dia, existem cada vez mais pessoas a gostarem da ideia de ter um blog para partilhar as suas opiniões, mas os blogs são usados para 1001 propósitos.

Para nós, foi graças a ele que pudémos começar uma actividade completamente nova – a área das sustentabilidades – sem ter de fazer investimentos insustentáveis apenas para começar.

Vemos muitas pessoas cujo trabalho que lhes dá dinheiro é a razão porque não fazem o que querem realmente fazer. Porque a sua paixão não lhes rende dinheiro, portanto sentem que precisam de sacrificar o seu sonho pela sua sobrevivência.

E vemos muitas pessoas na área das sustentabilidades que estão a dar tudo por tudo para fazer a diferença, mas que precisam de mais exposição e mais rendimento para melhorar ou até tornar os projetos sustentáveis e rentáveis para que possam expandir e tocar a vida de mais pessoas.

É muito gratificante ter uma profissão que gosto e de ter um modelo que me permite expandir, ter uma vida de abundância e ajudar pessoas a fazer o mesmo com a comunidade de formação e cooperação da Tribo – e acreditamos que toda a gente merece essa oportunidade de transformar a sua paixão na sua profissão.

 

Ter um blog, escrever artigos, fazer videos, publicar nas redes sociais conteúdo de valor é um passo simples mas, na minha experiência pessoal, muito importante para ir nessa direção.

 

Qual é a próxima coisa que vais partilhar com as pessoas?

Podes começar por partilhar o teu valor único nos comentários, e partilhar este artigo com quem possa achar interessante 😉

 

Porquê Bosque de Alimentos?

Temos o prazer e a honra de ter autorização do Permaculture Research Institute para traduzir para PORTUGUÊS o conteúdo fantástico que eles disponibilizam no blog deles. Achamos o conteúdo deles valiosíssimo e achamos que mesmo quem não sabe Inglês MERECE ter acesso a esta informação. Espero que gostes.

Artigo original em inglês por Angelo Eliades

Image source: Permaculture a Beginner’s Guide, by Graham Burnett

Porquê Bosque de Alimentos?

 

Estamos todos familiarizados com o conceito de florestas – expansões selvagens, abundantes, viçosas e cheias de vida, uma riqueza de biodiversidade e inspiradoras de contemplar. Árvores e plantas entrelaçadas, ocupando cada espaço possível, a primavera da Vida em si!

Florestas existem bem sozinhas. Não precisam de corta-relvas, de remoção de ervas daninhas, de pulverizações ou de cavar o solo. Nada de pesticidas, fertilizantes ou químicos nocivos. De alguma forma safam-se muito bem, obrigado.
Agora, imagina se tudo nesta floresta verdejante, abundante e espetacular fosse comestível!

Se consegues imaginar como isso seria, se consegues ver isso no olho da tua mente, então não estás longe da realidade do que um bosque de alimentos pode ser.

Ao compreender como as florestas crescem e se sustêm sem intervenção humana, podemos aprender com a Natureza, e copiar os sistemas e padrões para modelar os nossos próprios bosques – bosques esses cheios de árvores e plantas que produzem a comida que nos alimenta.

Podemos desenhar e implementar os sistemas de produção alimentar mais susentáveis possivel; aperfeiçoado, refinado e cuidado pela própria Mãe Natureza.

Se este conceito traz à tona dúvidas ou cepticismo relativo a isto ser algo que funcione na vida real, deixa-me assegurar-te que bosques alimentares são um conceito comprovado. Sim, estão a funcionar em todo o mundo, e até funcionam em áreas urbanas. Eu sei, eu planeio e implemento-os!

Então, deves estar a perguntar-te como tudo isto funciona, quais são os benefícios, se será mais produtivo ou económicamente viável do que um sistema de agricultura comercial, e por aí fora.

Bem, vamos abordar todas essas questões e mais algumas à medida que exploramos o caso pelos Bosques de Alimentos neste arigo, por isso quero convidar-te a continuares a ler!

PORQUÊ FLORESTAS?

Ou é isto…

Ou isto… a diferença é óbvia!

 A diferença é – VIDA!

Florestas são vida.

  • Florestas são o lar de aproximadamente 50-90% de toda a biodiversidade terrestre – incluindo os polinizadores e as variedades bravas de muitas culturas agrícolas. (Fonte: WWF Living Planet Report 2010)
  • Só as florestas tropicais, estima-se que contenham entre 10-50 milhões de espécies – mais de 50% das espécies no planeta.
  • Florestas tropicais cobrem 2% da superfície terrestre e 6% da massa terrestre, no entanto, são o lar de mais de metade das espécies animais e vegetais do planeta.

Destes factos básicos, deve se tornar evidente que as florestas em si são sinónimas de vida, biodiversidade e fertilidade. Onde a vida converge, complexa e onde relações simbióticas entre organismos são criadas; comunidades naturais e harmoniosas se formam, e formas de vida se multiplicam e proliferam.

Se as florestas são o local onde a maior parte da vida no planeta habita, então qualquer coisa menos que uma floresta é menos adequado a sustentar vida. Vida sustenta vida, e no entanto nós esquecemo-nos que somos, de facto, parte desta teia da Vida, e que dependemos de outras vidas para sustentar a nossa.

Humanos destrem florestas para criar “campos“. A palavra (“field”em inglês) deriva da ideia tudo nessa área foi cortado (“felled” em inglês) e removido.  Nestas áreas abertas nós construimos cidades e quintas.

Quanta vida e biodiversidade vês ao teu redor no dia a dia comparada com o que existe num bosque? A resposta é evidente, e o conceito que “florestas são vida”, axiomático.

FACTOS FLORESTAIS

 

  • A Natureza anda a fazer crescer plantas à 460 milhões de anos, e árvores à 370 milhões  — O Ser Humano moderno aparece pela primeira vez num fóssil em África à cerca de 195 000 anos atrás.
  • As árvores cobriram, em tempos, quase toda a massa terrestre da Terra, hoje cobrem cerca de 3.9 Biliões de hectares, ou pouco mais que 9.6 biliões de acres, que corresponde a apenas (cerca de) 29.6% da área total no planeta.
  • Hoje, existem apenas três grandes florestas restantes na Terra: a Amazónia da América do Sul, e as florestas boreais na Rússia e Canadá.

Árvores estão presentes à muito mais tempo que a Humanidade. Todo o petróleo e carvão que estamos a queimar a velocidades frânticas foram criados dos restos morais decompostos de florestas ancestrais, de milhões de anos de idade, razão pela qual lhes chamamos combustíveis fóssil!

Relativamente falando, somos recém-chegados a este planeta, e no entanto pensamos na curta perspectiva da nossa duração de vida, e muitas vezes em frações de tempo mais curtas ainda.

Bosques e florestas têm formado um ecossistema equilibrado que alastrava a todo o comprimento e largura do planeta muito antes do aparecimento da Humanidade, mas agora as florestas estão num estado lastimável. O que nos esquecemos é que estes bosques foram responsáveis por nutrir e criar toda a vida neste planeta de uma forma ou de outra, e ainda operam como o sistema de suporte de vida do planeta.

FLORESTAS SÃO O DESIGN PERFEITO

  • Com 460 milhões de anos de experiência, e um jardim de 9.6 bilhões de acres, a Mãe Natureza tem vindo a refinar os métodos de cultivo de de jardins auto sustentáveis melhor do que ninguém. Sem arrancar ervas daninhas, sem pulverizações ou regas!!!
  • Natureza sustentou, alimentou, vestiu e acolheu a Humanidade durante 95% da nossa existência – agricultura apenas apareceu à 10 000 anos.
  • Estabelece-se que a Natureza é obviamene o melhor (e único) méodo disponível para nós imitarmos no crescimento dos nossos jardins.

Aqui é onde uma perspeciva real pode radicalmene mudar a nossa visão do mundo e o nosso sentimento de pertença nele.

No nosso dia-a-dia, quando queremos aprender a fazer algo, normalmente (esperançosamente!) tencionamos fazer o que quer que quisermos fazer, bem! Isto é, com um grau de competência, com eficiência e eficácia. Podemos até ambicionar mestria, perseguindo o objetivo elusivo da perfeição.

Parece ser este o caso, quer estejamos a aprender um desporto, começar um novo hobby, ou a começar um negócio sério. Obviamente, o melhor sitio para começar é ver se alguém já conseguiu o que nós estamos a tentar fazer, e então procuramos pelos melhores, com quem aprender. Nós buscamos pessoas através das quais nos possamos modelar – Exemplares.

Por definição, um exemplar é um modelo ou padrão para ser copiado ou imitado. Se estamos a aprender um desporto, naturalmente não queremos usar como modelo pessoas “amadorescas” ou incompetentes, Em vez disso, escolhemos imitar os campeões nessa área. Então, o que os faz campeões? A escala e qualidade dos seus sucessos, a sua experiência, e as suas credenciais.

Então e se a nossa tarefa que estevermos a empreender fosse o de cultivo de alimentos?

Pensa no melhor jardineiro que conheces, quanta competência, experiência e sucesso têm acumulado?

Que sistema de cultivo de plantas conceberam, e quão sustentáveis são estes sistemas? Serão eles energéticamente intensivos ou neutros?

Agora, vamos refletir de volta à Mãe Natureza, centenas de milhões de anos a cultivar todas as plantas em existência, a prosperar sem intervenção humana (e sem a existência humana durante a maior parte desse tempo), sem quaiquer “inputs” de energia para além daqueles fornecidos por sistemas naturais – verdadeiramente um exemplar a usar como modelo.

O que fazemos então, como pessoas? A coisa mais ilógica imaginável, claro! Tentamos re-inventar a roda.

Mas não só tentamos fazer o absurdo e equiparar-nos à Natureza, nós iludimo-nos que podemos fazer melhor que a Natureza nas nossas insignificantemente curtas vidas, na nossa insignificantemente recente sociedade industrializada, no seu insignificantemente curto período de teste onde ainda está por determinar se este caminho levado pela Humanidade é sequer um caminho viável!

Seres Huanos em sociedades modernas possuem a ideia errada que a Natureza tem que ser lutada contra, conquistada e controlada. Isso é um grito distante das sociedades mais ancestrais ou mais “primitivas”, que vêm a Terra como a sua Mãe. Um ponto interessante a refletir.

PORQUÊ BOSQUES DE ALIMENTOS?

Aperfeiçoar a Natureza??  Se isto é uma melhoria a uma floresta para sustentar vida, eu acho que estamos feitos ao bife……

Conseguimos fazer melhor?

Aqui estão algumas das consequências das nossas tentativas ineptas a “aperfeiçoar” a Natureza (fotos abaixo). Agricultura moderna cria monoculturas desequilibradas que são preservadas através de guerras químicas implacáveis. Não só estamos a fazer um péssimo trabalho, mas esamos a envenenar a Natureza e a nós mesmos no processo.

 

  • Algures entre 8500 e 7000 AC, os seres humanos do Crescente Fértil no Médio Oriente começaram uma gestão sistemática de plantas e animais – um sistema chamado Agricultura.
  • Certamente conseguimos fazer melhor do que monoculturas enfileiradas em campos nus após 10 000 anos a praticar agricultura?

A Natureza é referida como “Mãe Natureza” por uma razão, foi ela que nos amamentou; ou seja, alimentou, vestiu e abrigou-nos durante a maior parte da nossa existência relativamente curta neste planeta. Perspectiva pode ser algo ameaçador para as nossas mentes sonolentas!

Algures no caminho, perdemos a nossa reverência pela Natureza, a nossa crença na ligação entre todos os seres vivos, e o nosso sentido de harmonia com o nosso ambiente.

Descartámos essas crenças “primitivas” porque alcançãmos “progresso”. Tivémos a nossa suposta “Era do Iluminismo”, religiosamente seguimos o culto do racionalismo onde trocámos a nossa reverência pela Natureza por uma reverência mal colocada na mente humana, e enquanto nos prostramos ao altar da Razão Humana, perdemos o nosso lugar no mundo.

Lamentavelmente, desde que nos convencemos que nada existia acima da mente humana, o nosso pensamento arrogante levou-nos a acreditar que o “nosso lugar” era acima do da Natureza. Estar num pedestal tão elevado significava que nós dominávamos a Natureza, e se desobedecesse, que a espancariamos até à submissão.

Podemos nos rir da história real do Imperador Romano Calígula se ter auto-proclamado um Deus e de ter chicoteado o mar com correntes pela sua desobediência, mas quão diferente é a abordagem da Humanidade moderna face à Natureza – como algo a ser batalhado, conquistado e controlado.

As mesmas guerras implacáveis que travamos uns com os outros, com as mesmas armas letais, travamos com a Natureza.

Travamos guerras químicas e biológicas contra a Natureza e as suas criaturas, e mesmo parecendo ser a mais fúil, sem senso e destrutiva das guerras, nós persistimos até em nosso detrimento.

Tal é a nossa miopia como espécie. Com esta perspectiva antropocêntrica, onde tudo revolve em torno do ser humano, não pode resultar em nada de bom.

A Humanidade é coletivamente culpada por tentar torcer e deformar os factos acerca de como a Natureza funciona para encaixar no que são predominantemente mentes fechadas, cheias de crenças sem fundamento.

Estas crenças disorcidas são muito reais. Biotecnologia acredita firmemente que a “salvação” da Humanidade jaz na “engenharia” de culturas através de modificações genéticas para suprimir todas as nossas necessidades e salvar a Humanidade da Fome.

Esta forma de pensar messiânica é seriamente iludida, e os seus suseranos corporativos não podiam estar menos interessados, não fosse pelos lucros que estas formas de vida patenteadas podem potencialmente gerar.

Chamem-me crítico, mas estas alegações não são científicas, e como uma pessoa com qualificações em Ciência, eu francamene julgo estas alegações como ofensivas, pois são simplesmente “alegações baseadas em fé” mascarando-se de ciência, sem provas que corroborem a sua veracidade.

Entretanto, práticas de agricultura convencionais estão a destruir enormes extensões de terra através de erosão de solos, salinidade, abuso de fertilizantes químicos, destruição de ecossistemas de supore (que trazem chuva, por exemplo).

Se removermos os “piscas ideológicos”, e observarmos fora do contexto da nossa presente Era e Sociedade, é vivamente óbvio que nos estamos a encaminhar por um beco sem saída e a fazê-lo a velocidade crescente, apressando uma conclusão sinistra.

Só para adicionar um pouco mais de perspectiva à pintura do quão perdida está a Humanidade, eu ouvi académicos a argumentar contra o “movimento verde”, adicionando o argumento absurdo que a “natureza (e logo, a vida) não tem valor algum, para além da sua utilidade para o Homem” – preciso dizer mais?

Agora, se alguém pensa que o caminho é “aperfeiçoar a Natureza”, e colocou a sua fé neste processo, eu apelo urgentemente a examinarem criticamente a sua visão do mundo. Se consegues ver que algo está errado com o status quo, mas queres tornar-te parte da solução em vez de parte do problema, então continua a ler!

HÁ UMA FORMA MELHOR!

  • Porquê reinventar a roda quando uma melhor já existe, olha para a Natureza!
  • Podemos planear e implementar ecossistemas naturais repletos de vida, que se cuidam sozinhos, tal como um bosque ou floresta – mas que contém plantas que nós escolhemos.
  • O Sistema de Design de Permacultura observa sistemas e padrões naturais, e imita-os para um design de sistemas de produção alimentar e residência humana que se integra harmoniosamente com a Natureza.

Porquê cavar assim?

 Quando os profissionais estão ao dispor….

COMO A NATUREZA CULTIVA PLANTAS

Olhamos para o sistema da Natureza, e copiamo-lo, para que a Natureza faça o trabalho por nós, tal como as minhocas cavam em vez de nós. Isso é o espírito da Permacultura. Sem necessidade de trabalho duro…

A Natureza cresce num padrão altamente optimizado, utilizando múltiplas camadas e tirando o máximo proveito tanto do espaço horizontal, como do vertical.

Um bosque de Alimentos é geralmente composta por 7 estratos ou camadas, a mais alta destas sendo o estrato da Copa. A copa é constituida por árvores altas – geralmente árvores de fruto ou de nozes de grande porte.

Entre as árvores de copa alta, existe uma camada de árvores de fruto de pequeno porte ou de copa baixa. Atenção, uma árvore de pequeno porte pode tipicamente atingir 4m de altura, por isso não penses necessariamente que são árvores muito baixas.

Aninhado entre as árvores de pequeno porte estão os arbustos – que estão bem representados pelas groselhas e bagas.

A ocupar o restante espaço está o estrato das herbáceas, estas são as plantas medicinais e culinárias, plantas consorciadas, plantas meliferas e de forragem para aves de capoeira.

Qualquer espaço restante é ocupado pela cobertura de solo, plantas rasteiras. Estas formam uma cobertura e adubo verde que protege o solo, reduz a perda de água por evaporação, e evita o aparecimento de plantas indesejadas.

Podemos ainda ir um estrato mais profundo, a rizosfera, ou a zona das raízes, o estrato subterrâneo que é ocupado por todas as culturas de raiz, como as batatas, cenouras, gengibre, yacon, etc.

Enquanto isto pode parecer muitas plantas num só espaço, ainda temos mais um espaço a preencher, o espaço vertical. Este é ocupado pelas trepadeiras, que podem subir por qualquer suporte vertical, seja árvores, vedações, etc. Esta categoria inclui uvas, feijão, muitas variedades de bagas, maracujá. kiwi, ervilhas trepadeiras, chokos e muitas outras espécies que adoram trepar.

Agora, existem muitos equívocos acerca do que é realmente um bosque de alimentos que eu gostava de esclarecer.

  • Linhas direitas de árvores não é um bosque de alimentos. Isso é o que chamamos de pomar (e até agroflorestas).
  • Linhas de árvores com algumas plantas a crescer por baixo não é um bosque de alimentos, é um pomar com sub-plantações.
  • Linhas de árvores com linhas de outras plantas alternadas entre elas não é um bosque de alimentos, é um pomar implementado com intercalação de culturas.

Um bosque de alimentos pode não ter necessariamente todas as 7 camadas, mas contém múltiplos estratos ou camadas, e ainda mais importante, é um ecossistema vivo virtualmente auto-sustentado.

Em termos de forma, o que mais diferencia um bosque de alimentos de um campo bidimensional de alfaces ou qualquer outra monocultura é que o bosque é uma estrutura tridimensional.

Em termos de função, sendo um ecossistema vivo dá-lhe propriedade e atributos que não estão presentes em sistemas agrícolas em geral nem em muitos jardins.

OS BENEFÍCIOS

Os benefícios a ter de um bosque alimentar são os seguintes:

Alta Produtividade
  • Plantação de Alta densidade assegura alta produtividade.
  • Biodiversidade assegura uma fonte de alimentos contínua ao longo do ano.
Cobertura de Solo, Composto e Fertilização Natural
  • Tal como uma floresta, o bosque de alimentos cobre o chão sozinho para reter humidade.
  • Com tamanha densidade vegetal, um enorme volume de folhagem caída acumula e decompõe-se para adicionar matéria orgânica ao solo.
  • Decompositores, a classe de insetos e organismos que decompõem a matéria orgânica, como as minhocas, térmitas e santarenas, trabalham para ajudar o processo de compostagem natural.
Controlo Natural de Pragas
  • Sem necessidade de químicos! Bosques Alimentares usam predadores naturais para se livrarem de pragas – deixando os profissionais fazer o trabalho, naturalmente.
  • Insetos predadores têm um habitat permanente (um ecossistema natural) e fontes de alimento abundantes (flores ricas em néctar) num bosque alimentar. Fornece ambas estas coisas e eles aparecerão por sua conta! Uma hortinha de vegetais é apenas lar para as espécies de insetos praga, não fornece habitat para os insetos “bons”!
  • Um Ecossistema vivo e abundante atrairá aves e outros predadores maiores, contribuindo mais para o controlo natural de pragas.
Resiliência Através da Biodiversidade – A força está nos Números
  • A Naureza não planta enormes áreas de apenas uma espécia (nem em linhas direitinhas!), a Natureza prefere biodiversidade, não monoculturas! Misturar diferentes tipos de plantas todas juntas fá-las crescer melhor, ponto final. Cria uma sinergia natural que beneficia todas as plantas envolvidas. As plantas, como resultado, são mais resistentes a pragas e doenças, e são mais produtivas (e mais bonitas!).
  • O uso de consorciação de plantas (plantas que se beneficiam mutuamente) permite-nos recriar a biodiversidade da Natureza para ganhar estes benefícios.
Regeneração de Solos Fácil – Cortar e Largar (Chop n’ Drop em Inglês)
  • Na Natureza, quando morrem plantas, elas ficam onde caíram. Não são arrancadas e deitadas fora! Não arranques pela raíz as plantas anuais que terminaram o seu ciclo, corta-as ao nivel do solo. A raízes vão apodrecer para criar milhares de intrincados canais de ar e água no subsolo. As partes aéreas das plantas cortadas criam um sistema natural de cobertura de solo vegetal em compostagem como no solo de uma floresta.
  • Preserva o teu solo, cria caminhos. Não pises nas camas, o solo está vivo!!! (De facto, é até um ecossistema mais complexo do que qualquer outro à superfície).Pisar nas tuas camas vai compacar o solo, cerrando caminho para o ar e água, dificulando a infiltração destes até às plantas, o que ira inibir o seu desenvolvimento.

RESUMINDO E CONCLUINDO….

Um Bosque de Alimentos é construido para emular uma floresta real — apenas a preenchemos com plantas alimentares e árvores que desejamos.

Florestas “reais” não necessitam de trabalho algum, elas auto-susteêm-se — nada de pesticidas, herbicidas, arrancar ervas daninhas, rotação de culturas, corta-relvas ou cavar. O bosque de alimentos também não precisa de nada disso! Menos trabalho, mais comida, tudo natural! Porquê fazer outra coisa?

Concluindo, se olharmos para além da nossa cultura modernizada, para os sistemas vegetais mais avançados e abundantes em vida da Natureza, é claramente evidente que trabalhar com a Natureza é o caminho mais sábio e mais produtivo para uma produção alimentar sustentável.

Earthship: Uma Opção Atraente de Habitação Sustentável

[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”1507″ alignment=”center”][vc_empty_space][vc_message]Temos o prazer e a honra de ter autorização do Permaculture Research Institute para traduzir para PORTUGUÊS o conteúdo fantástico que eles disponibilizam no blog deles. Achamos o conteúdo deles valiosíssimo e achamos que mesmo quem não sabe Inglês MERECE ter acesso a esta informação. Espero que gostes.

Artigo original em inglês por Tobias Roberts[/vc_message][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]As casas em que habitamos são a epítome da pilhagem industrial do nosso planeta. Quantidades massivas de madeira de baixo custo repleto de químicos nocivos nas estruturas das nossas casas. Para aquecer e arrefecer o lar, combustíveis fósseis são bombeados para as nossas casas resultando num excesso de emissões de gases de efeito estufa.

Apesar dos confortos e luxos que a habitação moderna oferece, na sua maioria, é um dos aspetos mais insustentáveis das nossas vidas. Earthships têm vindo a ser desenvolvidas desde os anos ’70 e oferecem uma alternativa de habitação única e mais ecológicamente amigável.

O PREÇO ECOLÓGICO DA HABITAÇÃO MODERNA

O estilo de construção mais comum que tem vindo a dominar o mercado imobiliário americano é uma estrutura timber frame (estrutura de madeira) de pinho tratado e folhas de contraplacado. A fachada da casa é coberta de tapume de plástico ou imitação de tijolo e as paredes interiores são normalmente feitas de placas de gesso.

Como a maioria das novas casas construidas para o mercado no mundo industrializado são estruturas enormes, frequentemente com áreas superiores a 185 metros quadrados, muita madeira é necessária, e portanto, contribuindo para a desflorestação. A indústria imobiliária nos EUA é responsável por quase metade de toda a madeira conífera cortada a cada ano.

Mais de 4000 m2 de floresta de crescimento lento são cortados a cada 66 segundos e quase metade dessa madeira é usada na construção de casas cuja longevidade estimada é inferior a 50 anos.

A maioria das casas utilizam uma quantidade generosa de cimento nas suas fundações. Cimento é outro material de construção insustentável e é responsável por, pelo menos, 5% de todas as emissões de gases de efeito estufa. Além disso, algum cimento contém elementos radioativos na sua composição.

Quase todas as casas modernas são aquecidas e arrefedidas por aquecimento central e ar condicionado que correm a combusitíveis fósseis. É estimado que quase metade de toda a energia usada numa habitação é para a climatização da mesma.

Se cada 9 cm2 de uma habitação moderna precisa de 50 kwH para aquecer ou arrefecer, então para uma casa de 185 m2 de área,  atinge-se um total de cerca de 100.000 kwH por ano. Isto provoca uma larga quantidade de gases efeito estufa libertada para a atmosfera e leva a uma dependência perigosa aos combustíveis fóssil.

Quase nenhuma habitação construida industrialmente tem em consideração métodos de construção para eficiência energética que se fiem em fontes de energia sustentáveis. Além do mais, muitas regulamentações de construção até proíbem certos métodos naturais de climatização de uma habitação.

Outro problema com os imóveis modernos é a grande quantidade de materiais tóxicos utilizados na sua construção. Asbestos é um carcinogéneo conhecido que ainda é utilizado em muitas formas de coberturas de telhados e isolamentos. Arseniato de Cobre Cromado é utilizado em quase toda a madeira tratada à pressão, que é um cunho da madeira utilizada para a estrutura das habitações modernas.

Apesar da EPA (Agência de Proteção Ambiental, nos EUA) ter graudalmente eliminado este tipo de materiais, muitas casas mais velhas ainda terão este tipo de tratamento na madeira utilizada na construção. Dezenas de outros químicos são também incluidos na madeira utilizada na construção moderna e desconhece-se os efeitos desses químicos na saúde humana.

Temos vindo a aceitar que a indústria de construção habitacional deve ser necessariamente monopolizada por um grupo de empreiteiros especializados e que qualquer espécie de habitação que não ofereça estes confortos dos tempos modernos (independentemente do quão insustentáveis são) é o equivalente a viver numa caverna.

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O QUE É UMA EARTHSHIP?

Earthships desafiam a suposição que:

  1.  É impossível construir a tua própria casa;
  2.  Habitações não podem ser completamente sustentáveis e parte da paisagem natural

Ao mesmo tempo, Earthships provam que sustentabilidade não tem que ser o equivalente a estilos de habitação maçante, enfadonha e simplista. Em vez, muitas Earthships são habitações lindas e espaçosos, com muito dos confortos que as pessoas esperam de um lar.

[/vc_column_text][vc_single_image image=”1509″ img_size=”590×393″ add_caption=”yes” alignment=”center” onclick=”custom_link” img_link_target=”_blank” link=”http://earthship.com/”][vc_column_text]

Earthships alegam ser casas 100% sustentáveis que incorporam uma variedade de diferentes características. Um dos príncipios principais da construção de Earthships é design solar passivo. Ao posicionar a casa virada a Sul (ou a Norte, no Hemisfério Sul) e construindo grandes janelas na fachada sul da casa, Earthships são capazes de gerar muito do calor necessário nos meses de Inverno através da captura de luz e calor solar.

Adicionalmente, as paredes das Earthships são feitas de materiais que podem ser considerados fontes de massa térmica, ou material que armazena calor ao longo do tempo. Originalmente, a maioria das Earthships eram feitas de pneus reciclados cheios de terra batida, e empilhados como tijolos. Quando um pneu está cheio de terra, este atinge cerca de 136kg de peso, fazendo as paredes de uma Earthships uma fonte de massa térmica extremamente robusta. Paredes de Earthship podem também ser construidas com adobe, super adobe ou cob.

As paredes interiores são normalmente feitas de materiais reciclados como latas de aluminio unidas com algum cimento. As latas podem então ser rebocadas com um material natural à base de argila para que, no interior, seja imperceptivel que estejas rodeado por nada mais que paredes de pneus. Earthships são desenhadas para recolher toda a água necessária do ambiente circundante, principalmente através de sistemas de captura de águas pluviais conectados ao telhado. Água da chuva  é filtrada antes de ser redireccionada para uma cisterna que fornece água para as necessidades domésticas.

Toda a água utilizada numa Earthship é, ou reutilizada, ou reciclada. As águas cinzentas de chuveiros e lavatórios é redireccionada para as sanitas onde é utilizada para o autoclismo. A água é depois feita passar por células botânicas onde esta é purificada com a ajuda de bactérias benéficas e um filtro de turfa. Esta água é depois usada mais uma vez para os autoclismos.

Outro aspeto característico das Earthships é que são construidas para serem 100% independentes energéticamente e off-grid. Geram toda a energia que necessita através da instalação de sistemas eólicos e solares ecológicos. Esta energia é armazenada em baterias que são guardadas no telhado.

Enquanto a maioria do calor das Earthships é gerado através de um design solar passivo e da capacidade de armazenamento dessa energia térmica em paredes de massa térmica enormes, calor adicional pode ser fornecido através de salamandras. Novos designs de Earthships têm vindo a ser construidas num estilo de “estufa dupla”, com dois painéis de vidro virados a Sul formando toda a fachada Sul da casa. Isto captura ainda mais calor e mantém a casa quentinha durante o Inverno.

Um sistema de arrefecimento natural que se fia em convecção é também utilizada nas Earthships. Tubagem é enterrada para reunir ar fresco antes de ser trazido para o interior da casa. Uma pequena janela é deixada aberta no topo da casa para permitir que uma corrente de ar fresco constante entre pela tubagem no chão enquanto o ar quente escapa pela janela em cima.

O EXEMPLO DE NOVO MÉXICO

Reynolds começou a construir o seu design inicial de Earthship em Novo México (EUA). Devido ao clima quente e abundância de sol, o design solar passivo da Earthship e as paredes de massa térmica adaptaram-se perfeitamente à condições locais. Desde 1970’s, quando Reynolds construiu o seu primeiro modelo “proto” Earthship, dezenas de Earthships têm vindo a ser construídas por indivíduos na região.

A Earthship Biotecture é a sede mundial do movimento Earthship. Localizado em Taos, Novo México, é uma espécie de museu vivo e escola para construção de Earthships e estilo de vida sustentável. Oferecem também uma Academia Earthship onde pessoas podem receber formação prática para se prepararem para a construção da sua própria Earthship.

Adicionalmente, a “Greater World Earthship Community” é um bairro inteiramente composto por Earthships. Os 256 hectares não têm ligação à rede ou a esgotos. Uma comunidade 100% off-grid, a Greater World Earthship Community mostra como as pessoas se podem juntar para viverem mais sustentávelmente.

EARTHSHIPS PARA UM FUTURO MAIS SUSTENTÁVEL

Earthships incorporam numerosos elementos de design sustentável para oferecer às pessoas os confortos de uma casa construída convencionalmente com a dependência em materiais insustentáveis e energia fóssil. Através da reciclagem de materiais da nossa civilização consumista, e através de design ecológico, Earthships oferecem uma das habitações alternativas mais sustentáveis.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Ollas: Potes de Barro para Irrigação de Jardins e Hortas

[vc_row][vc_column][vc_message css_animation=”rollIn”]Temos o prazer e a honra de ter autorização do Permaculture Research Institute para traduzir para PORTUGUÊS o conteúdo fantástico que eles disponibilizam no blog deles. Achamos o conteúdo deles valiosíssimo e achamos que mesmo quem não sabe Inglês MERECE ter acesso a esta informação. Espero que gostes.

Artigo original em inglês por Kevin Bayuk[/vc_message][vc_column_text]

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Um aldeão de Sri Lanka enche a sua olla Photo copyright © Craig Mackintosh

 

Cruzei-me inicialmente com este conceito de utilizar potes de barro não vitrificados para irrigação subterrânea na série de fime “O Jardineiro Global” de Bill Mollison. Mollison comenta que esta técnica pode ser. para parafrasear, “o sistema de irrigação mais eficiente do mundo.” Mais recentemente reparei com interesse que as belas gentes do Path to Freedom  estavam a utilizar estes potes de barro nalgumas das suas camas elevadas, o que me levou a questionar como poderia experimentar com ollas como um potencial sistema de irrigação subterrâneo. Aqui está o que descobri…..

ollaOllas (pronuncia-se “oias”) são potes de barro/argila/terracota não vitrificados, de gargalo estreito, que são entrerrados no solo com o gargalo exposto acima da superfície e cheios com água para irrigação das plantas abaixo da superfície. Esta tecnologia de irrigação é um método ancestral, estimando-se que tenha originado no Norte de África, e com provas de ter sido utilizado na China durante 4000 anos, e ainda é utilizado actualmente em vários países, nomeadamente India, Irão, Brazil (Bulten, 2006; Power, 1985; Yadav, 1974; Anon, 1978 and 1983) e Burkina Faso (Laker, 2000; AE Daka, 2001).

Ollas podem ser o método de irrigação da flora local em climas áridos mais eficiente que a Humanidade conhece devido às paredes microporosas (não-vitrificadas) que “não permitem que a água flua livremente do pote, mas guia a inflitração da água na direção onde existir o desenvolvimento de sucção. Quando enterrado até ao gargalo no solo, ollarootscheio de água, e com plantas adjacentes a este, o pote de barro surte efeito de irrigação subterrânea à medida que água exsude deste, resultante da força de sucção que atrai as moléculas de água às raizes das plantas. A sucção é criada pela tensão da humidade do solo e/ou pelas raízes das plantas em si.” (AE Daka – 2001.) As raízes crescem em torno dos potes e apenas “puxam” humidade à medida que esta é necessária, nunca desperdiçando uma única gota. “Ollas virtualmente eliminam o escoamento e evaporação comuns em sistemas de irrigação modernos, permitindo a planta absorver quase 100% da água.” (Conservação de Água da Cidade de Austin, 2006.)

Para usar ollas no jardim, horta ou quinta, enterra-se a olla no solo deixando o gargalo ligeiramente acima da superfície (idealmente o gargalo da olla é vitrificado para evitar perda de água por evaporação ou pode ser razoável aplicar uma alfombra (ou mulch) que cubra o gargalo da olla sem que entre dentro do pote). A olla é cheia de água e a abertura é tapada (com uma pedra, tampo de argila ou qualquer outro material disponivel para evitar mosquitos, intrusão do solo e evaporação.)

ollaneck_buried“Dependendo de factores tais como as necessidades hídricas das plantas, tipo de solo, estação do ano, e ambiente, ollas podem necessitar de ser cheias de água semanalmente, ou diariamente. Água geralmente demora entre 24 e 72 horas para fluir através da olla.”(Bulten, 2006) Água deve ser adicionada à olla sempre que a quantidade cair abaixo dos 50% para evitar o acumular de resíduos de sais minerais ao longo da superfície da olla que pode impedir a desejada infiltração.

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Olaria e Produção de bens de cerâmica é um arte artesanal ancestral e uma indústria “low-tech” doméstica que deve ver um renascimento. Photo copyright © Craig Mackintosh

 

Quando avaliada no contexto de um movimento para independência local, as vantagens das ollas parecem surpreendentes (a seguinte lista é fornecida pela investigação por AE Daka):

  1. Visto que potes de barro são [podem ser] fabricados por mulheres [e/ou homens] de áreas rurais, estes podem criar emprego e oportunidades para indústrias domésticas em pequena escala para manufactura destes em zonas rurais. Isto poderá geral rendimento rural e ajudar a assegurar fonte de alimento doméstico.
  2. Não são caros [quando localmente produzidos em zonas rurais].  Um pote de barro de 5L custa US $0.25.
  3. Irrigação por potes de barro permite um agricultor fazer sementeira in situ em vez de as transportar de um viveiro. Potes de barro são instalados diretamente onde as mudas serão plantadas e isto permite o agricultor semear a semente perto do pote de barro onde germinará e se estabelecerá.
  4. O sistema é adequado para vegetais assim como pomares hortícolas perenes ou culturas de plantação e áreas arborizadas [( é de notar que plantas com crescimento de raízes perenes lenhosas podem e provavelmente irão quebrar as ollas, mas estas podem ser utilizadas para estabelecimento de sistemas perenes)].
  5. Poupança de água de 50-70% são conseguidas, particularmente para culturas hortículas. Perda de água devido a filtração para lá da área das raízes é reduzida, se não evitada de todo.
  6. Humidade no solo está sempre disponível na capacidade do campo dando às culturas total segurança perante stress por falta de água.
  7. O sistema inerentemente evita excesso de irrigação.
  8. As imensamente menores quantidades de água e frequência de regas necessárias reduzem tremendamente o trabalho necessário para irrigação.
  9. Muito menos trabalho é necessário na monda de ervas daninhas, visto estas não prosperarem, pois a superficie do solo permanece seca durante a estação de cultivo.
  10.  Efluentes de águas domésticas [águas cinzentas] das cozinhas podem ser facilmente recicladas e utlilzadas na irrigação por potes de barro em quintais. A água utilizada para limpar utensílios na cozinha pode ser usada para re-encher os potes num quintal, pequena horta ou jardim. Poupa-se assim em água quando esta escasseia e reduz a necessidade de utilizar água doce.
  11. Poupa na quantidade de fertilizantes a aplicar [alguns estudos sugerem uma redução de até 50%] por unidade de área de terreno se o fertilizante for aplicado nos potes de barro e é depois absorvido como solúvel via movimento da água para as plantas.
  12. O solo sob o sistema de potes de barro não compacta pelo impacto da água mas permanece solto e bem arejado.
  13. As ollas podem ser instaladas em solo ondulante e acidentado.

[/vc_column_text][vc_column_text]Algumas das desvantagens das ollas incluem a probabilidade de se quebrarem no inverno se deixadas no subsolo em áreas onde haja risco de congelamento de inverno – “a nossa pesquisa revelou danos em algumas ollas (em centenas) quando deixadas enterradas no solo durante o Inverno.” Bulten, 2006. Claro, para hortas em climas temperados, extrair as ollas do solo pode ser considerado manutenção padrão da horta. Uso prolongado provavelmente reduzirá a porosidade, alguns solos pesados (muito argilosos) podem ser inapropriados para situar ollas e a longevidade das ollas (sem geadas ou gelo) é desconhecida mas estimada num estudo de ser 5 anos ou mais. Além disso, apesar das alegadas eficiências, e o longo historial de uso e simples requerimentos de produção (mais abaixo), ollas são dificeis de encontrar localmente, e podem ser, especialmente no opulento mundo “hiper-regularizado”, proibitivamente caros de trazer. Finalmente, parece existir investigação contraditória e insuficiente no que diz respeito à melhor forma, volume e materiais para ollas.

 

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Potes de barro, como estes em Sri Lanka, podem também ser utilizados como refrigeradores de água em climas áridos. Vê “Um Refrigerador que Funciona Sem Eletricidade” para ver como funciona. Photo copyright © Craig Mackintosh

 

ollas_shapeO consenso da investigação existente é que o tamanho e forma ideal para a olla está dependente das plantas a ser irrigadas. Não existem estudos existentes nas consequências de utilizar ollas numa policultura densa. Deve-se “corresponder a porosidade, tamanho e forma da olla às necessidades hídricas das plantas, dimensão e distribuição das raízes.” (Conservação de Água da Cidade de Austin, 2006.) “Como guia geral, ollas mais pequenas são boas para jardins de vaso. As ollas maiores são melhores para vasos grandes ou para aplicações exteriores no solo.” (Bulten, 2006.) Intuitivamente, um recipiente mais afunilado, de fundo achatado, e gargalo estreito (para reduzir evaporação e contaminação) devem ser mais eficiente devido a uma maior área de superfície e teoricamente um aumento da alastração de água, permitindo um menor número de ollas a ser utilizadas para irrigar suficientemente uma maior área. Capacidades de 5L a 12L têm sido relatados, com volumes de 10-12L a ser utilizados para irrigar culturas de videiras (tomates, cucurbitáceas, vinhas, etc.). Mais investigação empírica será benéfico para a comunidade global.

Similarmente, estudos existentes não são claros no espaçamento ideal das plantas em redor das ollas. Claramente, espaçamento será dependente na forma e dimensão das ollas, isso não surpreende. Baseado em pesquisa existente as seguintes tabelas podem ser criadas para descrever o potencial espaçamento das ollas baseado numa estimativa geral da alastração da água.

calculos ollasAdicionalmente, John Bulten proporciona as seguintes notas e diagrama:

“Semear ou plantar mudas dentro de 5 – 13 centímetros de raio baseado no tamanho da olla.”

diagrama ollasNum outro estudo, “potes de barro com capacidade de 5 litros cada e fabricados por mulheres rurais foram instalados a intervalos de 0.5 m nos terrenos de estudo enterrando-os até ao gargalo nas camas de sementeira.” (AE Daka – 2001.)

ollagardenParecem existir abordagens semelhantes, mas distintas, no fabrico de ollas, maioritariamente definidas pela disponibilidade local de matéria-prima e tecnologia. Incluí descrições palavra-a-palavra da produção de ollas com o intuito de reunir um conjunto solto de guias para informar artesãos locais a inventar uma abordagem apropriada para a área da Baía de S.Francisco (ou onde quer que a manufactura de ollas esteja a ser tentada):

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Ollas em Sri Lanka
Photo copyright © Craig Mackintosh

“Maria criou os seus muito apreciados potes negros usando o fundo de um velho prato (puki)…. começando por bater uma peça de argila numa tortilla no puki, Maria depois rola um pedaço de barro entre as palmas das suas mãos, criando uma longa corda de barro de grossura uniforme. Beliscando e apertando este rolo na tortilla enquanto vira o seu puki com a outra mão, Maria forma a base da olla. Camadas sucessivas de rolos foram adicionados até o recipiente estar completo.”(Hoxie)

“Para fazer as urnas, o ministério criou moldes de gesso a partir de abóboras e cabaças de diversos tamanhos. Trabalhadores despejam argila líquida dentro dos moldes para formar as urnas e cozem-nas no forno para solidificar o barro. As urnas são vendidas por 12$ a 15$ dependendo do tamanho.” (Conservação de Água da Cidade de Austin, 2006)

“Os potes de cerâmica são feitos de uma mistura de argila e areia na proporção de 4 para 1 e com uma porosidade efetiva entre os 10-15%. Os potes de barro são feitos por mulheres do campo usando as suas mãos para os moldar em formas diferentes, ex: cilídrico/arredondado com um fundo algo achatado. Depois de feitos, vitrificação não é efectuada para manter a sua porosidade natural – as paredes permanecem micro-porosas. Os potes são depois temperados cozendo-os numa fogueira escavada a uma temperatura indeterminada. Manufacturas de cerâmica a pequena escala usam fornos para cozer os ditos potes de cerâmica a 1200ºC. Isto é feito de forma a eliminar as propriedades de expansão e contração da argila, que poderia causar rachas nos potes. As mulheres acreditam que o tipo de argila usada para fabricar os potes é muito importante e requer uma mulher mais velha e experiente para identificar argila que não rache indevidamente durante o processo de cozedura e de facto quando instalado nas condições do campo.” (AE Daka – 2001)

ollaberries“Se potes apropriados não estiverem disponíveis, podem ser facilmente feitos à mão ou numa roda de oleiro. Dependendo da argila, areia, cascas de arroz, ou serradura pode ser adicionada numa proporção de 1:4 para aumentar a porosidade dos potes. Apesar de cozeduras a forno fechado excedendo os 450ºC é ideal, potes podem ser cozidos em fogueiras ao ar livre a temperaturas de 200-300ºC. Abertura: gargalo estreito (reduzir tamanho da abertura para reduzir evaporação e contaminação) (Barak, 2006).

Composição: Argila porosa não vitrificada – podes usar uma argila rude, que possui uma mistura de particulas de maiores dimensões e não é pura, que resultará em maiores poros durante o processo de cozedura. Ou podes misturar 20% areia com 20% argila de qualidade (a melhor opção) ou a mesma percentagem de cascas de arroz ou serradura. O processo de cozedura irá, claro, queimar o enchimento deixando poros uniformes e um pote de alta qualidade. (Barak, 2006)

Os potes que eu uso são de argila de pouca qualidade com uma temperatura de cozedura baixa, e portanto mais vulneráveis a quebrarem e/ou tendo poros que transmitem água muito rapidamente. Pelo melhor que consigo ver, eles usam argila vermelha rude com impurezas de areia e alguma palha misturada (provavelmente menos de 20%) e são cozidos provavelmente a cerca de 427ºC, que é a média da temperatura atingível em fornos de fogueira ao ar livre.” (Barak, 2006)

Este video mostra uma técnica de roda de oleiro:

Este video mostra uma técnica diferente:

Alguns Links e Referências:

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