Instituto de Investigação Permacultura Australia

Category Archives — Instituto de Investigação Permacultura Australia

Porquê Bosque de Alimentos?

Temos o prazer e a honra de ter autorização do Permaculture Research Institute para traduzir para PORTUGUÊS o conteúdo fantástico que eles disponibilizam no blog deles. Achamos o conteúdo deles valiosíssimo e achamos que mesmo quem não sabe Inglês MERECE ter acesso a esta informação. Espero que gostes.

Artigo original em inglês por Angelo Eliades

Image source: Permaculture a Beginner’s Guide, by Graham Burnett

Porquê Bosque de Alimentos?

 

Estamos todos familiarizados com o conceito de florestas – expansões selvagens, abundantes, viçosas e cheias de vida, uma riqueza de biodiversidade e inspiradoras de contemplar. Árvores e plantas entrelaçadas, ocupando cada espaço possível, a primavera da Vida em si!

Florestas existem bem sozinhas. Não precisam de corta-relvas, de remoção de ervas daninhas, de pulverizações ou de cavar o solo. Nada de pesticidas, fertilizantes ou químicos nocivos. De alguma forma safam-se muito bem, obrigado.
Agora, imagina se tudo nesta floresta verdejante, abundante e espetacular fosse comestível!

Se consegues imaginar como isso seria, se consegues ver isso no olho da tua mente, então não estás longe da realidade do que um bosque de alimentos pode ser.

Ao compreender como as florestas crescem e se sustêm sem intervenção humana, podemos aprender com a Natureza, e copiar os sistemas e padrões para modelar os nossos próprios bosques – bosques esses cheios de árvores e plantas que produzem a comida que nos alimenta.

Podemos desenhar e implementar os sistemas de produção alimentar mais susentáveis possivel; aperfeiçoado, refinado e cuidado pela própria Mãe Natureza.

Se este conceito traz à tona dúvidas ou cepticismo relativo a isto ser algo que funcione na vida real, deixa-me assegurar-te que bosques alimentares são um conceito comprovado. Sim, estão a funcionar em todo o mundo, e até funcionam em áreas urbanas. Eu sei, eu planeio e implemento-os!

Então, deves estar a perguntar-te como tudo isto funciona, quais são os benefícios, se será mais produtivo ou económicamente viável do que um sistema de agricultura comercial, e por aí fora.

Bem, vamos abordar todas essas questões e mais algumas à medida que exploramos o caso pelos Bosques de Alimentos neste arigo, por isso quero convidar-te a continuares a ler!

PORQUÊ FLORESTAS?

Ou é isto…

Ou isto… a diferença é óbvia!

 A diferença é – VIDA!

Florestas são vida.

  • Florestas são o lar de aproximadamente 50-90% de toda a biodiversidade terrestre – incluindo os polinizadores e as variedades bravas de muitas culturas agrícolas. (Fonte: WWF Living Planet Report 2010)
  • Só as florestas tropicais, estima-se que contenham entre 10-50 milhões de espécies – mais de 50% das espécies no planeta.
  • Florestas tropicais cobrem 2% da superfície terrestre e 6% da massa terrestre, no entanto, são o lar de mais de metade das espécies animais e vegetais do planeta.

Destes factos básicos, deve se tornar evidente que as florestas em si são sinónimas de vida, biodiversidade e fertilidade. Onde a vida converge, complexa e onde relações simbióticas entre organismos são criadas; comunidades naturais e harmoniosas se formam, e formas de vida se multiplicam e proliferam.

Se as florestas são o local onde a maior parte da vida no planeta habita, então qualquer coisa menos que uma floresta é menos adequado a sustentar vida. Vida sustenta vida, e no entanto nós esquecemo-nos que somos, de facto, parte desta teia da Vida, e que dependemos de outras vidas para sustentar a nossa.

Humanos destrem florestas para criar “campos“. A palavra (“field”em inglês) deriva da ideia tudo nessa área foi cortado (“felled” em inglês) e removido.  Nestas áreas abertas nós construimos cidades e quintas.

Quanta vida e biodiversidade vês ao teu redor no dia a dia comparada com o que existe num bosque? A resposta é evidente, e o conceito que “florestas são vida”, axiomático.

FACTOS FLORESTAIS

 

  • A Natureza anda a fazer crescer plantas à 460 milhões de anos, e árvores à 370 milhões  — O Ser Humano moderno aparece pela primeira vez num fóssil em África à cerca de 195 000 anos atrás.
  • As árvores cobriram, em tempos, quase toda a massa terrestre da Terra, hoje cobrem cerca de 3.9 Biliões de hectares, ou pouco mais que 9.6 biliões de acres, que corresponde a apenas (cerca de) 29.6% da área total no planeta.
  • Hoje, existem apenas três grandes florestas restantes na Terra: a Amazónia da América do Sul, e as florestas boreais na Rússia e Canadá.

Árvores estão presentes à muito mais tempo que a Humanidade. Todo o petróleo e carvão que estamos a queimar a velocidades frânticas foram criados dos restos morais decompostos de florestas ancestrais, de milhões de anos de idade, razão pela qual lhes chamamos combustíveis fóssil!

Relativamente falando, somos recém-chegados a este planeta, e no entanto pensamos na curta perspectiva da nossa duração de vida, e muitas vezes em frações de tempo mais curtas ainda.

Bosques e florestas têm formado um ecossistema equilibrado que alastrava a todo o comprimento e largura do planeta muito antes do aparecimento da Humanidade, mas agora as florestas estão num estado lastimável. O que nos esquecemos é que estes bosques foram responsáveis por nutrir e criar toda a vida neste planeta de uma forma ou de outra, e ainda operam como o sistema de suporte de vida do planeta.

FLORESTAS SÃO O DESIGN PERFEITO

  • Com 460 milhões de anos de experiência, e um jardim de 9.6 bilhões de acres, a Mãe Natureza tem vindo a refinar os métodos de cultivo de de jardins auto sustentáveis melhor do que ninguém. Sem arrancar ervas daninhas, sem pulverizações ou regas!!!
  • Natureza sustentou, alimentou, vestiu e acolheu a Humanidade durante 95% da nossa existência – agricultura apenas apareceu à 10 000 anos.
  • Estabelece-se que a Natureza é obviamene o melhor (e único) méodo disponível para nós imitarmos no crescimento dos nossos jardins.

Aqui é onde uma perspeciva real pode radicalmene mudar a nossa visão do mundo e o nosso sentimento de pertença nele.

No nosso dia-a-dia, quando queremos aprender a fazer algo, normalmente (esperançosamente!) tencionamos fazer o que quer que quisermos fazer, bem! Isto é, com um grau de competência, com eficiência e eficácia. Podemos até ambicionar mestria, perseguindo o objetivo elusivo da perfeição.

Parece ser este o caso, quer estejamos a aprender um desporto, começar um novo hobby, ou a começar um negócio sério. Obviamente, o melhor sitio para começar é ver se alguém já conseguiu o que nós estamos a tentar fazer, e então procuramos pelos melhores, com quem aprender. Nós buscamos pessoas através das quais nos possamos modelar – Exemplares.

Por definição, um exemplar é um modelo ou padrão para ser copiado ou imitado. Se estamos a aprender um desporto, naturalmente não queremos usar como modelo pessoas “amadorescas” ou incompetentes, Em vez disso, escolhemos imitar os campeões nessa área. Então, o que os faz campeões? A escala e qualidade dos seus sucessos, a sua experiência, e as suas credenciais.

Então e se a nossa tarefa que estevermos a empreender fosse o de cultivo de alimentos?

Pensa no melhor jardineiro que conheces, quanta competência, experiência e sucesso têm acumulado?

Que sistema de cultivo de plantas conceberam, e quão sustentáveis são estes sistemas? Serão eles energéticamente intensivos ou neutros?

Agora, vamos refletir de volta à Mãe Natureza, centenas de milhões de anos a cultivar todas as plantas em existência, a prosperar sem intervenção humana (e sem a existência humana durante a maior parte desse tempo), sem quaiquer “inputs” de energia para além daqueles fornecidos por sistemas naturais – verdadeiramente um exemplar a usar como modelo.

O que fazemos então, como pessoas? A coisa mais ilógica imaginável, claro! Tentamos re-inventar a roda.

Mas não só tentamos fazer o absurdo e equiparar-nos à Natureza, nós iludimo-nos que podemos fazer melhor que a Natureza nas nossas insignificantemente curtas vidas, na nossa insignificantemente recente sociedade industrializada, no seu insignificantemente curto período de teste onde ainda está por determinar se este caminho levado pela Humanidade é sequer um caminho viável!

Seres Huanos em sociedades modernas possuem a ideia errada que a Natureza tem que ser lutada contra, conquistada e controlada. Isso é um grito distante das sociedades mais ancestrais ou mais “primitivas”, que vêm a Terra como a sua Mãe. Um ponto interessante a refletir.

PORQUÊ BOSQUES DE ALIMENTOS?

Aperfeiçoar a Natureza??  Se isto é uma melhoria a uma floresta para sustentar vida, eu acho que estamos feitos ao bife……

Conseguimos fazer melhor?

Aqui estão algumas das consequências das nossas tentativas ineptas a “aperfeiçoar” a Natureza (fotos abaixo). Agricultura moderna cria monoculturas desequilibradas que são preservadas através de guerras químicas implacáveis. Não só estamos a fazer um péssimo trabalho, mas esamos a envenenar a Natureza e a nós mesmos no processo.

 

  • Algures entre 8500 e 7000 AC, os seres humanos do Crescente Fértil no Médio Oriente começaram uma gestão sistemática de plantas e animais – um sistema chamado Agricultura.
  • Certamente conseguimos fazer melhor do que monoculturas enfileiradas em campos nus após 10 000 anos a praticar agricultura?

A Natureza é referida como “Mãe Natureza” por uma razão, foi ela que nos amamentou; ou seja, alimentou, vestiu e abrigou-nos durante a maior parte da nossa existência relativamente curta neste planeta. Perspectiva pode ser algo ameaçador para as nossas mentes sonolentas!

Algures no caminho, perdemos a nossa reverência pela Natureza, a nossa crença na ligação entre todos os seres vivos, e o nosso sentido de harmonia com o nosso ambiente.

Descartámos essas crenças “primitivas” porque alcançãmos “progresso”. Tivémos a nossa suposta “Era do Iluminismo”, religiosamente seguimos o culto do racionalismo onde trocámos a nossa reverência pela Natureza por uma reverência mal colocada na mente humana, e enquanto nos prostramos ao altar da Razão Humana, perdemos o nosso lugar no mundo.

Lamentavelmente, desde que nos convencemos que nada existia acima da mente humana, o nosso pensamento arrogante levou-nos a acreditar que o “nosso lugar” era acima do da Natureza. Estar num pedestal tão elevado significava que nós dominávamos a Natureza, e se desobedecesse, que a espancariamos até à submissão.

Podemos nos rir da história real do Imperador Romano Calígula se ter auto-proclamado um Deus e de ter chicoteado o mar com correntes pela sua desobediência, mas quão diferente é a abordagem da Humanidade moderna face à Natureza – como algo a ser batalhado, conquistado e controlado.

As mesmas guerras implacáveis que travamos uns com os outros, com as mesmas armas letais, travamos com a Natureza.

Travamos guerras químicas e biológicas contra a Natureza e as suas criaturas, e mesmo parecendo ser a mais fúil, sem senso e destrutiva das guerras, nós persistimos até em nosso detrimento.

Tal é a nossa miopia como espécie. Com esta perspectiva antropocêntrica, onde tudo revolve em torno do ser humano, não pode resultar em nada de bom.

A Humanidade é coletivamente culpada por tentar torcer e deformar os factos acerca de como a Natureza funciona para encaixar no que são predominantemente mentes fechadas, cheias de crenças sem fundamento.

Estas crenças disorcidas são muito reais. Biotecnologia acredita firmemente que a “salvação” da Humanidade jaz na “engenharia” de culturas através de modificações genéticas para suprimir todas as nossas necessidades e salvar a Humanidade da Fome.

Esta forma de pensar messiânica é seriamente iludida, e os seus suseranos corporativos não podiam estar menos interessados, não fosse pelos lucros que estas formas de vida patenteadas podem potencialmente gerar.

Chamem-me crítico, mas estas alegações não são científicas, e como uma pessoa com qualificações em Ciência, eu francamene julgo estas alegações como ofensivas, pois são simplesmente “alegações baseadas em fé” mascarando-se de ciência, sem provas que corroborem a sua veracidade.

Entretanto, práticas de agricultura convencionais estão a destruir enormes extensões de terra através de erosão de solos, salinidade, abuso de fertilizantes químicos, destruição de ecossistemas de supore (que trazem chuva, por exemplo).

Se removermos os “piscas ideológicos”, e observarmos fora do contexto da nossa presente Era e Sociedade, é vivamente óbvio que nos estamos a encaminhar por um beco sem saída e a fazê-lo a velocidade crescente, apressando uma conclusão sinistra.

Só para adicionar um pouco mais de perspectiva à pintura do quão perdida está a Humanidade, eu ouvi académicos a argumentar contra o “movimento verde”, adicionando o argumento absurdo que a “natureza (e logo, a vida) não tem valor algum, para além da sua utilidade para o Homem” – preciso dizer mais?

Agora, se alguém pensa que o caminho é “aperfeiçoar a Natureza”, e colocou a sua fé neste processo, eu apelo urgentemente a examinarem criticamente a sua visão do mundo. Se consegues ver que algo está errado com o status quo, mas queres tornar-te parte da solução em vez de parte do problema, então continua a ler!

HÁ UMA FORMA MELHOR!

  • Porquê reinventar a roda quando uma melhor já existe, olha para a Natureza!
  • Podemos planear e implementar ecossistemas naturais repletos de vida, que se cuidam sozinhos, tal como um bosque ou floresta – mas que contém plantas que nós escolhemos.
  • O Sistema de Design de Permacultura observa sistemas e padrões naturais, e imita-os para um design de sistemas de produção alimentar e residência humana que se integra harmoniosamente com a Natureza.

Porquê cavar assim?

 Quando os profissionais estão ao dispor….

COMO A NATUREZA CULTIVA PLANTAS

Olhamos para o sistema da Natureza, e copiamo-lo, para que a Natureza faça o trabalho por nós, tal como as minhocas cavam em vez de nós. Isso é o espírito da Permacultura. Sem necessidade de trabalho duro…

A Natureza cresce num padrão altamente optimizado, utilizando múltiplas camadas e tirando o máximo proveito tanto do espaço horizontal, como do vertical.

Um bosque de Alimentos é geralmente composta por 7 estratos ou camadas, a mais alta destas sendo o estrato da Copa. A copa é constituida por árvores altas – geralmente árvores de fruto ou de nozes de grande porte.

Entre as árvores de copa alta, existe uma camada de árvores de fruto de pequeno porte ou de copa baixa. Atenção, uma árvore de pequeno porte pode tipicamente atingir 4m de altura, por isso não penses necessariamente que são árvores muito baixas.

Aninhado entre as árvores de pequeno porte estão os arbustos – que estão bem representados pelas groselhas e bagas.

A ocupar o restante espaço está o estrato das herbáceas, estas são as plantas medicinais e culinárias, plantas consorciadas, plantas meliferas e de forragem para aves de capoeira.

Qualquer espaço restante é ocupado pela cobertura de solo, plantas rasteiras. Estas formam uma cobertura e adubo verde que protege o solo, reduz a perda de água por evaporação, e evita o aparecimento de plantas indesejadas.

Podemos ainda ir um estrato mais profundo, a rizosfera, ou a zona das raízes, o estrato subterrâneo que é ocupado por todas as culturas de raiz, como as batatas, cenouras, gengibre, yacon, etc.

Enquanto isto pode parecer muitas plantas num só espaço, ainda temos mais um espaço a preencher, o espaço vertical. Este é ocupado pelas trepadeiras, que podem subir por qualquer suporte vertical, seja árvores, vedações, etc. Esta categoria inclui uvas, feijão, muitas variedades de bagas, maracujá. kiwi, ervilhas trepadeiras, chokos e muitas outras espécies que adoram trepar.

Agora, existem muitos equívocos acerca do que é realmente um bosque de alimentos que eu gostava de esclarecer.

  • Linhas direitas de árvores não é um bosque de alimentos. Isso é o que chamamos de pomar (e até agroflorestas).
  • Linhas de árvores com algumas plantas a crescer por baixo não é um bosque de alimentos, é um pomar com sub-plantações.
  • Linhas de árvores com linhas de outras plantas alternadas entre elas não é um bosque de alimentos, é um pomar implementado com intercalação de culturas.

Um bosque de alimentos pode não ter necessariamente todas as 7 camadas, mas contém múltiplos estratos ou camadas, e ainda mais importante, é um ecossistema vivo virtualmente auto-sustentado.

Em termos de forma, o que mais diferencia um bosque de alimentos de um campo bidimensional de alfaces ou qualquer outra monocultura é que o bosque é uma estrutura tridimensional.

Em termos de função, sendo um ecossistema vivo dá-lhe propriedade e atributos que não estão presentes em sistemas agrícolas em geral nem em muitos jardins.

OS BENEFÍCIOS

Os benefícios a ter de um bosque alimentar são os seguintes:

Alta Produtividade
  • Plantação de Alta densidade assegura alta produtividade.
  • Biodiversidade assegura uma fonte de alimentos contínua ao longo do ano.
Cobertura de Solo, Composto e Fertilização Natural
  • Tal como uma floresta, o bosque de alimentos cobre o chão sozinho para reter humidade.
  • Com tamanha densidade vegetal, um enorme volume de folhagem caída acumula e decompõe-se para adicionar matéria orgânica ao solo.
  • Decompositores, a classe de insetos e organismos que decompõem a matéria orgânica, como as minhocas, térmitas e santarenas, trabalham para ajudar o processo de compostagem natural.
Controlo Natural de Pragas
  • Sem necessidade de químicos! Bosques Alimentares usam predadores naturais para se livrarem de pragas – deixando os profissionais fazer o trabalho, naturalmente.
  • Insetos predadores têm um habitat permanente (um ecossistema natural) e fontes de alimento abundantes (flores ricas em néctar) num bosque alimentar. Fornece ambas estas coisas e eles aparecerão por sua conta! Uma hortinha de vegetais é apenas lar para as espécies de insetos praga, não fornece habitat para os insetos “bons”!
  • Um Ecossistema vivo e abundante atrairá aves e outros predadores maiores, contribuindo mais para o controlo natural de pragas.
Resiliência Através da Biodiversidade – A força está nos Números
  • A Naureza não planta enormes áreas de apenas uma espécia (nem em linhas direitinhas!), a Natureza prefere biodiversidade, não monoculturas! Misturar diferentes tipos de plantas todas juntas fá-las crescer melhor, ponto final. Cria uma sinergia natural que beneficia todas as plantas envolvidas. As plantas, como resultado, são mais resistentes a pragas e doenças, e são mais produtivas (e mais bonitas!).
  • O uso de consorciação de plantas (plantas que se beneficiam mutuamente) permite-nos recriar a biodiversidade da Natureza para ganhar estes benefícios.
Regeneração de Solos Fácil – Cortar e Largar (Chop n’ Drop em Inglês)
  • Na Natureza, quando morrem plantas, elas ficam onde caíram. Não são arrancadas e deitadas fora! Não arranques pela raíz as plantas anuais que terminaram o seu ciclo, corta-as ao nivel do solo. A raízes vão apodrecer para criar milhares de intrincados canais de ar e água no subsolo. As partes aéreas das plantas cortadas criam um sistema natural de cobertura de solo vegetal em compostagem como no solo de uma floresta.
  • Preserva o teu solo, cria caminhos. Não pises nas camas, o solo está vivo!!! (De facto, é até um ecossistema mais complexo do que qualquer outro à superfície).Pisar nas tuas camas vai compacar o solo, cerrando caminho para o ar e água, dificulando a infiltração destes até às plantas, o que ira inibir o seu desenvolvimento.

RESUMINDO E CONCLUINDO….

Um Bosque de Alimentos é construido para emular uma floresta real — apenas a preenchemos com plantas alimentares e árvores que desejamos.

Florestas “reais” não necessitam de trabalho algum, elas auto-susteêm-se — nada de pesticidas, herbicidas, arrancar ervas daninhas, rotação de culturas, corta-relvas ou cavar. O bosque de alimentos também não precisa de nada disso! Menos trabalho, mais comida, tudo natural! Porquê fazer outra coisa?

Concluindo, se olharmos para além da nossa cultura modernizada, para os sistemas vegetais mais avançados e abundantes em vida da Natureza, é claramente evidente que trabalhar com a Natureza é o caminho mais sábio e mais produtivo para uma produção alimentar sustentável.

POLICULTURA POLINIZADORA – para POMARES, QUINTAS, QUINTAIS e JARDINS.

Paul Alfrey do Projeto de Ecologia Balcã apresenta uma policultura de polinização primaveril para fornecer apoio de polinização para quintas e jardins, que rende fruta e nozes nutritivas, espaços de nidificação para abelhas nativas em risco, e exibições espetaculares de flores para alegrar depois do Inverno.

Será que chamar Permacultura de “fácil” encaminha os Novatos ao Fracasso?

Tem sido uma viagem que me abriu os olhos, mergulhar no mundo da Permacultura e aperceber-me o quão profundamente flui. Em tão poucas palavras, parece como uma forma ideal e fácil de viver.
Mas será mesmo? Se sim, como pode ser transmitido simplesmente a novatos, como eu? E se não é, como podem permacultores partilhar as suas ideias sem dissuadir os mais facilmente dissuadíveis?

Porque Os Nossos Espaços Urbanos PRECISAM de Permacultura: O Problema É a Solução!

O objetivo último da permacultura é viver em harmonia e integrados com o nosso meio ambiente natural. A paisagem urbana é o ambiente perfeito onde a Humanidade pode aprender a transformar esse sonho numa realidade. Estas são apenas algumas das muitas formas como a permacultura tem o potencial de nos auxiliar a atacar os desafios mais iminentes com que nos deparamos nas áreas urbanas em todo o...